Alice
Estou saindo do banho, e ouço meu celular tocar.
CALL ON
Alice - Alô?
Frederick - Boa noite Senhorita, amanhã precisamos que compareça na Blank, referente a casa. - esse senhor não irá parar, como estou de bom humor, vou ir resolver logo isso.
Alice - Ok senhor, amanhã estarei na Blank. Boa noite. - Desligo na cara dele.
Vou a cozinha e pego algo para comer, e volto para meu quarto. Vejo um carro chegando, são os pais da Maria, eles nunca estão em casa.
Sra. Teresa - Oi minha filha, você está aqui? Cadê a Maria?
Alice - Oi Tere, sim, estou passando uns dias aqui com a Mari, ela está dormindo já.
Sr. Carlos - Oi Anja. - Ele dá um beijo na minha testa. Os pais dela sempre me trataram como filha, eu adoro esse carinho que eles me dão.
Ouço a porta do quarto da Maria abrir.
Maria - Papai? mamãe? - Ela parece preocupada e Feliz ao mesmo tempo.
Sra Teresa - Filha como você está linda.
Maria - Obrigada mamãe. Vocês não me avisaram que viriam hoje, eu deixaria tudo pronto.
Sr Carlos - Não se preocupa filha. Já comemos no caminho.
Maria - Tá bom papai, preciso ir dormir amanhã tenho muita coisa para fazer. - Ela sai cabisbaixa, parece não ter gostado da presença dos pais. Vou atrás dela para ver se está tudo bem.
Alice - Mari! - Bato na porta. - você está bem? Parece triste! - sento no sofá que tem do lado da cama dela.
Maria- Oi Ali, estou péssima amiga, eu não sei o que te dizer. Preciso sumir no mundo.
Alice - Aconteceu alguma coisa? Você foi a consulta?
Maria - Não, eu não fui a consulta, eu fui ver o Matheus, e dar a novidade para ele. - Ela está com os olhos cheios de lágrimas.
Maria - Como fui tola me fala Alice? Como fui tão tola de acreditar que o Matheus gostava de mim? - Ela grita e chora ao mesmo tempo. - Amanhã eu vou tirar este bebê.
Alice - Quê? Maria não pense desta forma por favor. Ele foi um otario um i****a. Mas você tem a mim, seremos mãe e pai juntas, você não precisa tirar ele. Ele é uma vida Mari. Por favor.
Maria - Já está decidido Alice.
Eu choro, sei que a decisão não é minha, e sim dela, mas estou triste por ela cogitar em tirar o bebê .
Alice - Eu não posso interferir em suas decisões, mas é uma vida que está crescendo dentro de você Mari. Pensa nisso. Independente da sua decisão, estarei ao seu lado. - Eu a abraço forte. - Eu te amo muito Mari, não se esqueça disso.
Maria - Eu te amo Alice, você é a única nesse mundo que se importa comigo. - As lágrimas dela estão escorrendo pelo rosto. - Você pode dormir aqui comigo hoje? - Ela me pergunta.
Alice - Mas é claro que sim.
Deito na cama ao lado dela, ela cai no sono, e eu fico olhando para o teto, pensando no Henry, será que ele está pensando em mim? lembro do sexo que fizemos, e do quanto eu me sinto desejada quando ele está por perto.
Acabo caindo no sono. Amanhã preciso estar na Blank para resolver os problemas da casa da minha tia, espero que dê tudo certo.
Já são 08:00, me levanto, e ouço meu celular tocar.
CALL ON
Arthur - Eu não sei porque você faz eu me sentir assim, Eu simplesmente não sei porque você nunca me deu bola, você só me desiludiu, me fez encontrar mulheres para suprir a necessidade de estar com você, e nada resolveu, quando estou na cama com elas, penso em você, quando estou andando com elas na rua, penso em você. Você gira o meu mundo.
Alice - Arthur? - eu fico sem reação, pois foi muito fofo ele ter falado essas coisas.
Arthur- vamos dar uma chance a nós Alice. Você não vai se arrepender.
Alice - Me desculpa Arthur. - Meu celular acaba caindo a rede.
CALL OFF.
Alice - Mas que droga. - grito e jogo meu celular.
Já são 08:30 preciso ir logo falar com aquele velho chato. Visto um macacão amarelo de pano molinho, uma sandália de salto baixo. Como um pedaço de bolo que a Tere fez, e vejo que terei que ir de táxi, pois parece que a Maria foi cedo para o trabalho.
