ALPHA

4428 Words
Cinco meses se passaram, Akin ainda não voltou para casa, Maya todos os dias olha pela janela do quarto do seu menino com esperança da sua volta, preocupada que Akin tenha virado a fera que existiu no Brasil, ela conversa com Jata para preparar tudo para sua volta. - Jata minha querida, faz exatamente cinco meses que o menino Akin não voltou mais da mata escura, um lugar que vosmecê já sabe as lendas que ronda esse lugar, tudo que vai até lá não volta. - Sinhá Maya, irei pedir para Talib, me auxiliar com os preparativos da nossa volta ao Brasil, devo informar a ele o dia que iremos? Ou a sinhá quer esperar por Akin. - Jata faça isso, chama Talib para te ajudar na fazenda, irei deixar tudo certo por aqui antes de irmos, em sete meses, nesse tempo talvez Akin volte para casa. Vosmecê poderia chamar o Talib para mim, quero conversar com ele, no escritório do senhor Felix, passar as devidas informações sobre a fazenda. - Sim sinhá, irei chamá-lo, para vosmecê, licença para me retirar, precisa de algo a mais? - Pode se retirar Jata, agradecida por enquanto, não precisarei de mais nada, só conversar com o capitão do mato, diz a ele, estar lá em vinte minutos, a minha espera, irei olhar mais um pouco, para a vista da janela do quarto do meu menino, pensar em algumas coisas, não posso deixar passar nada sobre aquela trágica noite. - Vou procurar Talib pela fazenda, pedir para te aguardar no escritório. - Agradecida! Jata, pode ir. - Sua licença sinhá. Jata desceu as escadas, vai diretamente para a senzala chamar Talib, a fazenda era enorme, demorou uns quarenta minutos para chegar. - Talib meu velho onde vosmecê está? Sinhá Maya quer conversar, sobre os preparativos da nossa volta ao Brasil, minha primeira viagem fora da África, o país que sempre quis conhecer, um lugar lindo, sinhá Nala sempre me contava histórias maravilhosas de lá. -Jata não sou seu velho, mais respeito comigo menina, vosmecê tem apenas vinte anos, tem muito que aprender na vida, e tenho apenas trinta e oito anos sou um garoto ainda, não sou tão velho como vosmecê diz, garota tenha respeito me chame de senhor Talib, fale baixo, não grite ao falar, daqui da senzala estava escutando tudo,que vosmecê estava dizendo, sobre a nossa volta ao Brasil, não fique muito animada, temos muitas coisa para fazer por lá, principalmente descobrir a cura para o menino Akin e seus irmãos. - Talib por isso te chamo de meu velho, vosmecê só pensa em trabalhar e servir, nunca se diverte, relaxa um pouco, sorria para nossa grande aventura no Brasil! HOMEM DE DEUS! - GAROTA! Na próxima vez que me chamar de velho, eu irei te colocar no tronco, te dar uma surra, para aprender a me respeitar como seu capitão do mato. Agora vá até sinhá, e diz que já estou indo, vou terminar de arrumar a senzala. -Tá bom meu Velho! Mas vosmecê não pode me bater, sinhá Maya não permitirá isso em sua fazenda. - Ainda sou o capitão do mato, esse sempre será meu trabalho, mesmo não gostando desse serviço, vosmecê tem sorte, em outras fazendas, eu tinha que bater até a morte, nos meus irmãos, isso me feriu muito por dentro, vosmecê e todos os escravos que vivem aqui, devem ser eternamente gratos, a sinhá Nala, graças a ela nunca precisei bater em ninguém, se fosse o senhor Felix muitos aqui já estariam mortos. - Talib, só estava brincando com vosmecê, vou voltar para avisar a sinhá que está arrumando a senzala, e irá para o escritório para espera-la - ISSO JATA! vai mesmo, antes que eu perca a paciência com vosmecê. Jata sai da senzala, volta para avisar a sinhá, que Talib está organizando a senzala, já iria para o escritório. Maya estava com os pensamentos longe, de saudades da sua grande amiga Nala e Akin, não deu atenção para Jata, sobre o que ela estava dizendo, depois de meia hora, sinhá Maya, desceu as escadas, foi para o escritório, se encontrar com Talib, ele já estava lá a sua espera. - Boa Tarde! Talib, desculpa a demora, não estou me sentindo disposta hoje, mas tenho que ter forças para cuidar dessa família, que precisa de mim, essa é a minha missão, irei te passar as seguintes orientações, preste a devida a atenção, para