No dia seguinte ao incêndio Sarah acorda totalmente desorientada, se assustando ao ver aquele homem deformado a sua frente.
Sorrindo Mason oferece uma cuia com sopa para ela.
- Quem é você?
- Que lugar é esse?
- Beba.
-Não vou beber nada.
Sarah se levanta olhando para todos os lados procurando uma saída.
- Beba.
- Não chega perto de mim seu monstro.
- Mason não é monstro.
- Mãe, onde está você?
Sarah olha pela janela e só vê muito mato.
- Que lugar é esse?
- Minha casa.
- Porque eu estou aqui? Onde estão a minha mãe e minha irmã?
- Elas partiram. Mason viu.
- Partiram pra onde? Preciso encontrá-las.
- Você não pode sair.
- Por que eu não posso?
- Eles estão lá.
- Eles quem estão lá?
A recordação dos homens daquela noite volta à mente de Sarah e na tentativa de se defender pega o machado pendurado na parede.
Mason então se encolhe como uma criança e ela percebe que ele não quer lhe fazer nenhum m*l.
Na verdade Mason tinha um tipo de deficiência intelectual gravíssima, que fazia com que ele vivesse isolado em seu pequeno casebre doado por seu patrão.
Anteriormente Mason vivia com seu pai que morreu há alguns anos atrás, picado por uma serpente altamente venenosa na fazenda.
O pai de Mason cuidava dos bichos da fazenda, função essa que ele mesmo herdou com sua morte.
Devido a sua incapacidade de raciocinar Christopher só permite que ele de banho e alimente os animais.
Em troca Mason se alimenta todos os dias na cozinha fazenda e pode morar no casebre.
A viagem de Abigail e Samantha é longa e as duas adormecem cansadas no feno do caminhão.
- Vamos vocês duas final da linha, que eu vou entregar o caminhão mais à frente, preciso que vocês desçam aqui.
- Aqui já está bom moço, muito obrigada.
- Mãe o que nós vamos fazer agora? Estou morrendo de fome de sede.
- Vamos procurar um lugar para comermos alguma coisa, depois vamos para a estação de trem. Se ficarmos aqui nessa cidade, poderemos ser localizadas facilmente.
- Para onde iremos mãe, não temos muito dinheiro, sem contar que estamos sujas e com a roupa do corpo?
No presente algo mágico e totalmente inesperado por Samantha estava acontecendo ali naquele instante.
- Como podia uma senhora tão doce quanto Margareth, querer fazer m*l aquele homem tão lindo e que aparentava ser tão especial?
Noah era um homem alto, tinha braços fortes musculosos, que envolveram a cintura de Samantha, provocando nela uma sensação gostosa e inexplicável.
O arrepio que subiu pela espinha de Samantha, provocou nela um desejo que tomou conta de todo o seu ser.
Contudo Noah não estava buscando somente prazer com Samantha, ela havia despertado nele um interesse que até então, não havia despertado por outra mulher.
- Se eu não tivesse inúmeros compromissos no dia de hoje, certamente dançaria a noite toda assim com você.
- Samantha.
- Eu sabia que linda desse jeito, só podia ter um nome tão lindo quanto.
Noah então puxa para si, onde as luzes e os flashes em seu rosto o fazem entender, que é preciso soltá-la, já que ali, não era o lugar nem o momento para tamanha i********e.
- Noah? Desculpe interrompê-lo, mas você tem uma agenda esqueceu?
- Sim Caleb obrigado.
- Além de chefe da segurança, Caleb também era o melhor amigo de Noah. É ele quem cuidava de seus compromissos pessoais.
- Vou pedir que a imprensa fique a postos.
- Faça isso. Já estou indo.
O amigo se retira e Noah você volta buscando o olhar de Samantha.
- Você precisa ir.
- Sim. Está vendo aquela mesa maior de todas a frente do palco?
- Estou.
- Deixarei ordem para que você sente nela. Está bem?
- Está bem. O que foi agora?
- Não estou conseguindo ir.
Noah abaixa a cabeça e sorri.
- Mas é preciso. Seu o segurança está olhando.
Não só o segurança de Noah, mas vários convidados inclusive Zoe, olhava na direção dos dois.
Sem conseguir tirar os olhos dos olhos da mais linda mulher que já viu, Noah resolve puxá-la para um canto a sós, antes de ir ao encontro da Imprensa.
- O que está fazendo?
Samantha pergunta sorrindo.
- Isso.
Noah a responde com um beijo.
Após terminarem o beijo, Noah pede que ela aguarde por ele um momento.
Algo inimaginavelmente mágico estava acontecendo naquele lugar.
Longe dos holofotes Noah olha para os lábios de Samantha e a beija docemente.
- Espere bem ali naquela mesa. Assim que terminar eu volto pra você.
Noah sorri, pois agora sabia o nome dela.
- Vamos Noah. Estão aguardando pelo seu discurso.
Assim que Noah se retira Samantha sai pelo mesmo portão que entrou, conforme havia mandado a misteriosa mulher.
Aquela era a primeira vez, que Samantha havia sentido algo estranho, ao ser beijada por um homem.
Assim que entra em um carro preto de vidro fumê, Samantha é levada para o último lugar do mundo, onde Noah pensará em procurá-la.
- Bem vinda ao meu hotel Samantha.
- Por que me trouxeram pra aqui e não pra casa da Sra. Margareth?
O hotel pertencia ao maior concorrente e inimigo da família de Noah.
Embora aquele hotel não fosse cinco estrelas, ele era deslumbrante, aos olhos de Samantha.
