- Akin meu filho acorde o sol já se foi, agora é a sua hora de viver! Por favor não me deixe me responder, está cada vez mais pálido, sei que não quer essa vida, em ser um servo da noite, mas te prometo que tudo vai dar certo, mas acorde!
Maya ficou sentada esperando Akin acordar e nada, no momento que ela iria desistir, e pedir para os últimos escravos da fazenda para queimarem o corpo do seu garotinho que já era um homem de vinte e um anos, ela escuta algo.
- Mãe Maya! não desista de mim, estou um pouco fraco, mas sei que com sua ajuda eu irei me recuperar, estou com muita sede quero água ...
- Aqui meu filho um copo de água.
- Agradecido!
- Akin meu filho vai com cuidado, está bebendo muito rápido.
Então Akin começou a vomitar toda a água, Maya ficou preocupada pois ele estava muito gelado e pálido parecia um morto vivo.
“Irei ... buscar uma jarra de sangue dos animais, que pedi para trazer, ele está gelado de mais, precisa de muito sangue.
- Akin meu filho vou até a cozinha e já volto, em hipótese alguma sai do quarto para nada.
- Não tenho forças para me levantar da cama.
- Em breve irá se recuperar, eu te prometo.
Maya foi até a cozinha para buscar o sangue para beber, ao entrar no quarto olhou em Akin, seus olhos estavam vermelhos, seu rosto estava mudando de forma, sua personalidade estava diferente, ele já não era o mesmo Akin, mas ela por amor ao seu menino, entrou no quarto sem pensar duas vezes, se ele seria capaz de matá-la.
- Akin meu filho! Não sei se está aí dentro dessa fera, mas sou eu Maya que te ama. Beba este sangue, isso irá lhe ajudar a controlar esse monstro dentro de vosmecê.
- SAIA! SAIA! daqui agora, enquanto consigo me controlar, vá embora antes que eu beba até a última gota do seu sangue, VÁ EMBORA!
- Não Akin, eu sei que consegue, é preciso que controle essa fera sedenta por sangue humano, que há em vosmecê. Eu prometi a sua mãe que estarei aqui até o fim da minha vida, para te ajudar a viver com essa maldição, vamos encontrar juntos a cura.
- SAIA AGORA! Eu vou te despedaçar, não é esse sangue ridículo de animal que vai saciar minha sede, vou arrancar suas entranhas enquanto ainda estiver respirando para sentir o sabor do seu sangue.
- Akin respire fundo e beba esse sangue por mim.
- Se eu beber, isso vosmecê verá a verdadeira fera, vou querer cada vez mais, matarei vosmecê, meus irmãos e todos da fazenda até não sobrar ninguém.
- Akin seja forte por todos que precisam da sua ajuda, nessa guerra que está para chegar, Dalházicruen, percebeu algo naquele dia trágico que sua melhor criação virou contra ele, com todas as coisas sobrenatural que já presenciei no Brasil, ele irá tentar criar vários outros mais perigos que vosmecê, essas criaturas serão piores, não terá o coração e alma boa que sua família tem, o bruxo se enganou sobre sua família, em serem pessoas de sangue r**m, igual ao seu pai senhor Félix, Dalházicruen errou sobre sua mãe Nala, não analisou bem a mulher de alma bondosa e coração puro, sempre se lembre disso meu menino, que vosmecê é igual a sua mãe, não deixe essa fera dentro de vosmecê te controlar, não permitir que Dalházicruen ganhe essa batalha, não torne a criatura que ele deseja que vosmecê seja, use essa maldição ao seu favor, ajudando o mundo, nessa guerra espiritual, que nos aguarda, faça o bem mesmo sabendo que está amaldiçoado, Deus vai perceber seus esforços, tenho fé que na hora certa, ele o único criador do mundo, irá quebrar essa maldição da sua família.