Chamo um Táxi e vou para a blank. Estou morrendo de fome, então peço para o taxista parar em uma padaria a umas quadras da Blank.
Compro uma rosquinha de morango, que delícia, eu estava precisando de um docinho. Quando saio da padaria, alguém buzina para mim. É o Henry, que surpresa, ele vai para o mesmo lugar que eu, como ele está gostoso com esse terno. Ele tem um cheiro amadeirado, cheiro forte. Como me sinto bem ao lado dele, as vezes eu perco até a fala.
Henry - Chegamos princesa. - quando ele me chama de princesa, me sinto protegida.
Nós entramos no elevador, ele fica no hall de entrada, e eu vou para o 21º andar.
Avisto uma mulher loira, com batom rosa, e uma roupa meio vulgar.
Alice - Bom dia, tenho uma reunião com o Sr Frederick.
Assistente - Ele não tem reunião agora. - ela me olha dos pés a cabeça, como se fosse me engolir.
Alice - Como não? - Que o****o me fez vir aqui a toa.
Frederick - Olá Alice, que bom que você veio. Vivian por favor não deixe ninguém nos interromper.
Vivian - Sim senhor!
Ele abre a porta da sala dele, e pede para eu entrar, eu entro e observo o ambiente, é uma sala grande, bem elegante, tem uma prateleira cheia de livros e uma mesa gigante. Parece ser sala de reuniões.
Frederick- Senhorita, peço que sente-se pois teremos uma grande conversa.
Alice - Sim senhor, referente a casa e a loja da minha tia. Eu não tenho o dinheiro para pagá-los.
Frederick - Na verdade, você e sua tia não estão devendo nada, muito pelo contrário. Você é dona dessa empresa.
Alice - Quê? Não sou não senhor. Acho que está se confundindo.
Frederick - Você é filha do Thomas Ferrari Sheppard?
Alice - Sim sou sim filha dele.
Frederick - Ele era dono da Blank. Seu pai sofreu um acidente no pacifico, não conseguimos encontrar os corpos. Dias depois desse acidente, o advogado dele apareceu com o testamento, no testamento estava escrito que toda a herança dele iria para a filha, e que teria apenas uma condição.
Alice - e que condição é essa? Nunca soube que meu pai era dono de uma empresa, eu sempre pensei que ele fosse gerente.
Frederick - Sim, eu sei, eu era melhor amigo do seu pai. Seu pai sempre foi muito protetor com você, fazia de tudo para que menos você soubesse, mais você cresceria feliz, esse era seu pensamento. - Meu pai sempre foi um grande homem, meu grande herói.
Alice - Ele sempre fez de tudo para estar o máximo de tempo comigo, eu sei disso Sr.
Frederick - Seu pai sempre seguiu a tradição da família. Então em seu testamento esta escrito que sua filha terá que se casar aos 21 anos, com o homem que ele escolheu .
Alice - Espera ai... eu vou ter que casar a força, só pra comandar uma empresa?
Frederick - Sim Alice - ele fala olhando para baixo. - Senhorita, eu nunca concordei com isso, desde que seus pais se foram, cuidei de você e da sua tia, sua tia nunca deixou eu me aproximar de você, pois ela sabia de tudo isso.
Alice - Minha tia sabia? e não me falou nada?
Frederick - Ela sabia, e não te contou, por que ela teve que se casar a força também aos 16 anos de idade, com um homem de 50 anos.
Alice - Que? minha tia foi casada? ela nunca falou nada sobre isso.
Frederick - Ela sofreu muito Alice, muito mesmo, e queria te proteger. Mas mais uma vez, eu precisei te falar sobre isso, pois estamos passando por momentos difíceis aqui na Blank. tivemos um desfalque. Desviaram muito dinheiro da Blank. Precisamos da sua ajuda.
Alice - No testamento esta escrito o nome da pessoa pelo menos?
Frederick - Sim, é meu filho que tem sua idade.
Alice - Quem é seu filho? - Estou pálida, não consigo respirar normalmente. Minha respiração esta acelerada. sinto como se meu sangue estivesse subindo para cabeça.
Alguém bate na porta.
Henry - Alice? - Ele e o Frederick se olham, e ai que eu percebo que o Henry é a cara do Sr. Frederick.
Frederick - Vocês se conhecem? - Até parece que você não sabe. É um ótimo mentiroso.
