O amanhecer trouxe uma luz pálida e difusa sobre São Domingos, e a cidade parecia ainda envolta em uma quietude quase sobrenatural. Padre André caminhava pelos corredores da igreja, sentindo o peso de suas responsabilidades e o impacto das últimas semanas. Cada passo ressoava no chão de pedra, lembrando-o da solidão e da luta silenciosa que travava contra si mesmo. Mas, por mais que tentasse concentrar-se nas obrigações espirituais, a imagem de Valesca permanecia firme em sua mente, como um lembrete irresistível do conflito entre desejo e dever. Valesca entrou discretamente, como sempre, mas aquela manhã havia algo diferente em seu olhar. O sorriso suave estava presente, mas havia uma intensidade adicional, quase desafiadora, que parecia testar os limites de André de forma ainda mais dire