Akin bebeu a jarra de sangue, dos animais que Maya ofereceu, em um gole só, mas Maya não fazia ideia que ele iria virar, as piores das feras, que ela já tinha presenciado em sua vida, de olhos vermelhos como o fogo, dentes afiados , pontudos e grandes iguais a uma enorme fera, orelhas enormes de morcego, seu corpo todo musculoso e pálido, más sua sede por sangue ficou mais intensa, sua voz ficou algo perturbador aos ouvidos humanos. Ele olhou para Maya com seus olhos famintos, foi para cima dela, naquele exato momento algo aconteceu, quando Maya assustada fechou seus olhos, em sua mente rezou para Deus a proteger daquele m*l, no seu coração ela não perdeu sua fé em nenhum momento, de repente tudo fica em silêncio no quarto, ela abriu seus olhos bem devagar, Akin tinha desaparecido.
Maya corre para a janela, e vê Akin voando como um morcego gigante na escuridão da noite, ela correu para a capelinha de orações de Nala, ficando de joelhos agradecendo a Deus por sua vida, pedido para os anjos do senhor que protegessem Akin de si mesmo, que ele não tirasse a vida das pessoas inocentes, que fosse perdoado, dos pecados do seu pai senhor Felix, um rapaz bom como ele, merecia uma segunda chance. Maya saiu um pouco da capelinha, depois do medo que passou, em ver que seu menino, não era mais o garotinho que ela viu crescer ao lado de Nala, ela se acalmou e foi fazer as crianças dormirem já era tarde, depois voltou para o quarto de Akin com esperança de sua volta, ficou por horas olhando pela janela, nada de seu menino voltar para casa, quando o relógio cuco tocou a terceira badalada das 2:00 da madrugada.
Ela acorda assustado uma hora depois, pensando que Akin estava no quarto de pé todo sujo de sangue, olhando para ela dormindo em sua cama, ela não tinha certeza se foi um pesadelo ou algo real, ela se levanta com muito medo, pegou o castiçal , olhou para todo o quarto, não viu nada, ela foi até a porta bem devagar foi abrindo, para ver se estava tudo bem com os outros filhos de Nala e senhor Félix, as crianças estavam dormindo tranquilamente, ela fechou a porta devagar outra vez, para não acordar ninguém, em passos silenciosos, foi olhando para toda casa, para ver se Akin estava por lá escondido, ela percebeu que ele não estava por lá, a preocupação e sua intuição estava em alerta. Ela resolveu voltar para a capelinha de orações, no momento que ela ficou de joelhos, o relógio cuco tocou a sua terceira badalada das 3:00 da madrugada, nesse mesmo momento, ela ouve gritos desesperadores na fazenda próxima da sua, do seu vizinho um ser de pura maldade pior que o senhor Félix, ela continua a rezar com mais frequência, para não ouvir os gritos de desespero, mas nada adiantou, os gritos ficaram piores, sua fé era sua maior força, para continuar a suas orações, sem parar um segundo, quando o relógio cuco badalou as 3:30 da madrugada tudo ficou em silencio. Maya já estava exausta seus olhos foram se fechando, até cair em um sono profundo, ali mesmo no chão da capelinha de joelhos para o altar, uma madrugada aterrorizante se foi, um belo amanhecer chega, uma das empregadas da fazenda entre na capela para fazer a limpeza diária e vê sinhá Maya no chão do altar da capelinha.
- SINHÁ MAYA! ESTÁ TUDO BEM COM VOSMECÊ !? AI MEU DEUS!
- QUEM MORREU! JATA?
- Sinhá Maya, QUE SUSTO! Achei que vosmecê estava morta também, depois das coisas terríveis que aconteceram nessa madrugada,eu estava procurando a sinhá para te informar que outras mortes assustadoras iguais as mortes que aconteceram aqui na nossa fazenda, mas dessa vez foi pior, foi na fazenda do demoon do sinhozinho Bernardo homem pior que o senhor Félix , “A criatura que sabemos quem é!” Matou outra vez, mas dessa vez foi diferente, ele matou apenas os escravos ruins, que ajudavam o sinhozinho Bernardo com suas maldades, eu gostei! todos os empregados fiéis do capiroto Bernardo mereciam essa morte c***l.
- Jata não fale assim desejando a morte para o próximo, isso não agrada a Deus, vosmecê nunca pode desejar isso, mesmo eles sendo às piores das pessoas, não merecem ter uma morte c***l. Quem falou isso para vosmecê das mortes da fazenda do sinhozinho Bernardo?
