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Delegado Cerberus - O cão do inferno

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Blurb

Italo, um destemido delegado conhecido como "Cerberus, o Cão do Inferno", ele ama e cuida de sua filha Clara, a menina e todo o seu mundo. A mãe da menina foi afastada devido a denúncias de negligência, lançando Italo em um papel completamente novo e desafiador. Enquanto ele tenta equilibrar sua carreira no combate ao crime com as demandas de ser pai solteiro, um diagnóstico devastador abala ainda mais suas estruturas: Clara terá que lutar contra a leucemia.

A notícia da doença de Clara lança Italo em uma jornada emocional angustiante. O homem que sempre encarou o perigo de frente agora se sente impotente diante da ameaça à vida de sua filha. Enquanto ele busca todas as formas possíveis para garantir a guarda de Clara e acompanha seu tratamento, uma figura inesperada entra em suas vidas.

Melinda, uma assistente de enfermagem de coração generoso, cruza o caminho de Clara e Italo. Sua doçura e dedicação conquistam o coração da menina, enquanto ela traz pequenos doces como atos de carinho escondidos. Uma amizade especial floresce entre Clara e Melinda, o que leva Italo a tomar uma decisão importante: ele contrata Melinda como babá.

Enquanto Italo e Melinda lutam contra seus sentimentos crescentes um pelo outro, eles negam o óbvio: estão se apaixonando. No entanto, o passado misterioso de Melinda ameaça ressurgir, lançando sombras sobre o relacionamento em desenvolvimento. Conforme os desafios pessoais e profissionais de Italo e Melinda se entrelaçam, eles precisarão confrontar suas próprias inseguranças e superar adversidades inimagináveis.

Ambos machucados com segredos do passado que serão revelados em uma historia emocionante