deixar tudo no devido lugar por aqui, não sei se vosmecê sabe, mas os outros filhos de Nala e senhor Felix no aniversário de todos eles, no dia que fizerem dezoito anos, a maldição irá ficar completa, assim se cumprirá todo o m*l que o bruxo Dalházicruen planejou para a humanidade, meus meninos e meninas irão se transformar nessa nova raça chamada “Alimifa”, não sei como será a transformação, de cada um, por isso estarei indo imediatamente para o Brasil, para protegê-los, deste bruxo das trevas, estarei perto do meu pai, e com minha aldeia, o senhor meu pai, é um homem com muito sabedoria saberá o que devemos fazer, irá nós orientar sobre como poderemos prepará-los para essa nova vida, para serem do bem, não podemos permitir que meus meninos e meninas, vão para o lado do m*l, até acharmos a cura, gostaria que vosmecê deixasse um empregado de sua confiança em seu lugar, os escravos que restaram, quero que cuide da fazenda de Daomé, e das grandes riquezas que existem por aqui, que vosmecê sabe e escondia para o senhor Felix, ao passar dos anos quero multiplicar, tudo que a nessas terras, fazer as riquezas que o senhor Felix deixou para sua família, virar uma fortuna sem fim, vosmecê estará encarregado de cuidar disso, irá voltar para África sempre que puder, para ver se seu empregado de confiança está agindo correto com essa família, todos eles a partir de hoje, irão construir suas próprias casas na fazenda, terão seus búzios, para sobreviverem melhor, irão se dedicar para terem mais búzios, para todos, terão sua carta de alforria, para serem homens e mulheres livres, e ricos para libertar todos os escravos que conseguirem libertar, vou deixar alguns búzios para vosmecê, comprar mais escravos, mas quero que analise bem, se serão de confiança, sempre serei contra a e********o, quero tentar libertar o máximo que eu conseguir, Nala sempre quis isso, irei fazer por ela. AGORA VÁ! E informe a todos sobre tudo, a única coisa que peço é que todos sejam fiéis a está família, quero que seus filhos, netos e bisnetos, todos os descendentes dos empregados dessa fazenda, continue a trabalhar para essa família, pelos séculos. Meu querido amigo, meus meninos e meninas será uma raça imortal, nunca irão morrer, não irão envelhecer jamais, todos devem saber sobre isso, passar para suas gerações, nunca contar a ninguém sobre eles, o empregado que levar esse segredos, para outras pessoas, que não fazem parte da família, será expulso e mortos, por vosmecê, prometo a todos uma vida de abundância e felicidade, quero fazer isso antes de morrer, sou apenas humana, não sou eterna, como eles, mas serei eterna ao lado de Deus, quero deixar os filhos de Nala bem, para enfrentar essa vida sem imortal, sinto em meu coração, que a cura está distante, vamos ter que viajar para vários lugares, atrás de respostas então se prepare Talib. “Talib se lembrou da sua conversa, com seu grande amigo Nigozi, o que ele tinha falado, a ele no dia seguinte da noite que sinhozinho Akin sumiu, fazia todo o sentido naquele momento, depois de sua conversa com sinhá Maya, seu amigo pediu para ser fiel a sinhá, ela com sua imensa sabedoria, estava além do seu tempo, ela tinha algo especial” … - Maya! agora entendi tudo, o porque minha amada sinhá Nala a deixou para cuidar dos seus filhos, se algo de muito r**m acontecesse, seu coração é enorme como o dela, sua sabedoria é algo que vai além do nosso tempo, os escravos irão fazer a maior festa na fazenda, para comemorar nossa nova vida, graças a sinhá!, vou comunicá-los e deixá-los, cientes dos termos, para serem livres, os que não concordarem, ou tentar revelar esses segredos, eu e meus homens irão deixá-los na mata escura. - Agora pode se retirar Talib, agradecida por tudo que fizeste por mim, e ainda irá fazer, vosmecê também terá a sua casa, e seus búzios, para sobreviver como quiser, no momento é só isso, pode ir, destrua a senzala, assim que as casas de todos estiverem prontas, temos sete meses, para fazermos isso, antes de irmos para a fazenda Santa Gertrudes no Brasil. - Agradecido por tudo sinhá, licença para me retirar. - Até Talib, qualquer coisa me comunique, se