- Desculpa sinhá Maya, sei que sinhá Nala se foi deixar sua fazenda e seus filhos aos seus cuidados, ficarei de olhos bem atentos em tudo para vosmecê, te respeitarei como respeitei, minha senhora. Foi Talib que veio me dizer sobre as mortes da fazenda do nosso vizinho, para comunicar que está a sua espera no escritório do senhor Félix, ele irá te informar o que realmente aconteceu por lá.
- Jata vá ver as crianças para mim, e cuide bem delas !, Como se fosse suas, vosmecê será a nova mucama dos filhos de Nala, a partir de hoje, preciso resolver tudo isso, e analisar o que será melhor para elas, irei te levar para o Brasil comigo, já estou ficando mais velha, preciso de alguém de minha confiança para cuidar dos meus amados, a única lembrança da minha amiga Nala, eu jurei para ela que estarei até o meu fim com eles, se eu não conseguir ir até o fim, vou deixar alguém que termine tudo por mim, essa pessoa é vosmecê Jata, te observo a anos, sei que é uma pessoa certa para esse trabalho, me avisa quando Akin voltar.
- Agradecida sinhá Maya, irei ser fiel a vosmecê, até a minha morte, irei aprender tudo para ser a melhor mucama, sinhá Nala foi muito boa para todos nós, sei ler e escrever graças a ela, eu sei de tudo do sinhozinho Akin, todos os que restaram da fazenda do senhor Felix, também sabem sobre a fera, juramos fidelidade a sinhá Nala e seus filhos.
- Jata agradeço pela fidelidade de todos vosmecê, nesse momento difícil da família, é muito importante para mim, vou para meu quarto me vestir, já vou falar com Talib.
- Irei avisá-lo sinhá Maya, irei imediatamente cuidar das crianças.
- Sim cuide delas, olhares atentos para tudo, o m*l entrou nessa família, então sempre peça p******o para Deus, juntas irão dar um fim nessa maldição.
Maya foi para o seu quarto se vestir, ficou a pensar, que Akin mesmo sendo outra pessoa “um monstro das trevas”, tinha ouvido seus conselhos, em vez de ser um chupa-sangue, de pessoas inocentes, ele preferiu se alimentar de pessoas ruins, não que isso seja bom, mas pessoas boas estão vivas, porque ele quis assim, foi para fazenda vizinha tentar proteger os escravos, mas será que ele ouviu os gritos de desespero dos escravos da fazenda do sinhozinho, que o m*l estava ali.
“Akin ... realmente estava em seu quarto, não foi um sonho, talvez ele estava querendo nos proteger de algo, se comunicar comigo, melhor deixar esses pensamentos para depois, e ir limpar essa bagunça feita por ele, antes que chegue aos ouvidos do rei Damasco, tenho que voltar para o Brasil imediatamente com Akin e as crianças, espero que ele apareça antes que o pior aconteça ”
Ela se vestiu rapidamente e foi conversar com o capitão do mato Talib, o empregado mais fiel de Nala, ele foi o que mais sofreu por sua sinhá.
- Talib o que realmente aconteceu na fazenda do sinhozinho Bernardo, que estrago foi feito por lá?
