Provavelmente você já ouviu o ditado que quando a esmola é demais o santo desconfia, pois, é não dava para acreditar que o tal Erick tinha amando a galeria e desistido do nosso estúdio, adivinhem eu estava certa. No sábado recebi uma ligação dele dizendo querer se reunir conosco na sua empresa.
— Estava bom de mais para ser verdade né Ana, brasileiro não tem um segundo se quer de paz. Eu sabia que ele não estava concordando com tudo que eu estava mostrando, porém, ele sabe fingir muito bem, é um cretino de primeira linha já dá para perceber. Hipócrita! Fingiu o tempo todo que estava adorando a ideia e a burra aqui acreditando em tudo.
— Ainda não sabemos o que ele quer Milena, então não vamos fazer tempestade num copo de água, sinceramente estou ficando exausta disto tudo, na verdade, você sabe que vou me casar em breve, já são anos nesta rotina de bailarina que eu amo, porém, assim que me casar pretendo da, uma pausa talvez volte e talvez não, por isso quero que se prepare caso eu decida realmente fechar o estúdio. Fico sem reação ela não pode fazer isso, como assim ela é mais apaixonada do que eu pelo balé.
— Como assim Ana, você é apaixonada por isto tudo, se está desanimada por que de alguma forma o salafrário do Erick está nos fazendo perder os patrocinadores mais hoje iremos deixar tudo em pratos limpos, mais para isso eu preciso que você esteja disposta a lutar assim como eu.
Não sei por que nunca fui com a cara deste marido da Ana e agora tô começando a descobrir por que, ele não quer que ela faça nada, tudo bem eu percebia que ele estava proibindo ela de fazer algumas coisas mais não imaginava que o caso estava tão sério assim.
— A questão não é os patrocinadores Milena, você não ver que jamais vamos ganhar para eles, você já pesquisou sobre eles, já parou para ler as notícias das empresas desta família, seremos destruídas, reduzidas a pó, se assim ele quiser e não haverá teimosia certo que salve a gente da ruína caso ele queira nos arruinar.
Então era isso que ela tinha medo, eu não tenho medo da ruína, sempre batalhei duro para conseguir o que queria, aliás, meus pais não me bancam em nada, desde que deixei claro que não faria o que eles planejaram para mim não vi mais um real da nossa família, eu poderia muito bem fingir estar amando comandar as empresas e brincar de empresária para ter todas as regalias que eu tinha antigamente, mais isso não faz parte do meu caráter.
— Sério isso? Você está comando daquele almofadinha nós arruína me poupe Ana, quero que diga o real motivo, por que isso com certeza não é. Olho para mesma séria, este não é o real motivo, ela já enfrentou gente pior durante toda a sua trajetória não ficaria com medo de um mauricinho.
— Você irá saber de qualquer maneira então que seja por mim, antes mesmo de receber a proposta do senhor Erick através de seu advogado eu já pensava em fechar o estúdio, minha programação era ficar com ele aberto até nossa apresentação Camila, sei que você está deslumbrada com tudo que o balé já te proporcionou e com o que pode lhe proporcionar, mais infelizmente depois da nossa apresentação você terá que seguir seus caminhos, sozinha, te adoro você sabe disso, mais agora eu quero sossegar sabe? Cuidar de mim, da família que vou construir.
No fundo, sei que ela estava certa, não é porque minha família me desprezou que ela vai iniciar a dela e não vai cuidar, realmente aqui exige muito da gente, praticamente estamos o dia todo aqui, só vamos para casa a noite, qual é o marido que vai querer uma coisa dessas? Mais se ele a amasse de verdade iria incentivar para que a mesma continuasse trabalhando no que gosta. Espero que ela não quebre a cara neste casamento por que depois pode ser tarde de mais na hora que ela quiser voltar.
— Você também sabe que eu te adoro Ana, você é como uma irmã para mim, foi a primeira que me acolheu assim que todos viraram as costas para mim, a minha relação com os meus pais nunca mais foi a mesma depois que eu decidir praticar profissionalmente o balé, nem voltará por que eu não pretendo, desisti, mais e agora você irá vender o estúdio para o Erick?
Tenho esperanças de que ela permita que eu cuide dele daqui para frente, porém vou entender se ela resolver encerrar o ciclo de vez vendendo para eles.
— A ideia inicial não é essa, eu vejo o quanto você é dedicada, mais dedicada do que os bailarinos que praticam desde criança, por está razão tinha pensando em deixar com você a frente, porém estou com medo do que pode acontecer com esse homem rondando, pelo visto ele não irá desistir. Tinha que haver uma solução onde todos saíssem ganhando, este prédio é enorme nos só ocupamos o salão, mais ainda tem o segundo andar inteiro que não usamos nada de lá.
