"Sarah é deixada para trás"

1737 Words
As lembranças do passado voltam a assombrar os sonhos de Samantha, que é levada outra vez até aquela maldita noite. - Não irmã, não saia! Desesperada sem notícias de sua mãe Sarah ouve passos e toma uma decisão impensada, abrindo a porta secreta que estava disfarçada por tacos no chão. - Vamos Samantha fique aí e não saia. - Não quero ficar aqui sem você, Sarah. - Vou buscar a mamãe e já volto. - Você não ouviu um tiro? Não vá Sarah. - Pode ser a policia que chegou e atirou nos bandidos. Vamos entre aí e me espere quietinha. Samantha obedece chorando. - Não demore irmã. - Não vou demorar Samantha. - Sarah. Samantha chama outra vez. - Sim, fale rápido. - Eu te amo. Emocionada com aquela declaração Sarah sorri e pela última vez as irmãs se abraçam. - Também te amo. Agora vai que preciso fechar a porta. Assim Samantha fica protegida, enquanto Sarah caminha na direção de seus algozes. - Te peguei. - Me solta. - Onde está a outra garota? - Minha irmã fugiu. - Depois procuramos nas plantações, ela não pode ter ido longe. Você vem com a gente. Arrastada por um dos capangas de Christopher, a pobre Sarah é levada para um dos quartos, onde é amarrada e amordaçada. - Eu primeiro Oliver. - Não era para falar o meu nome. - Qual o problema? Não sobrará ninguém para contar história mesmo. - Parker tem razão, agora segurem bem ela. - Me soltem, por favor. - Porque você tem que ser o primeiro Simon? - Porque fui eu quem a encontrei antes de vocês dois. - Então faz logo o que tem que fazer com ela, depois somos nós. Os outros dois começam a despir-se diante de Sarah, que é segura e abusada primeiro por Simon. - Não chore boneca, você vai gostar posso te garantir. Sem piedade, o algoz arranca-lhe as roupas que Sarah usava, deixando-a totalmente nua. - Uau. Ela é linda vejam. - Não temos tempo para admirá-la, Simon. Vai faz logo o que tem que fazer com ela e passe a vez. Enfeitiçado Simon introduz de uma só vez seu órgão dentro de Sarah, que é impedida de gritar por estar amordaçada. Enlouquecido Simon geme com o vaivém, enquanto lambe o pescoço e os s***s de Sarah, que o levam a explodir de prazer dentro dela. Assim que termina, sai de cima de Sarah e enquanto guarda seu pênis dentro da calça, Simon diz aos amigos, que aquela não foi à primeira vez dela. - Droga a garota não era mais virgem. - Mesmo? - Isso quer dizer que você já havia experimentou os prazeres da vida. Não é mesmo sua safada? Oliver segura os cabelos curtos de Sarah com violência e depois caem na gargalhada. - Vai logo cara, que eu ainda quero mais. - Fiquem vocês dois então com ela. Eu vou atrás da mais nova. Aquela sim deve ser fechadinha. Eles riem outra vez, enquanto o segundo capanga termina de ejacular. - Agora é a minha vez de novo. Vira ela de costas. - Assim que eu gosto de mulher, bem magrinha. Sarah é segura e mais uma vez e introduzida novamente por Simon que dessa vez tira a mordaça da boca de Sarah obrigando-a fazer um sexo oral. Após os dois se saciarem de diversas formas do corpo de Sarah, a deixam caída indo atrás de Parker, que havia ido até as plantações a procura da irmã mais nova. Christopher abre a porta do quarto, vê Sarah deixada por seus homens em cima da cama e sente asco. - Aonde foi parar esses imprestáveis? Enquanto andava pela casa Christopher é parado por Oliver. - Chefe a menina menor se embrenhou no meio das plantações. - Duvido muito. Ateie fogo na casa, ela deve estar escondida em algum armário. Morrerá sufocada. E a mãe delas? - Está caída no chão. - E a irmã dela? - Já deve estar morta chefe. - Taquem fogo em tudo. Samantha ouve parte da conversa no esconderijo que Sarah havia lhe colocado e põe a mão na boca para que seu choro desesperado, não seja ouvido por ninguém. As labaredas começam a lamber as cortinas da casa, Samantha ouve os homens saindo e resolve deixar o esconderijo. - Mãe. Mãeeeeee acorda. - Filha. Onde está sua irmã? - Eles disseram que Sarah morreu mamãe. - Nãooooo. Minha filha não. - Precisamos fugir daqui mãe, a casa está pegando fogo. - Não podemos ir embora sem dinheiro e documentos. Você consegue se arrastar até a gaveta do quarto. - Consigo. - Amarre isso no rosto para que não respire essa fumaça. Samantha então deita no chão e quando chega à gaveta pega uma bolsa contendo dinheiro e os documentos onde sua mãe sempre guardava. - Veja eu peguei o dinheiro. Agora vamos fugir daqui mamãe. Senão eles vão voltar e nos matar também. - Não vamos conseguir passar. - E agora mamãe? Nós vamos morrer queimadas. Vendo que as chamas já estavam altas, Abigail num ato de desespero quebra a janela para que ela e sua filha possam passar. - Vai pule Samantha. Samantha é a primeira a passar, seguida por sua mãe. - Olha isso mamãe. Eles tacaram fogo na plantação do papai. Samantha a abraça chorando, ao ver que o fogo estava tomando conta não só da