souber de algo sobre o meu menino Akin, venha imediatamente até mim. - Irei até a fazenda do sinhozinho Bernardo, para conversar com meu amigo Nigozi, saber se ele descobrir algum podre do bruxo, ele é muito querido até por homens ruins de coração, sempre consegue saber das coisas relacionadas ao “mundo inferior”. - Agradecida! Maya continua no escritório, a procura de algo de repente, Jata aparece pedindo licença para entrar. - Sinhá posso entrar, para conversar com vosmecê? - Sim Jata, entre o que queres? - Quero comunicar que a sinhá Aurora, está a sua espera, quer conversar com vosmecê, falou que é algo urgente, estranhei todos nós sabemos que ela não estava falando, meus amigos da fazenda do sinhozinho Bernardo, comentaram comigo ontem, que sinhá Aurora, ainda continuava muda e estranha, agora está falando, veio até aqui para conversar, será que ela sabe de algo do sinhozinho Akin? - Diga a ela que já irei, comparecer na sala de visitas, Jata agora fiquei preocupada, se ela viu algo que ninguém viu, se passaram cinco meses,fui todos os dias na fazenda tentar conversar com ela, mas não falava absolutamente nada, vai até lá Jata! converse com a mucama, que sempre está ao seu lado, tente descobrir alguma coisa, sobre a noite que meu menino sumiu, irei organizar o escritório, em alguns minutos, estarei na sala de visitas, faça também um bom café, com bolos e tudo que estiver pronto na cozinha, quero conversar, a sós com Aurora!. - A vossa licença minha sinhá, irei providenciar o que me pediste, irei levar a minha amiga Bintu, a mucama da senhora Aurora, para me ajudar nos preparativos, do chá do final da tarde, depois levarei ela, com as crianças para tomar um ar, para deixar vosmecês a sós. - Isso Jata, agradecida! Maya foi arrumar algumas coisas no escritório, ao tentar colocar os livros na imensa biblioteca do senhor Felix, ela derrubou uma carta, do seu menino Akin, deixada para sua mãe Nala, mas como sinhá Aurora estava a sua espera, Maya colocou a carta entre seus s***s, e guardou para ler depois. - Olá sinhá Aurora! Minha querida, estou feliz em te ver bem, e a falar, o que te trás aqui na fazenda, de Nala e senhor Felix, o que queres com minha pessoa? - Boa tarde! Sinhá Maya, estou melhor de saúde, depois da noite passada, voltei a falar, ser quem realmente sou, primeiro vou começar do início, o momento da pior e melhor noite da minha existência, fico triste por aqueles que foram assassinados pelo homem- morcego, eram pessoas ruins, mas ninguém merece morrer da maneira que eles foram mortos, pela criatura, e feliz por meus amados escravos bons, da fazendo do meu marido sinhozinho Bernardo, ele era muito c***l, não só com meus escravos, mas para mim, eu odiava aquele homem, com todas as minhas forças, ele queria me obrigar a ama-lo, nunca conseguirá meu amor, rezava todos os dias, para voltar para o Brasil, depois para Portugal, agora que ele se foi, e Ras também que era o capitão do mato, eu poderei finalmente ser livre, desse lugar, que fui infeliz todos esses anos, Ras fazia coisas terríveis com as escravas e escravos, todos que vivem ali estavam vivendo um pesadelo monstruosos, todos os dias, finalmente apareceu uma criatura linda, que nos salvou dessa terrível e********o, ele ouviu meus choros de desesperos!, na varanda do meu quarto, ficou parado no céu, com suas asas enormes, seus olhos lindos, e cabelos pretos como a noite, me olhou por alguns minutos, naquele momento, a fera h******l que apareceu em minha varanda, virou o homem mais lindo, que já vi em minha vida, sua raiva tinha passado, então ele sorriu para mim, a fera não existia mais, só um lindo homem. Ele desceu do céu, foi até a minha pessoa ,na varanda sem dizer uma só palavra, eu percebi que naquele momento, ele era o grande amor da minha vida, com suas mãos enorme, secou minhas lágrimas, depois olhou para baixo, na senzala, percebeu o motivo das minhas lágrimas, parecia que conseguia ler meus pensamentos, nos conectamos, depôs disso me olhou nos olhos e saiu da minha varanda, outra vez virou o homem-morcego, foi voando com toda a sua fúria para senzala, matou a todos os escravos