Eu acordo com o som irritante do alarme no meu celular, como se ele tivesse sido programado para me provocar. O sol que atravessa as cortinas parece uma afronta à minha disposição. O que deveria ser o começo de um novo dia só parece uma continuação dos pensamentos confusos que me atormentaram durante a noite. Levanto da cama, ainda tonto de cansaço, e me arrasto até o banheiro. Meu reflexo no espelho me encara com desdém, como se estivesse tão decepcionado comigo quanto eu mesmo. A água fria ajuda a espantar o torpor, mas não lava o peso que sinto nos ombros. O humor que já era r**m piora ainda mais quando percebo que não consigo parar de pensar nela. Jessi. Depois de uma higiene apressada, sigo para a cozinha, onde preparo um café forte, a única coisa que talvez consiga me manter de pé.