Alice - Não Senhor, não nos conhecemos.
Henry - O que esta acontecendo ? - Que sínico, que o****o, que raiva desse cara. Como eu pude acreditar nele.
Levanto da cadeira sem acreditar.
Henry - O que está acontecendo Alice ?
Alice - Eu quem te pergunto Henry, não acredito que eu tive um pingo de confiança em você. Não acredito que fui tola de acreditar em você. - Nesse momento estou pálida, e passando muito m*l, estou vendo tudo cinza.
Henry - Mas o que está acontecendo p***a? - Ele grita comigo, como se ele não soubesse da merda toda.
Frederick - Filho, ela é a filha dos sócios.
Henry - O que? A que precisa se casar?
Alice - Você sempre soube Henry, você só queria se aproximar de mim pra me fazer vir aqui.
Henry- Eu nem sabia que você viria aqui Alice. Eu não sabia que era você a filha dos donos. - Começo a chorar. E saio batendo a porta. E não olho para trás.
A assistente do Frederick me olha dando risada irônica, eu mostro o dedo do meio para ela, e entro no elevador. Minha pressão cai na mesma hora que saio do elevador, procuro um lugar para me sentar. Me sento e coloco as mãos na cabeça. O Henry aparece colocando a mão nas minhas costas.
Henry - Alice, vamos conversar. Eu não sabia que essa menina que teria que se casar, seria você. Eu juro.
Alice - você sabia sim, você do nada ficou insistente comigo por que?
Henry - Porque eu me apaixonei por você. - Ele tira meu cabelo do rosto.
Henry - Você pode ter todos os seus motivos para não acreditar no que estou falando. Mas é verdade Alice. Eu sabia sim dessa história, mas nunca imaginei que fosse você. - Alguém Chama por ele.
É uma mulher alta e bem elegante. Parece estar preocupada.
Angélica - Henry, meu amor, precisamos conversar. - Meu amor? - eu olho para acara do Henry, cada surpresa que esse cara me aparece.
Henry - Agora não Angélica, eu estou muito ocupado, você não está vendo?
Angélica - Está tão ocupado para saber que estou grávida de um filho seu? - Eu olho para acara descarada dessa mulher, e fico sempre acreditar.
Alice - Quê?. É Henry, vocês precisam mesmo conversar. - Tiro a mão dele da minha, e vou embora. Ele não vem atrás de mim, e nem responde ela.
Passaram-se duas semanas, todas as vezes que vi Henry, sentia um aperto no meu coração, era eu quem deveria estar no lugar daquela tal Angélica, era eu quem deveria estar carregando um filho dele. Tentava me distrair indo para festas e baladas com a Maria, sim mesmo grávida continua curtindo. O Arthur terminou com aquela outra lá, nem sei o nome dela, então ele voltou a ser o mesmo comigo!
Saindo do bar do Arthur, sinto um cheiro forte de perfume e começo a passar muito m*l, então chamo um taxi, estou começando a ficar atordoada, sinto que vou desmaiar, e peço para o motorista ir direto para o hospital. Chegando no Hospital Houston methodist, onde irei fazer estagio, o professor Brian esta na recepção do hospital.
Brian Medico - Alice? o que faz aqui? esta tudo bem?
Alice - Preciso de ajuda professor. Estou passando muito m*l. Minha pressão parece ter caído. Não consigo respirar direito.
Brian Medico - Sim, vem vamos ate minha sala, eu te atendo.
Ele me leva ate sua sala, me coloca deitada na maca, e começa a me examinar. Ele não fala nada. Sinto um perfume forte vindo dele, então levanto correndo, e vou para o banheiro vomitar. O Brian vem ate mim e segura meu cabelo.
Brian Medico - Vem eu te ajudo.
Alice - Obrigada de verdade.
Brian Medico - Preciso coletar seu sangue para fazermos exame.
Alice - Sim, pode coletar Dr. - Me sento, e estico o braço para ele. Eu sinto uma tensão vindo dele.
Alice - Esta tudo bem Brian? - coloco a outra mão em seu ombro.
Brian Médico - Sim. - Ele tira a agulha do meu braço, se levanta em vai em direção a porta.
Brian Médico - Já já sai o resultado do exame. Pode ficar aqui na minha sala, descansa um pouco.
Alice - Obrigada.
Deito na maca, e caio no sono. Acordo com o Brian segurando meu braço.
Brian Médico - Alice ? Chegou o resultado.