ruins, que queriam m***r meus escravos bons, o resto da história, a sinhá Maya já sabe, o meu amado Nigozi já me falou, que te contou tudo, minha mucama e grande amiga, me disse que vosmecê, irá voltar para o Brasil? Irei libertar todos os meus escravos, oferecendo a eles a carta de alforria, quero ver todos os meus amados livres e felizes, irei deixar aquela fazenda que odeio, para todos os meus antigos e fiéis escravos, irei quebrar essa linhagem amaldiçoada do sinhozinho Bernardo, todos são de sangue ruins, vou dar um fim nessa família das trevas. Gostaria de contar a vosmecê o meu sonho, como voltei a falar, nesse cinco meses, eu sonhei todos os dias com ele, não sei ao certo se foi um sonho ou algo real, todas as noite, ele aparecia para mim, em meu quarto, ficamos juntos a noite toda, mas sempre vai embora, antes do dia amanhecer, voltando para a mata escura, cheguei a perguntar, a ele o que tinha lá, me disse, que um dia irá me falar, sobre tudo, que viveu e presenciou naquele lugar, as criaturas que teve que m***r para sobreviver, e mostrar que era o rei da mata escura, nessa última noite ele estava diferente, pediu para te procurar, e confiar em vosmecê, que iria me dizer tudo, sobre quem era ele, ao me levantar da cama já era dia, minha voz voltou, chamei minha mucama Bintu, para me vestir, e vir até vosmecê. No momento que Bintu, estava a me vestir, lembrei de algumas coisas, do meu sonho, que estava a falar para ele, que não iria conseguir falar com vosmecê, eu estava sem voz, ele me olhando nos olhos, me falou, que tinha tirado a minha voz, para minha segurança, agora era o momento de devolvê-la, só a sinhá, Bintu, Nigozi, e sua mucama Jata que sabem que estou a falar novamente, ele me pediu para não confiar em ninguém, só em vosmecê, e seus escravos, os meus devo analisar melhor, quem realmente é fiel a mim, na fazenda do meu marido sinhozinho Bernardo, tem um e*****o r**m, entre os escravos bons, ele deixou vivo porquê deixou seus sentimentos de fúria falarem mais alto, não sabe quem é, tem cheiro de podridão, trabalha para Dalházicruen, antes do meu amor, sumir em sonhos, ele me pediu uma última coisa, para a sinhá Maya, ir para o Brasil, não aguardar por sua volta, ele voltará no dia certo, vosmecê saberá ele irá te mostrar os sinais da sua volta, tenho que ir com a sinhá para minha segurança. - Minha doce Aurora, vosmecê me trouxe uma felicidade, e paz em minha alma, já faz cinco meses, de angústia e tristeza, achei que meu menino Akin tivesse virado um outro ser, que a muitos anos viveu no Brasil, nunca mais ele iria voltar, agora percebo que eu estava certa em minha intuição, ele é uma criatura que está evoluindo, sendo mais humano, que animal, essa criação do bruxo, é algo que vai além dos meus ensinamento, algo novo para mim, irei voltar imediatamente para o Brasil, vosmecê irá comigo, agora volte para sua fazenda, e resolva tudo antes da sua volta, temos pouquíssimo meses, para irmos, te darei sete meses, para resolver tudo. - A criatura é o menino Akin isso é impossível! quando o vi pela última vez, ele era um garoto, a criatura era um homem muito forte, fiquei sabendo pela minha mucama na época, Akin foi estudar em Portugal, nunca soube da sua volta, que estava por aqui, a linda Nala, e senhor Felix também foram viajar para Portugal? deixando a fazenda aos seus cuidados, com seus filhos menores, não vejo a anos Akin, quantos anos ele está agora, como isso foi acontecer, com aquele garoto gentil educado, sempre me tratou muito bem, em todos os momentos que nos encontramos aqui na estrada, em frente as nossas fazendas, hoje é um homem-morcego, como isso é possível? - Akin é este monstro que vosmecê se apaixonou, ele voltou de Portugal com vinte e um anos, a pedido do senhor Felix, foi nesse momento, que todo o m*l aconteceu nessa casa, agora quero que vosmecê, só pense na nossa viagem para o Brasil, confie em meu menino Ele virou um servo da escuridão, está lutando com todas as suas forças para continuar a ser um homem bom, ele escolheu a luz, em vez das trevas, ele se parece muito com Nala, iremos juntas ajudar a quebrar essa maldição, irá