A AMIGA

3018 Words
10:00 da manhã do dia seguinte. - Bom dia MariaFlor, parece que a noite foi boa ontem né!? - eu falo olhando para Maria que está com a cara toda inchada e com a maquiagem de ontem ainda. - Hahaha muito engraçada, minha noite foi maravilhosa. - Eu imagino, vi que você ficou com o Matheus no bar. - Eu tô apaixonada por ele Ali, mas parece que ele não quer nada sério comigo. - Talvez ele só esteja com receio. - o Matheus teve um relacionamento complicado, sua ex namorada era uma doida de pedra, tinha ciúmes até da alma dele. - por que você não fala com ele ? - Vou falar o que? está na cara que eu sou caidinha por ele. - Isso é verdade, mas seria legal você abrir seu coração para ele ter certeza de que isso é real. - você sempre tem uma solução - ela fala com ironia total. - Aliás porque você não fala para o Arthur que você é afim dele? - eu dou uma gargalha alta quando ouço ela me fazer essa pergunta. - Porque eu não estou afim dele né sua boba. - até parece Alice. - ela cruza os braços. - Eu tenho um compromisso às 11:00 mas não quero ir, estou com medo Mari, o que faço? - Mas do que se trata esse compromisso, vai sair com o Arthur? - ela está nitidamente curiosa. - Não Mari, um senhor pediu para eu passar no banco dele, para fazer uma proposta sobre a loja da minha tia. - Mas não quero ir. - Ué , se você não quer ir, então não vai amiga, a gente encontra alguma solução, eu peço ajuda do meu pai, a gente consegue, você não está sozinha, você tem a mim e ao Arthur. - ela fala isso fazendo cóceguinhas na minha barriga. - Obrigada Mari, eu te amo tanto, você é uma irmã que não tive. - abraço ela bem forte. Ela já sabia de tudo que estava acontecendo, então eu não prolonguei o assunto. - Estou indo tomar banho, quando eu acabar vamos ao shopping? - ela fala com um pedaço de bolo na boca. - Vamos sim MariaFlor. - ela odeia quando chamo ela de MariaFlor. - Vá a merda gatinha - ela mostra o dedo do meio pra mim, e sai andando em direção ao banheiro. 11:30 recebo ligação do Sr. Frederick, mas não atendo. Chegando no shopping, Maria entra em uma loja da GUCCI, e eu fico na cafeteria ao lado esperando ela. Meu celular toca. MESSAGE ON … Frederick Blank - Senhorita Alice, ainda estou esperando você aqui para tratarmos de negócios, por gentileza retornar. Obrigado! - Que cara chato - falo bufando. Eu vou conseguir resolver isso sem ter que fazer outro empréstimo. Não preciso da pena de ninguém. - Alice.- alguém me chama, é a Maria me procurando. - Alice, disfarça, olha quem está ali. - Eu olho para o lado e não encontro ninguém. - Alice para o outro lado, olha que homem gato. - ela se referia a um homem com um terno, cabelos pretos, olhos castanhos, musculoso. Era o mesmo homem que quase me atropelou a uns dias. - Ah eu não curto. - falo desdenhando. - Tá bom, vou fala falar com ele então. - ela sai e realmente vai lá falar com ele. Eu estava olhando os dois ali conversando, ele estava olhando pra mim, parece que ele me reconheceu. Ele está vindo a minha direção. Eu disfarço, pego minha bolsa e entro na GUCCI. - Olá, posso ajudá-la? - Me desculpa moça, eu tô fugindo … .- ela nem deixa eu terminar de falar, e já olha assustada. - eu tô fugindo da minha amiga.- e aponto o dedo para ela. - Ok senhora. Finjo que estou olhando as bolsas, e bato os olhos em uma que custa nada mais, e nada menos do que 20.000,00 dólares. - quem paga por uma coisa tão cara assim? - falo sussurrando. Meu celular toca… MESSAGE ON…. MariaFlor- Sai daí Alice, que vexame que eu estou passando aqui. Alice Sheppard- Nem ferrando, tira ele dai logo Maria, eu não quero falar com ele, ele é aquele cara que quase me atropelou. MariaFlor- Jura? Que gatinho que ele é. Ele quer conhecer você Ali. Vem aqui. MESSAGE OFF…. Saio da loja e volto para a cafeteria. - Oi…. - Oi, você é aquela moça de outro dia que quase atropelei, você está