- Sinhá Maya bom dia! Ofereço a minha fidelidade a vosmecê, e todos os filhos de minha amada sinhá Nala, serei seus olhos e ouvidos, como, minha senhora, gostaria que eu fosse para vosmecê. Venho te informar tudo que presenciei nessa manhã, na fazenda do sinhozinho Bernardo, fui pessoalmente até lá para tentar ver o que poderia ser feito, todos de Daomé sabem que sinhozinho Bernardo parece uma demoon, é pior que o senhor Félix, ele gostava que seus escravos tentem fugir da fazenda, para serem homens e mulheres livres, assim ela faz o que gosta, elaborar castigos maquiavélicos para seus escravos, que não o respeite, seu fiel capitão do mato Ras, era pior ainda matava os próprios irmãos por prazer de m***r , ontem foi o dia do castigo dos escravos, que fugiram para a mata,
Todos os corpos estavam decapitados cabeça, pernas e braços separados dos corpos, todos os cinquenta escravos estavam mortos, suas cabeças enfiadas em troncos de madeiras, onde sinhozinho Bernardo e Ras colocavam seus escravos fugidos para matá-los. Essa criatura que fez isso que sabemos que é o sinhozinho Akin, parece que está evoluindo como fera, ele quis fazer isso, salvando apenas como pessoas boas, mas os 200 escravos vivos, que presenciaram tudo, algo estranho aconteceu a todos eles, estão em choque, mudos e parados olhando para o nada, continua no mesmo local, amarrados do jeitinho que sinhozinho Bernardo os deixou, mas um deles meu grande amigo Nigozi um homem abençoado por Deus, viu tudo e está normal, diz ele que não tem medo de mais nada, que já presenciou coisas piores, mas isso foi novo para ele, nunca viu uma criatura dessa, com uma força anormal, a fera parecia que sabia exatamente o que foi fazer ali, naquela madrugada chuvosa e triste, ele quer conversar somente com vosmecê, sobre o que ele viu depois de toda essa tragédia, ele admira sua sabedoria sobre o mundo espiritual, que existe mas as pessoas querem fazer de conta que o m*l não está na terra. A esposa Aurora do sinhozinho Bernardo também viu tudo, mas algo muito estranho aconteceu com ela também, ninguém sabe o que foi, desde então ela não diz nada, só balança a cabeça, uma mulher muito boa de coração, sofria com os sofrimentos dos seus escravos, não merecia um marido c***l, sua mucama me informou que ela também irá querer voltar para o Brasil, depois dessa tragédia em sua fazenda, ela conhece sua sinhá, a anos ela tenta fugir do sinhozinho Bernardo para volta para sua família em Portugal, o sinhozinho Bernardo e seu capitão do mato Ras sumiram, mas só Nigozi, sabe o que aconteceu com os dois, mas essa informações ele irá falar só para sinhá.
- Talib agradecida por vosmecê ter feito comparecido a fazenda em meu nome, e tentar descobrir algo, continuar assim sendo meus olhos e ouvidos, essa família precisa de vosmecê, Nala se estivesse aqui provavelmente estaria orgulhosa da sua fiel amizade. Reúna seus melhores homens da nossa fazenda, iremos até lá limpar essa bagunça, vosmecê já sabe o que deve ser feito, queime todos os corpos, não deixe nada para trás, irei orientar a mucama de confiança da sinhá Aurora, para dar um bom banho nela, e fazê-la dormir, depois gostaria de conversar a sós com seu amigo Nigozi.
- Irei imediatamente sinhá Maya, providenciar tudo, eu e meus empregados deixaremos a fazenda limpa, sem rastro algum de escravos mortos, ou de alguma coisa anormal, que tenha acontecido ali, irei conversar com todos os outros escravos que sobreviveram, que o melhor a se fazer e esquecer do ocorrido.
- Te contarei agora uma história muito antiga Talib, sobre o que aconteceu na tribo de meu pai que hoje é cacique da minha aldeia no Brasil, existiu a muitos anos, um chupa-sangue, ele também tinha vendido sua alma, para uma bruxa que vivia na mata, o nome dela era caipora, tenho certeza que ela trabalha para o mesmo bruxo da encruzilhada de Daomé, Esse homem veio de Portugal oferecendo muitas pratas e ouros para o meu avô, em busca de poder e riquezas, querendo as nossas terras, meu avô não quis nada, porque sabia que nossas terras existem muitas riquezas, e outras coisas que só a nossa tribo sabe, que devemos proteger contra o m*l das trevas, ele chupou o sangue de vários índios da minha aldeia, um dos índios mordidos por essa criatura sobreviveu, na mesma noite, ele virou um chupa-sangue, meu avô com sua sabedoria de cacique na época , jogou fogo no corpo do transformado, ele virou cinzas, meu amado avô, passou essa sabedoria para meu pai, o novo cacique da tribo Tupi- Guarani, e meu pai repassou os seus ensinamentos a todos da aldeia, sabemos que queimar os corpos é a solução, esse português que vendeu sua alma, ficou para sempre uma fera, nunca mais foi humano, depois disso ele desapareceu, anos se passaram, meu avô em uma noite recebeu um aviso de Deus em sonhos, que em 100 anos a fera irá aparecer para se alimentar outra vez, destruindo tudo ao seu redor, meu pai e todos da aldeia estão se preparando para enfrentar essa fera, mas algo que só meu pai sabe será a destruição dessa criatura medonha. O meu menino Akin é diferente, ele virou um homem fera, com consciência de tudo que faz. Meu pai me ensinou tudo, o que sei até hoje, temos que estar um passo à frente de todos os caídos, que ficaram contra Deus, esse m*l no mundo, faz de tudo para afrontar nosso criador, mas se esquece que na terra, temos nós homens e mulheres de fé que lutaremos para o bem permanecer.