ficar tudo mais fácil para Akin, com seu amor verdadeiro por ele, através de vosmecê, Akin sempre irá se lembrar da sua humanidade, e lutar com a fera que vive em sua alma, tenho que te proteger do bruxo Dalházicruen, no momento que souber da sua existência, irá te usar para derrotar Akin, para ser seu fiel servo, para todo sempre. - Por isso Akin, em sonhos pediu para procurá-la, e confiar em vosmecê, em todos os seus escravos fiéis, e voltar imediatamente para o Brasil, fico a pensar que ele tenha descoberto algo, sobre esse bruxo, meu amado amigo Nigozi sempre conversou comigo sobre várias lendas, verdadeiras que ronda este bruxo, me informou quando ficou escondido na mata, presenciou meu marido e Ras, vendendo as sua almas para ele, em troca de muito poder e maldade, única coisa que o bruxo fez de bom para mim, e para meus escravos, foi levar esses dois, como se dizem aqui em Daomé, “demoon”. - Não se engane com o bruxo sinhá Aurora, ele joga sujo, para conseguir o que quer, então continue muda, em sua fazenda, até irmos embora de Daomé, irei providenciar o navio negreiro, do senhor Felix, vosmecê só leve, seus escravos da sua confiança, que queiram ir para o Brasil, analise bem cada um, vosmecê tem alguém ao seu lado, que é servo de Dalházicruen. - Sim sinhá Maya, irei analisar melhor as pessoas ao meu redor, só estarão ao meu lado os merecedores, para ir morar no Brasil, ninguém saberá de Akin, nem mesmo minha mucama Bintu, minha amiga de todos esses anos, faz de tudo por mim, como vosmecê fez por sinhá Nala, e ainda faz, mas acho que nesse momento, ela poderá ficar em perigo, se eu falar que o homem- morcego é o menino Akin. - Proteja todos que vosmecê ama, eu tentei proteger minha amiga, mas não fui capaz de ficar um passo à frente do bruxo, mas agora aprendi com meus erros, sempre estarei um passo à frente de Dalházicruen, nada e ninguém irá fazer m*l para meus meninos e meninas, não deixarei ninguém fazer algo contigo doce Aurora, agora vosmecê, faz parte da família, seja bem-vinda ao seu novo lar. Agradecida! Sinhá Maya por tudo que fizeste em minha fazenda, Nigozi falou-me o que vosmecê fez, limpou toda a fazenda para ninguém ficar sabendo, e não chegar aos ouvidos do rei Damasco, me sinto segura ao seu lado, faz tempo que não tenho esse carinho de mãe, meus pais moram em Portugal, não sei se poderei voltar para a casa deles, sem meu marido Sinhozinho Bernardo, eles nunca irão permitir isso, mas agora sinto, que encontrei um lar, também um grande amor, ajudarei a encontrar a cura para Akin, eu o amo do jeito que é, mas não sabemos se ele ainda continuará esse homem gentil, ao se passar dos anos, mas vou até o fim do mundo por ele. - Com essas suas belas palavras, percebo que seu amor por meu Akin é puro, vosmecê conheceu o pior lado do meu menino, ama uma criatura das trevas, que poderá te m***r, a qualquer momento, mesmo assim quer lutar por ele, admiro isso, mas te darei um conselho, minha doce Aurora, o amor de vosmecê por Akin não será algo fácil, terão dias de trevas, vosmecê terá que ser forte, sempre lembras te que Akin será eterno, e vosmecê não será. - Mas ninguém é eterno sinhá Maya, todos nós morreremos um dia, somos seres humanos, Akin só é um homem-transformado, que não sabemos ao certo o que é - NÃO AURORA!, Akin não é mais um humano que vosmecê conheceu, ele morreu no dia seguinte da tragédia, que aconteceu nessa família, eu vi com meus próprios olhos, o seu cadáver frio, em cima da cama, eu deveria ter jogado fogo, em seu corpo, mas não consegui, dentro do meu coração, eu sentia que deveria dar uma chance para ele, sei que levarei comigo, esse pecado, eu poderia ter dado um fim nessa nova raça, que foi criada pelo bruxo, a partir do sangue do senhor Felix no momento que ele vendeu sua alma, ele e seu amigo Danuzam, sacrificaram um e*****o, uma vida pela outra, poder e riquezas, o bruxo sabia que o sangue de duas pessoas ruins, poderia dar o início para ele fazer a sua melhor criação os Alimifa, nessa noite senhor Felix amaldiçoou sua família inteira, vim para Daomé com Nala, porque meu pai a muitos anos, sonhou com esse aviso, eu deveria