bem? - ele me encara com um olhar sedutor. - Aham, sou eu. E sim estou bem, obrigada. - Vamos Maria? Eu preciso estudar. - Desculpa eu não quero incomodar. - ele fala me encarando ainda. - Não está incomodando, minha amiga é bicho do mato. - Maria fala rindo de mim. - Além do mais, ela não precisa estudar em plena sexta feira. - Preciso Maria. - Falo entre os dentes. - Você quer ir tomar alguma coisa Alice? Assim que é seu nome né ? - ele fala rindo de mim. - Sim ela quer, qual seu nome mesmo? - a Maria não tem cara de p*u, nem sabe o nome do cara, e quer me apresentar para ele. - Henry, prazer em conhecê-las. Então vamos mais tarde em algum bar que vocês queiram? - ele não tira os olhos de mim. - Ok Moço gato, as 20:00 no bar do Arthur, fica na avenida principal ao lado da ponte. - Maria fala e eu estou incrédula. As vezes sinto um pouco de raiva dessas atitudes. - me passa o número de vocês. - Ele fala - Pega o da Maria Flor. - eu falo saindo de perto. - Anota aí. Fomos almoçar em um restaurante bem conhecido na cidade, e mais uma vez a Maria fala sobre aquele homem. Ele é lindo sim, mas quase me atropelou, sem falar desse jeito de playboy que ele tem. - Alice, você tem que dar uma chance para o amor. Não gosto de ver você sozinha. - Mas eu não quero amiga, eu quero terminar de estudar, quero me tornar uma cirurgia de sucesso e salvar vidas. Eu não vou ter tempo para um relacionamento. - Tá bom amiga, mas pelo menos vamos hoje no bar do Arthur ? - ela faz biquinho para eu aceitar. - Aiii ta bom MariaFlor. - vamos comprar umas roupinhas ali na lojinha da Eliza? - eu chamo ela. - Vamos, já escolhe um vestidinho top pra você ir no bar! - ela pula de alegria. Terminamos de almoçar, e fomos até a lojinha da Eliza. É uma loja aconchegante, com roupas feitas à mão pela Eliza, A Eliza me vê e me chama. - Não acredito que vocês apareceram finalmente na minha loja. - ela vem abraçando a mim e a Maria. - Sim Eliza estamos procurando vestido para uma festa elegante. - Não exagera Maria, meu Deus. - deixa comigo meninas. Ela mostra vários lookinhos, tinha um vestidinho rosa bebê que eu amei, ele é cheio de glitter, acima do joelho, regata com gola alta, é minha cara. - Aiii eu amei esse Eliza, eu quero vestir ele. - ela me dá o vestido e vou para o closet experimentar. Quando saio. - Alice, você tem que ir mais madura, tá parecendo um morango brilhante. - Eu dei uma gargalhada gigante porque realmente estava parecendo um morango brilhante. - Você tem razão amiga, credo fiquei horrível. Este vestido é lindo, mas não combinou comigo. - volto para o closet, e visto um que ela me passou, ele é preto, com um braço, acima do joelho, da para usar com uma botinha. - Amiga é esse, esse vestido vai chamar atenção de todos, principalmente do Henry. - Maria para . Que saco, além do mais, eu não tenho como pagar por ele. - É presente meu Alice, para de ser chata. - ela fala BEM séria mas sorridente ao mesmo tempo. - Tá bom. Obrigada. - dou um beijo na sua bochecha e abraço ela. Fomos para casa e sim a Maria estava dedicada a me vestir, me arrumar pra ir ao bar do Arthur, sendo que sempre vamos lá, só que dessa vez ela está insuportável para que eu me vista bem. Então eu fiz tudo que ela pediu, para ela parar de encher meu saco. Ficamos o resto do dia todo se arrumando. Quando deu 19:30 já estávamos lindas. Parecia que eu ia para algum tipo de show de tão arrumada que eu estava. Eu estava com cachos e cabelo solto, o vestido preto, com um lado do braço a mostra, uma sandália preta brilhante que eu tinha, fiz uma make leve com batom vermelho, coloquei meus brincos e estava pronta, até a Maria falar. - Ali falta você por um colar. - Eu não tenho colar Mari. Estão na casa da minha tia, e eu não quero voltar lá. - Ta bom, eu pego um da minha mãe mesmo. - Ok. - ela colocou um colar caríssimo no meu pescoço sem pensar duas vezes. - Você