De volta ao passado Oliver chega a casa pela manhã, após vigiar a plantação sendo consumida em chamas, até quase o dia clarear.
Sua esposa colocava a mesa e preparava o café, enquanto seus filhos corriam ao redor da mesa.
- Tira essas crianças daqui mulher, que eu estou cansado.
- Elas estão brincando e já vão sair para escola.
- Ande logo com essa escola. O barulho delas está me irritando.
- Venham crianças. Peguem seu lanche e vão comendo pelo caminho.
Por ser um excelente funcionário, Oliver tinha algumas regalias que os outros não possuíam.
Uma delas é que seus filhos usufruíam de ônibus escolar, que levava e trazia as crianças para casa.
- Venham o ônibus escolar já está chegando.
As crianças correm, beijam a mãe e entram no veículo.
- Tchau mãe.
- Pronto as crianças já foram para escola.
- Agora anda e me dê meu café mulher, que eu preciso voltar para a fazenda.
- Mas você acaba de chegar Oliver, não vai descansar?
- Descanso depois. Não posso deixar o Sr. Christopher esperando.
A mulher de Oliver nunca lhe faz perguntas, pois sabe o quanto seu patrão é perigoso.
Quanto menos ela souber que tipo de trabalho seu marido está envolvido, melhor para ela e seus filhos.
- Nossos filhos estão indo muito bem na escola.
Oliver cortava um pedaço de queijo, enquanto sua esposa colocava seu café.
- Espero que esses dois dêem para alguma coisa.
- Com certeza darão Oliver. Eu fui à reunião escolar e só recebi elogios dos dois.
De uma só vez, Oliver toma o café, levantando-se da mesa.
- Não me espere para almoçar, hoje estarei ocupado.
- Aliás, como sempre. Eu já não vejo mais meu marido como antigamente.
- Você não tem o que reclamar não te falta nada dentro dessa casa.
- Falta você. Sabe quanto tempo faz que você não me procura? Não sente mais desejo por mim e fica pegando essas vagabundas por aí.
Com asco, Oliver olha de cima embaixo sua mulher.
- Olhe pra você. Você relaxou, engordou. Vive cheirando a fritura. Como posso sentir desejo por uma mulher assim? Só não te deixei por causa dessas crianças. Mas posso ainda pensar a respeito.
Oliver levanta e ela implora.
- Não me abandone. Eu te imploro. Eu trabalho muito na sua casa, mas prometo que vou me cuidar.
- Então faça isso. Quem sabe eu não volte a te olhar como antes?
Os olhos de Claire observam cheios de lágrimas, Oliver sair novamente em sua moto.
Christopher e Parker conversam na porteira da fazenda quando Oliver chega.
- Novidades Oliver?
- Sai de lá agora cedo. O delegado não estava deixando ninguém se aproximar. Mas de longe vi a casa ser lambida pelas chamas. Não há a mínima possibilidade, de alguém ter saído sobrevivente de lá.
- Ótimo. Cadê o monstro do Mason?
- Sabe que eu não sei chefe. Não vi esse desfigurado hoje.
- E você o viu Parker?
- Ele deve estar dando comida pra as galinhas.
- Deve estar se aproveitando das bichinhas você quer dizer.
- Isso que o Oliver está dizendo é verdade. Porque andou aparecendo umas galinhas mortas, o senhor precisava ver o estado delas.
- Esse animal não consegue mulher nem pagando, tem que ficar comendo as galinhas da minha fazenda.
- Quem vai querer dormir com escleroso desses?
Parker cai na gargalhada.
- Quando Mason aparecer por aqui me chame, quero que ele faça um serviço para mim.
- Vou dar uma olhada no chiqueiro, para ver se ele está por lá.
- Onde está o Simon?
- Cuidado dos cavalos.
- Escuta Oliver, depois vá até a cidade e descubra como estão as investigações.
- Sim senhor.
- Papai.
- Fala Emily.
- Peça o Oliver pra me levar mais cedo ao colégio hoje.
- Por que você vai mais cedo meu anjo?
- Porque hoje eu tenho um trabalho em grupo com as meninas e ele só pode ser feito na biblioteca. Valendo ponto papai.
- Tudo bem minha princesa! Oliver foi procurar Mason no chiqueiro, mas assim que voltar te levará mais cedo para o colégio.
- Obrigada paizinho.
Emily abraça e beija seu pai que mantém a aparência de homem na família, onde todos o têm como um homem bondoso, atencioso e carinhoso.
Christopher ocupa uma posição importante no vilarejo em que mora, sendo respeitado e está acima de qualquer suspeita pra a polícia.
De frente a janela do quarto, o CEO admira a noite de Nova York e pergunta para si próprio onde estaria a linda Dama de Vermelho.
A cidade já havia sido virada de ponta cabeça e quase um duas semanas haviam se passado, mas não havia nenhum sinal dela.
O celular vibra na cabeceira, é Zoe, mas ele não atende.
Noah sabia que não poderia casar-se com Zoe, porque não era ela a mulher que estava lhe tirando o sono.
O que de Noah de fato queria era encontrar a Cinderela, daquela noite mágica da festa de aniversário de sua empresa.
- Onde ela estaria?
- Por que a Dama de Vermelho havia fugido?
Essa e muitas perguntas invadiam sua mente.
Com certeza o CEO não desistiria de encontrar aquela mulher que estava roubando a paz.
Ele havia saído de perto dela apenas alguns minutos e depois disso a linda Dama de Vermelho havia desaparecido sem deixar rastros.
Uma pergunta atormentava os pensamentos de Noah.
- Quem era ela?
- E por que fugiu naquela noite?