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A filha
Cérbero (Kerberos) é o cão de três cabeças que guarda a entrada do mundo subterrâneo na mitologia grega. Cérbero deixa qualquer um entrar, mas não deixa quem entrou sair. Italo Sou conhecido como Cerberus, o cão do inferno, o apelido surgiu no meu primeiro ano de delegacia, quando em um interrogatório eu dei ao suspeito a hipótese de se entregar, entregar os amigos e fazer um acordo com a promotoria, o acordo era de 1 ano de prisão domiciliar, se ele não aceitar 20 anos de prisão. Quando ele se negou eu disse: — Eu sou o cão do inferno, se você entrar na cadeia eu vou fazer de tudo para você jamais sair de lá, e de boas, vai ser o inferno E o cara delatou todos e mais um pouco, e minha fama correu, comigo todos cantam bonito, mas não sei se é pela minha fama na delegacia ou a minha fama fora dela. Eu e alguns parceiros temos coisas a tratar, as vezes lidamos além da linha da lei, porem o mundo fica mais bonito sem alguns filosdaputa, ali eu mostro a malandro que o inferno só tem entrada e não saida. - mas isso e um assunto pra depois. Eu estava exausto. Depois de dois anos de investigação, fomos cumprir as ordens de prisão na Barra da Tijuca. Um grupo de empresários do ramo imobiliário exercia funções de liderança no grupo criminoso. Parece que os meliantes mataram alguns desafetos de traficantes de facção rival, com o intuito de monopolizar a venda de entorpecentes na região dos condomínios de luxo na Barra da Tijuca. Foram executadas 140 medidas cautelares, incluindo prisões preventivas, temporárias, buscas e apreensões domiciliares, e bloqueio de contas bancárias. Após 72 horas sem dormir, sentia um cansaço imenso. Saí da delegacia e entrei no meu carro. Dirigi até em casa, abri a porta e me joguei no sofá. Não demorou muito para Moira, minha Doguinha alemã, vir até mim segurando sua tigela de comida. Eu me levantei, querendo morrer um pouco. Tudo o que um homem precisava era dormir. — Você não pode me deixar tirar uma soneca? Moira fez uma cara feia e empurrou a tigela para mim. Eu peguei a tigela e fui até o saco de ração para trocar sua água. Entrei no banheiro, abri o chuveiro, mas antes de terminar o banho, o telefone tocou. Saí do chuveiro correndo para atender um número desconhecido. — Alô! Quem está me incomodando às seis da manhã? - Eu estava muito cansado para pensar em qualquer coisa. A voz do outro lado falou: — Alô, bom dia. Gostaria de falar com o responsável pela menor Clara Alvares Peixoto? Ao ouvir o nome da minha filha, prestei atenção. — Eu sou o pai dela - respondi com mau humor. — Senhor, meu nome é Agatha Ferreira e sou assistente social. Estou na casa de Lavinia Silva Alvares, a mãe da menor. Recebemos denúncias de maus tratos à criança e estamos encaminhando a menina para um abrigo. Entrei em pânico: —O quê? Eu me sentei na cama. — Sim, senhor. Após várias denúncias, estamos tirando a tutela da mãe da menor devido à negligência. —Como assim? — Maus tratos, senhor. E se for determinado que o senhor também está envolvido, irá perder a guarda da menina. — Eu... eu... eu estou indo para aí - eu não conseguia acreditar nas palavras da mulher. Como assim maus tratos? Me vesti e fui direto para a casa de Lavinia. Eu nunca amei Lavinia. Foi uma menina com quem fiquei algumas vezes. Ela frequentava aqueles churrascos de policiais onde gravações e fotos são extremamente proibidas. Ela era bonita, atraente e eu, um garoto i****a. Quando ela veio até mim dizendo que estava grávida, fui um t**o. Quis me casar. Ela disse que faria um aborto e me pediu dinheiro, e eu dei. Fiquei chateado, mas já que ela queria, que o fizesse. Meses depois, descobri três verdades: 1 - Ela não fez o aborto. 2 - Ela pegou dinheiro de outros caras dizendo que o filho era deles. 3 - Ela não tirou a criança, e a filha era minha. Clara nasceu meses depois e eu cuidei dela da melhor forma possível nos últimos dois anos. Aquela menina era tudo para mim. Pago o aluguel da casa, dou uma boa pensão, um carro. Dei tudo o que Lavinia pediu, mesmo além das minhas condições. Minha filha era meu tudo. E como assim negligência? Fui até a casa de Lavinia. Chegando lá, descubro com o porteiro que ela foi despejada por falta de pagamento do aluguel. Mas como? Eu pago as malditas contas de aluguel, água, luz, tudo! Ela não me deixava buscá-la, todos os finais de semana, meus dias de folga. Ela trazia a menina para mim, sempre arrumada, sempre limpinha. Mas pelo visto, era só encenação. Ligo para a assistente social e peço o endereço onde ela está. Tomei um susto. Era um lugar na Baixada Fluminense, uma favela chamada Barro Vermelho. Uma das mais perigosas do Rio de Janeiro. Estacionei a moto e fui até lá. O lugar era um barraco de verdade. A mulher chamada Agatha, assistente social, segurava a minha pequena que chorava em outro canto. Lavinia estava tão drogada que não conseguia abrir os olhos. A minha vontade era bater nela até a droga sair dos seus poros. Virei as costas e fui com a assistente social. Ela me explicou as denúncias que ocorriam há quase dois meses. Mostrei a ela que pagava a pensão em dia, inclusive dando o dinheiro da pensão e das dívidas. Enquanto conversava com a mulher, a minha mente vagava em milhões de coisas que faria com Lavinia depois disso. Mas foi a frase da mulher do conselho que me deixou mais irritado: — Se ela ficar limpa e provar que é uma boa mãe, o juiz pode retornar a guarda para a mãe. Não ia deixar isso acontecer. Ia fazer Lavínia desaparecer, seja por bem ou por m*l. Eu tinha passado uma vida miserável, mas não deixaria a minha filha passar por isso, nunca. Depois de assinar alguns papéis, liguei para um parceiro e pedi para ele pegar Lavínia e dar um jeito nela. Se voltasse, já sabe, caixão na certa. Levei a minha filha para casa. Não tive grandes problemas. Ela tinha um quarto com todas as coisinhas dela. Fiz questão de comprar coisas iguais para que ela soubesse que tinha duas casas. Cheguei em casa, fiz nosso jantar. Ela comeu bem. Depois, dormimos no sofá assistindo ao Daniel Tigre. Muita gente xinga o Baby Shark, mas nada me deixa de pior humor do que Daniel Tigre. Tenho vontade de matar um, mas faço tudo por minha Clarinha. Apesar das coisas pegarem fogo na delegacia, consegui ficar com a minha pequena por alguns dias. Lavinia havia sumido e eu estava juntando os brinquedos de Clara. Mas estava achando estranho. Ela nunca dormia tanto. Cheguei ao berço, coloquei a mão no rosto dela e ela estava com febre. Uma febre forte. Peguei-a nos braços e saí correndo, levando-a para o hospital. Depois de dias e exames, descobri que a minha pequena Clara tem leucemia.

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