está linda Ali. Você vai arrasar. Quero te ver cantando ok? - Ok Mari. A Mari estava extremamente linda, ela fez uma make bem pesada, pálpebras pretas, batom vermelhão, os olhos dela destacavam demais, por ter os olhos azuis. Ela estava com uma saia preta brilhosa, é um crooped preto lindo, uma sandália salto 15 preta, estava cheia de joias no pulso, um brinco que brilhava mais que Deus olhos, é um colar incrível no pescoço. Nós saímos, e ela pediu para o motorista dos pais dela nos levar, porque ela não queria dirigir e nem eu. Chegando lá, o Arthur ficou sem reação, não falou nada comigo, só falou Oi, e ficou no bar servindo os clientes, eu fiquei chateado porque não sei o que aconteceu para ele agir desta forma. - Maria, ele está sentado naquela mesa. - Arthur fala para a Maria onde o Henry estava, eu encarei ele, e ia puxar assunto com o Arthur, mas ele nao me deu bola. - Obrigada Arthur. - ela agradece - Amiga o que aconteceu com o Arthur?. - Ali, não sei, ele está estranho, mas vi ele com uma menina hoje no shopping mas não quis falar nada. - Ah entendi, tá bom, mas isso não é motivo para me ignorar. - Deixa amiga, ele é apaixonado por você, para de bobeira. - Ta Mari, Tá Bom. - Falo bufando. - Vamos lá na mesa do Henry. - Ela acena para ele. - Vou ao palco, quero cantar, já te encontro lá ok. - vou em direção ao palco e começo a cantar. Todos que estão lá no bar, já me conheciam, então eu nem penso duas vezes antes de ir cantar, pego o microfone e agradeço a presença de todos ali, e começo cantando, Bruno Mars, sinto o olhar de todos sobre mim, e todos estão se divertindo e cantando junto. O Henry está conversando com a Maria e me olhando cantar, ele está sorridente e parece gostar do que vê, ele levanta o copo dele em sinal de celebração. - Pessoal, agora vamos deixar para o DJ cuidar da música, já já eu volto. - eu falo indo em direção a mesa onde estava Maria e Henry. - Oi Clarinha, você estava tão linda cantando. - Maria fala muito sorridente e feliz. - Obrigada amiga. - Oi Henry. - cumprimento ele com um aperto de mão. Sua mão é bem quente, e grande, olho para ele, e ele não para de me encarar. - Oi Alice, você canta muito bem. Nunca pensou em ser cantora ?. - Eu do uma risada singela e falo. - Cantora, eu?, Não não. - Porque? Você canta tão bem! - ele insisti. - Porque nasci para salvar vidas não cantar. - respondo seca. - Arthur por favor poderia trazer uma Pinacolada para mim? - Sim Alice - ele responde seco e nem me olha direito. - Pinacolada, você tem bom gosto.- o Henry jura que quer puxar assunto comigo? - Sim é minha bebida favorita. Quando o DJ toca A Thousand Years, Henry me chama para dançar. - Vamos dançar Alice ? - Qual é a desse cara? Me pergunto. - Não sei dançar Henry. Chama a Maria. - ele pega na minha mão, e me chama. - Vem, eu te ensino, se quiser ficar sobre os meus pés, não faz m*l. - eu morro de vergonha quando ele fala isso, mas me faço de durona. - Não precisa Henry, não quero dançar. - mesmo eu falando isso, não adiantou, ele me puxa. E me leva para o meio da multidão. Me cola sobre seu corpo, e meu rosto ficou sobre seu peito. Ele é muito cheiroso, nossa, esse cheiro me deixa excitada. Ele foi me levando de um lado para o outro, e sorrindo, não tentou nem me beijar. Eu fiquei surpresa, o Arthur sempre tenta. A música acabou, e mesmo assim ele quis ficar dançando. - Henry, a música acabou…. - desculpa Alice, você quer sentar? Estava tão bom que nem percebi a música acabando. - Sim, vamos terminar nossos drinks. - Claro Alice. - Já volto Henry. A Maria nem estava mais lá, eu nem sei para onde ela havia ido, não vi nem o Arthur, mas mesmo assim, fui ao palco para cantar mais uma. O Henry parece ser legal, mas estou receosa. Ele continua lá na mesa, me olhando, mesmo passando várias meninas lindas ao lado dele, perguntando se ele esta sozinho, ele não tira os