casa, mas da plantação de sua família também. - Uma plantação que deu tanto trabalho para germinar. Antes que a casa inteira fosse tomada pelo fogo, um homem com uma aparência deformada surge na porta do cômodo, onde Sarah estava caída. Tomado por um impulso o estranho homem verifica a sua pulsação, percebendo ainda que ainda estivesse com vida. Antes que o fogo se alastre o misterioso homem de aspecto escleroso, joga Sarah em suas costas, saindo com ela em meio à fumaça. No momento que sente seu corpo chocalhar, os olhos de Sarah se abrem vendo mesmo que embaçados, os pés de azeitonas do seu pai ficarem para trás, consumidos por uma chama infernal. Duas lágrimas de tristeza caem dos seus olhos e Sarah desmaia outra vez. Há passos largos o misterioso homem some em meio à escuridão da noite, com a jovem e linda Sarah em suas costas. Já fora dos campos de azeitona numa distância considerável e bastante desnorteadas, mãe e filha pedem carona sem sucesso. Cansadas, famintas e apavoradas, Abigail olha para Samantha sentada em uma pedra do matagal e pede que ela se levante rapidamente. - Vamos Samantha levante venha depressa, que mais um carro está se aproximando. - E se for eles de novo mamãe? Não eu não quero ir. Transtornada Abigail põe a mão na cabeça, assim que vê mais um carro, mas ele passa direto, sem fornecer ajuda que tanto precisa. - Hei não passa direto, por favor! A pobre mulher grita quase sendo atingida pelo veículo. Samantha grita e abraça a mãe chorando. - Se machucou mamãe? - Não fica calma Samantha. Nós vamos conseguir você vai ver. Abraçadas ela vão se sentando na beira da estrada, onde Samanta chora sendo consolada por sua mãe. - Fique calma filha. Está vendo um caminhão agora. Quem sabe não conseguimos a carona que precisamos? Ao ver uma mulher e uma menina paradas na estrada, o homem que pretendia passar direto resolve frear bruscamente. - O que vocês duas fazem sozinhas essa hora na estrada, correndo risco de serem assaltadas ou até coisa pior? - Precisamos de uma carona para deixar a cidade. O senhor pode nos ajudar? Olhando para aquelas duas ali tão indefesas, o homem resolve ajudá-las. - Podem subir aí atrás. O homem estava fazendo um carregamento de uma espécie de feno, para uma fazenda um tanto distante dali, por isso resolveu ajudá-las. Temendo pela própria vida e com receio serem encontradas, mãe e filha sobem rapidamente na traseira do caminhão. Naquela noite elas deixam a cidade, sem imaginar que deixaram para trás Sarah que sobreviveu aos abusos dos algozes. A polícia chegou ao local, encontrando os bombeiros tentando apagar o incêndio, tanto na casa como na plantação. - Tudo se alastrou muito rápido em inspetor. - Mas encontramos marcas de pneus de moto em vários locais. - Hummm. Então a fazenda foi invadida? - Certamente O inspetor. - Se a fazenda foi invadida entrem na casa e vejam se há vítimas carbonizadas. - Sim senhor. A fumaça ainda é bastante forte, mas um detetive usando máscara de oxigênio consegue entrar, encontrando o corpo de homem não tão carbonizado estirado no chão. - Encontramos um corpo Senhor. - É possível fazer a identificação? - Sim é de um homem, calçando sapatos pretos um tantos derretido pelo fogo, mas não foi possível identificar. - Provavelmente é o dono da fazenda. - Mande a perícia fazer exames conforme a lei. Quero saber o nome da vítima, se tem antecedentes criminais, se tem família. Faça um levantamento de tudo. - Ok. O bom faro do Inspetor indicava que um crime aconteceu ali, antes de atearem fogo em tudo. Não importava quanto tempo levasse, mas Kieran descobriria o que se passou ali. Numa posição estratégica em cima da árvore, Oliver observa tudo com seu binóculo. Impaciente Christopher aguardava por notícias, andando de um lado para o outro. - O que será que está fazendo Oliver, que ainda não voltou com notícias? - Achei muito arriscado Oliver voltar hoje ao local senhor. - Você sabe que bem Parker que ele é o homem mais indicado para isso. Sempre volta ao local dos crimes sem se deixar ser visto. Simon que aguardava no portão entra correndo para avisar a chegada de seu parceiro de crimes. - Oliver está vindo Sr. Christopher. - Então Oliver, diga o que está se passando e qual o motivo de tanta demora? - A Fazenda foi cercada por policiais, que não deixavam curiosos se aproximarem Sr. Christopher. - E quais notícias você conseguiu apurar? - Somente um corpo foi encontrado no local. - Certamente os outros viraram pó. - Foi o que pensei Senhor. - E a menina foi encontrada nas plantações? - Não senhor. - Ela deveria estar escondida dentro da casa e também acabou morrendo queimada. - Foi o que supôs Sr. Christopher que a menina Samantha tivesse morrido no incêndio. Distante dali, Samantha havia sobrevivido e um dia faria Christopher pagar caro por todos os seus crimes.
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