- Sinhá Maya por isso vosmecê queimou todos os corpos, dos nossos irmãos de fé, da fazenda, os primeiros mortos por Akin?
- Sim eu sabia que eles eram usados por Dalházicruen, não iria permitir isso com pessoas boas que amei, como se fosse sangue do meu sangue, que virassem uma criatura monstruosa não seria justo com eles, por isso Talib meu querido amigo, irei passar todos os ensinamentos do meu pai para vosmecê, vai ser meu braço direito, nessa batalha espiritual, para proteger a nossa nova família, que Nala deixou de presente para nós, sei que vosmecê fara tudo por eles.
- Sinhá será uma honra servi-la e continuar a servir a essa família, sinhá Nala foi a melhor pessoa que cruzou meu caminho, me salvou de ser vendido novamente e comprado por sinhozinhos do m*l, me ensinou a ler e a escrever, fui vendido por vários senhores, tenho marcas até hoje, da maldade de cada um deles, fui acolhido com todo carinho por minha amada sinhá, prometi a ela em cuidar de sua família, até meu último suspiro de vida, e assim irei fazer.
- Agradecida Talib, agora vamos! queimar todos esses seres humanos, se em vida foram das trevas imagina depois da morte, precisa agir rápido antes que alguém veja essas cabeças vivas no tronco, tudo é possível.
Maya e Talib, levaram seus melhores homens de confiança, para fazenda do sinhozinho Bernardo, pediu licença para a mucama de confiança da sinhá Aurora para entrar na fazenda, ficou algumas horas conversando com a mucama, sobre como cuidar da sua sinhá, depois disso foi para a senzala conversar com Nigozi para descobrir o que realmente aconteceu naquela madrugada.
- Bom Dia! Nigozi vosmecê gostaria de conversar comigo? Talib meu capitão do mato e seu amigo, me informou que gostaria de me contar algo, dessa triste madrugada, já sei que foi o único que presenciou tudo, e ficou consciente das coisas terríveis que aconteceram nessa fazenda.
- Bom Dia! Sinhá Maya! Estou agradecido por vir até aqui para me ouvir, admiro a sua sabedoria, vosmecê parece comigo, cuida dos seus, e principalmente nunca perde a fé, acredita até o fim, que até os monstros merecem perdão, muitas coisas que acontecem e aconteceram em Daomé que a sinhá não sabe. Estou vivo porque Deus quis que eu ficasse, para proteger meu povo de algo que está por vir, a sinhá sabe o que é por isso está aqui, aquela fera em forma de homem que vi nessa madrugada, era uma criatura que sabia o que queria fazer, ele foi decapitando um por um, mas antes disso ele chupou o sangue de todos os escravos, esses cuja cabeça está enfiada nos troncos, que iria nos m***r de tanto que sinhozinho Bernardo, Ras e seus fiéis iriam nos bater de chicote com pregos , nos queimar com ferro quente,mas de repente essa criatura monstruosa apareceu voando, um morcego gigante, homem-morcego, nós salvou de sermos mortos pelo sinhozinho e Ras, ele ficou nos olhando um por um, parecia que estava observando para atacar as pessoas certas, todos começaram a gritar de medo, o morcego gigante tinha uma força anormal, era mais rápido que o vento, mordeu a todos em segundos, depois arrancou com suas próprias mãos a cabeça de todos os empregados fiéis do sinhozinho, não ficando satisfeito ele caminhou rapidamente em direção do sinhozinho Bernardo e Ras, nunca vi os dois demoon sentirem medo de algo, ele mordeu os dois no pescoço e chupou o sangue dos dois, mas não os matou, quando ele terminou, pegou sinhozinho Bernardo pelo pescoço com aquelas unhas enormes e o ergueu para cima, falou algo que não sei o que era, não deu para ouvir, então no momento que ele iria arrancar a cabeça dele do corpo, uma fumaça n***a com cheiro insuportável de enxofre surgiu do nada, escureceu tudo, mas consegui ver, e quem estava nessa fumaça era o Bruxo Dalházicruen o demoon da encruzilhada, ele com apenas uma mão lançou a criatura para longe, levou com ele o sinhozinho Bernardo e o capitão do mato Ras, o morcego gigante ficou inconsciente por pouco tempo, quando voltou a consciência, ele deu um berro tão aterrorizante que até os animais e aves da mata saíram correndo e voando mata a dentro, foi nessa hora que todos os sobreviventes ficaram em choque, sem falar ou se mexerem, olhando fixamente para o mesmo lugar que o homem-morcego estava, fui o único que ficou consciente, não sei o porquê mas aquela criatura quis isso, tenho algo para cumprir na terra, a partir de hoje vou fazer de tudo para continuar vivo, e libertar meus irmãos dessa e********o.
