Havia momentos em que me sentia tão frágil, precisando me encolher dentro de mim mesma para amenizar a dor. Uma vez ou outra os demônios do meu passado ressurgiam para não me deixar esquecer. Eram dias nos quais dormir era um inferno e permanecer acordada uma tortura. Sentada com as costas apoiadas na cabeceira, abraçava minhas pernas, mantendo minha cabeça baixa. Inspirando e expirando lentamente na escuridão do quarto. Dylan havia tirado a algema do meu braço antes de ir trabalhar, porém o barulho de chaves e a porta sendo aberta, denuncia que o mesmo já havia voltado. Ouço seus passos pelos cômodos, antes de chegar até o quarto e abrir a porta entre aberta. Era os mesmos passos dele. Podia sentir Ronan me puxando para perto dele, enquanto nos escondíamos no guarda- roupa. Minha