olhos de mim. Estou começando a me envergonhar. Quando termino de cantar, volto para a mesa, olho no meu celular e tinha mensagem da Maria falando que foi para casa do Matheus,. MESSAGE ON … MariaFlor- Ali, fui para a casa do Mat, e vou criar coragem e falar para ele o que sinto, me deseja sorte por favor. MESSAGE OFF… Que legal, espero que dê certo, ela merece ser feliz. - sorrio quando leio a mensagem. E o Henry aparece. - O namorado mandou mensagem? Está com um sorriso radiante! - Não não, minha amiga Maria, foi declarar o amor dela para o príncipe encantado. - Muito fofa. - ele fala sorrindo. - Sim ela é muito. - ficamos em silêncio pro alguns segundos. - Você quer que eu te leve para casa Alice? - Não não, eu peço para o Arthur! Obrigada. - Aquele ali? - ele aponta em direção ao Arthur que está com uma morena alta e cabelos cacheados. - esse mesmo. Mas já era minha carona. - Não tem problema, eu te levo, não vou te sequestrar. - Tá bom Henry. Me passa seus documentos, para eu enviar para a Maria - Falo rindo dele. E ele realmente me passou. Eu tirei foto e mandei pra Maria por mensagem. MESSAGE ON … Alice - Maria, estou indo embora com o Henry, te mandei foto dos documentos dele, por precaução, se caso acontecer algo, você já sabe. ? MESSAGE OFF … Fico com o celular na mão esperando ela me ligar, e nada. - Alice você estuda medicina ? - Sim, como sabe? - você disse que prefere salvar vidas, do que cantar. - Ah sim, falei. - cabecinha avoada a minha. - Eu canto por hobbie, a medicina é minha vida. - Falo encantada. - Sim, eu consigo enxergar isso. - ele fala sorrindo para mim. - Bom, senhorita Alice, chegamos. - obrigada Henry… desço do carro, e vou em direção a casa da Maria, ele ainda está lá, só que ela ficou com a chave da porta, e não tem ninguém em casa. - Alice, está tudo bem? Quer ajuda? - Eu tô sem a chave Henry, não acredito, vou ter que ir atrás da Maria. - Vamos atrás dela então. - Ele se oferece para me ajudar. - Obrigada por me ajudar, mas está tarde Henry. - Não vou deixar você sozinha Alice nem pensar, não sou homem que faz isso. - Olho para ele e aceno com a cabeça em sinal positivo. Entro em seu carro, pego meu celular, e tento ligar para Maria. - Atende Maria, eu tô cansada quero dormir. Sua chamada foi direcionada para caixa de mensagem… - Ela não atende Henry, será que aconteceu alguma coisa? - Ela pode estar curtindo com o namorado dela. - Sim pode ser isso, e eu aqui atrapalhando. - ele ri de mim. - Você não está atrapalhando, só está preocupada. Vem eu te levo para casa. Lá tem um quarto de hóspedes, você pode dormir la. - Não quero incomodar você. - eu tô começando a me assustar. - Não irá incomodar. Ele direciona o Waze em direção para a casa dele. E faz uma ligação. - Marrie, poderia deixar o quarto de hóspedes pronto? … - Obrigado. Quando nós chegamos, observo o quão grande é sua casa, a casa é bem elegante, tinha várias janelas grandes, uma escadaria linda que dava para os quartos e tinha uma senhora esperando ele na porta de casa. - Oi Marrie, você está bem ? - Olá senhor, tem visitas? - Sim, Senhora. Ela é minha visita só hoje. - quando ele fala isso, eu já tremo morrendo de medo do que poderia acontecer quando eu entrasse na casa dele. - Senhor, o seu pai já está em seus aposentos. Peço-lhe que não faça barulho, pois ele está muito cansado. - Ok Marrie, passo no quarto dele para ver se está tudo bem, obrigado. - Vem Alice, vou te mostrar seu quarto. - Ok, Oi Senhora. - eu aceno para ela, e ela devolve o gesto com um sorriso lindo. Subimos as escadas, e ele me leva até o quarto de hóspedes. - Fica a vontade Alice, se precisar de algo, pode me chamar. Aqui tem tudo que você precisa, pode tomar um banho e dormir. - Ah, obrigada Henry! - entro no quarto, olhando para ele, e ele me olhando com ternura, e Fecho a porta.
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