- Nigozi vosmecê conhece esse bruxo, já viu ele alguma vez, esse homem-morcego que vosmecê diz, é parece com alguém, ou era um monstro mesmo, para onde ele foi depois desse berro aterrorizante?
- Sinhá Maya, era o bruxo sim Dalházicruen, sei porque já vi ele várias vezes por essas bandas na estradinha de terra, aquela que todos os sinhozinhos e escravos de almas ruins vão para querer poder e riquezas, vendendo suas almas para ele, inclusive o sinhozinho Bernardo e Ras foram também nessa estradinha de terra, se encontrar com o bruxo a seis anos atrás, eu estava lá escondido no mato olhando tudo.
- Mas se isso foi a seis anos, não faz sentido Dalházicruen aparecer agora, para cobrar sua dívida, todos sabemos que ele só aparece depois de sete anos.
- Sinhá Maya ele não iria perder a sua melhor dívida, para aquela criatura, tenho certeza que sinhozinho Bernardo e Ras são as almas perfeitas para servirem as trevas, eles são homens do demoon nasceram com almas podres, o homem morcego sabia disso, o berro assustador que ele deu, já responde essa pergunta, ele não conseguiu terminar o que veio fazer, cortar o grande m*l pela raiz, o ódio dele por Dalházicruen e forte, respeito isso, porque também quero a destruição desse bruxo das trevas, depois disso a criatura saiu voando e foi para a mata fechada, ninguém tem coragem de ir, nem mesmo os piores capitão do mato, os escravos que fugiram para aquele lado, nunca mais voltaram, ninguém sabe o que acontece por lá, coisas misteriosas e feras terríveis existem nesse lugar.
- Muito agradecida por ter me procurado para me dizer tudo que vosmecê presenciou nessa madrugada, me ajudou bastante para resolver algumas perguntas, em minha mente perturbada, com tantas coisas acontecendo não estou nem dormindo, mas uma enorme dúvida ainda está em minha cabeça, o porquê Dalházicruen levou o seu sinhozinho Bernardo e Ras com ele antes dos sete anos ...
- Sinhá isso eu tentarei descobrir para vosmecê, não será algo fácil, mas tenho pessoas que sabem mais sobre o bruxo que eu.
- Irá me ajudar muito, se vosmecê fazer isso por mim, serei eternamente grata! Até mais Nigozi.
- SINHÁ MAYA!
- Sim Nigozi, pode falar, têm algo a mais que vosmecê esqueceu de me dizer?
- Seu segredo está guardado comigo.
- Que segredo?
- Um dia conversamos melhor sobre isso sinhá, agora vou ajudar o meu pessoal da fazenda a se recuperar dessa noite, um bom dia! para vosmecê.
- Para vosmecê também, agradecida por tudo!
“... Então Maya foi caminhando até a fazendo do senhor Felix, pensando qual segredo dela Nigozi sabia ... Será que ele desconfiou que a grande criatura assustadora era o seu menino Akin, tantas coisas aterrorizantes acontecerem naquela semana, ela estava muito cansada e se preocupava com Akin, não sabia se realmente ele estava evoluindo como o homem-morcego, ou virou a mesma criatura que existiu no Brasil, a anos atrás.