ter cortado o m*l pela raiz, mas meu amor por eles falou mais alto, serei julgada, condenada em minha aldeia, vou mostrar, que estão errados, em relação a tudo, que poderemos mudar muita coisa,e ensiná-los a servir a luz, e não a escuridão. - Não sabia ao certo, se os comentários feitos por várias pessoas de Daomé, eram verdadeiros, muitos diziam que o senhor Felix realmente vendeu a sua alma, para o bruxo, por isso sumiu, outros dizem que o senhor Felix e Nala foram visitar o menino Akin, em Portugal, iriam morar por alguns anos. - A versão falada, pelo povo de Daomé sobre senhor Felix e Nala, estarem em Portugal, eu mesma que falei para todos, para poderem esquecerem do pacto do senhor Felix, - Agradecida sinhá Maya, por confiar em minha pessoa, por me ajudar a ir embora, desse lugar que só me fez m*l, me trazendo grandes tristezas, a única felicidade que tive em Daomé foi encontrar Akin. - Aurora se meu menino Akin confia, eu também confio, estou muito feliz em saber que Akin pela primeira vez, está apaixonado por uma pessoa com uma alma linda como vosmecê, em toda essa desgraça, esse sentimento irá ajudá-lo, poderá sempre se lembrar do humano que ele foi. Agradecida! seu choro salvara-me de Akin, virou um monstro, e foi para cima de mim, seu desespero chamou a atenção dele, foi assim que ele chegou até vosmecê. Um dia irei te falar tudo que passei, quando Akin se transformou, agora é melhor voltar para sua fazenda, temos muito a se fazer em Daomé, irei pedir para Jata e Talib acompanhá-los até a sua fazenda, até mais Aurora. - Até querida sinhá Maya! Agradecida mais uma vez por tudo. Nesse dia Maya, ficou tranquila, ao saber por Aurora, que seu menino Akin, estava vivo, não se transformou na fera, que existiu no Brasil no passado, que estava evoluindo, várias perguntas, sem respostas surgiram na mente de Maya, o porquê menino Akin, continuava na mata escura, o que ele encontrou por lá, que o fez não querer voltar. Maya suspirou olhando para a fazenda, ao ajustar seu vestido, a carta que estava escondida entre seus s***s, caiu no chão da sala de estar, ela se abaixou e pegou, abriu para ver o que Akin deixou para Nala. “… Mãe Nala se vosmecê estiver lendo esta carta, então tudo o que eu temia aconteceu com a nossa família, não sei se irá se lembras-te, dos dias que fiquei no escritório do senhor meu pai, depois da nossa conversa, na sua capelinha, dizendo tudo a vosmecê o que ele fez. vendeu a sua alma para o bruxo, amaldiçoando nossa família, em troca de poder e riquezas, eu e a senhora minha mãe juntos elaboramos um plano, para salvar meus irmão e sinhá Maya, não sei se nosso plano depois dessa maldição deu certo, não sei se a senhora minha mãe, meus irmãos e Maya estão bem, quero te deixar essa carta, para vosmecê saber para onde eu fui depois da minha transformação, encontrei um diário muito antigo, na biblioteca do senhor meu pai, ele pertencia ao meu avô, têm varias marcações e pesquisas, sobre o bruxo Dalházicruen, ele já está por aqui a muitos anos, o senhor meu avô descobriu algo na mata escura, o porque nenhum ser humano volta de lá, não posso te dizer para não colocar a sua vida dos meus irmãos e da sinhá Maya em perigo, chegou o momento de ser o homem que irá cuidar dessa família com unhas e dentes, para nada acontecer a nenhum de vosmecês, o senhor meu pai Felix se perdeu em suas próprias desgraças, não sei exatamente a criatura que serei, se irei conseguir controlar o monstro dentro de mim, tudo que vem do bruxo, sempre será algo das trevas, irei lutar com meus próprios demoon até achar a cura, tentarei com todas as minhas forças, ser um homem de fé, agradecido por todos os seus ensinamento e amor, te levarei em meu coração para todo sempre. O diário do senhor meu avô, está escondido em um lugar que ninguém poderá encontrar, meu avô descobriu coisas importantes que será a destruição de Dalházicruen, mas terei que viver, por alguns anos na mata escura, nesse local está a resposta para muitas coisas, confie em mim mãe Nala. Renascerei! Serei o grande e único ALPHA! E irei destruir Dalházicruen..."
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