Voltando para casa após o fim de seu expediente, Tomás subiu apressado as escadas até o terceiro andar. Desejava chegar logo a seu apartamento, tomar um bom banho e comer o que tivesse na geladeira, até que viu a figura esquia, dona de seus sonhos molhados, andando em sua direção carregando um saco preto enorme. Ansioso em agrada-la, esfregou as mãos na calça jeans e, inflando o peito de ar e coragem, colocou-se como uma muralha de músculos na frente da jovem. — Boa tarde, princesa! Quer ajuda com o lixo? Tentou pegar o objeto das mãos dela, mas Cherry o afastou dele. — Bom dia, Tomás! — ela o cumprimentou, os lábios finos e rosados, que ansiava provar de todas as formas possíveis, esticados em um leve sorriso. — Agradeço a oferta, mas posso fazer isso sozinha. — Poupe suas belas mãos

