Ponto de Vista: Ana O silêncio na cobertura do edifício da Becker Enterprises era quase ensurdecedor após a saída do último acionista. O vidro que cobria a mesa de conferências ainda guardava o calor do meu corpo e o rastro sutil da umidade que o plug elétrico me forçara a soltar durante toda a reunião. Eu continuava de pé na cabeceira, segurando a borda de madeira com as mãos trêmulas, a saia lápis levemente desajeitada no quadril e a respiração pesada. Dominic caminhou até a porta dupla da sala de reuniões. Ele girou a chave de aço inoxidável na Fechadura, trancando o andar inteiro, e puxou as persianas automatizadas, banhando o ambiente em uma meia-luz dourada e íntima. — O seu desempenho com os investidores foi impecável, Ana — ele disse, com a voz grave e calma, enquanto tirava