— Escuta, o segundo andar, nós não usamos, poderíamos alugar ele ao Erick, assim talvez ele parasse um pouco com essa loucura de querer comprar a todo custo, digo o segundo por que para nós passarmos para lá seria muito gasto, infelizmente não tenho como arcar nem te ajudar com eles, talvez assim fosse uma maneira de todos sairmos lucrando. Ela me olha sorrindo, eu sei quando a Ana já desistiu de algo, por isso fico muito triste, ela já desistiu do estúdio e não há palavra no mundo que eu disser que a fará voltar atrás, porém eu precisava tentar, acho que mesmo eu não querendo reconhecer mais o meu pai tinha razão quando falou que este meio era muito difícil.
— Vamos de uma vez, pois quero curtir o resto do sábado com você, lembra como fazíamos antigamente, um bom filme, um belo balde de pipoca, claro não pode faltar uma sacola com nossos chocolates, preferido, já avisei ao meu noivo hoje é o sábado das meninas, nada dele aparecer ou nos interromper mais tarde. Gostei desta ideia, antes dela arranjar o namorado, fazíamos isso direto sabe, na verdade, eu divido apartamento com ela, sei que agora as coisas irão ficar mais complicadas, terei que arranjar um emprego fixo, já que eu fazia só alguns b***s para ajudar em algumas despesas.
— Então vamos, já estava com saudade dos nossos momentos amiga. O caminho até a empresa foi rápido, não por que dirigir correndo, mais porque o dia parecia está querendo que enfrentasse a situação de vez.
— Que bom que chegaram senhoritas por favor me sigam, por aqui. Nossa pobre da secretaria até no sábado tem que aturar o insuportável do chefe, ninguém merece.
— Obrigada! Agradeço, a Ana não falou mais se quer uma palavra depois que entramos aqui.
— Bom dia senhoritas, obrigado por atender o meu pedido em pleno sábado, sei que vocês provavelmente têm algo importante para fazer então não quero demorar aqui, quero lhe apresentar o Júlio César advogado da empresa e também meu melhor amigo. Pensei que homens com o coração de gelo igual a ele não precisasse de amigos, somente pessoas que lhe devessem favores para serem cobradas na hora e no momento certo.
— Tudo bem não foi incomodo algum virmos até aqui, não é Milena? Concordo no automático, na verdade, se eu for responder eu alto e bom som, tenho certeza que sairá que discordo então melhor me manter calada por enquanto.
— Bem sempre escuto a opinião do Júlio sobre qualquer negócio que pretendo fazer, por menor que seja sempre tomamos a decisão juntos, antes que eu comandasse a empresa já éramos amigos, então nosso vínculo só ficou mais forte trabalhando juntos. Não sei está conversa mole não está me cheirando bem, tenho a mera impressão que este Júlio jogou um balde de área bem grande sobre abrirem a filial na galeria, olhe que intuição feminina não se engana.
— Onde você quer chegar Erick? Não enrole ganho para dizer o que tem que dizer. Vejo minha amiga passando um r**o de olho discreto, tenho que me controlar, preciso fazer um esforço, mais confesso que este, cara não colabora.
— O Júlio me fez enxergar que um espaço dentro de uma galeria não seria o ideal para apresentar joias tão sofisticadas aos nossos clientes, a segurança é mínima, sem contar que os nossos clientes não se sentiram seguros, quero lhe agradecer pelo seu esforço Milena em me apresentar e mostrar as vantagens que eu teria abrindo ali. Eu sabia que o este Júlio não só jogou terra como um caminhão inteiro de área, droga! Todo o meu esforço foi por água abaixo.
— Não vejo o porquê dessa insegurança, a galeria está localizada no centro, rondas policiais são reforçadas naquela área, sem contar que cada loja tem seu próprio segurança, então um assalto é praticamente impossível, acho que vocês estão procurando defeito onde não tem, para continuar pressionando nós duas para vender. Digo com todas as letras, por que se depender da Ana iremos sair daqui já com os papéis da venda assinado por ela.
— Não quero que entenda assim Milena, na verdade, jamais abriríamos uma loja ali, o espaço é maravilhoso, mais para quem tem uma lojinha de bijuterias, algo barato, não para joias que carregaram dezoito quilates de outro, diamantes, rubis tudo, legítimo. Ele tem razão, joias assim não prestam para ficarem expostas no espaço de galeria, por que com certeza seria um espaço visado, como para bandido não existe nada difícil no máximo um mês até ter um assalto lá, infelizmente nesta parte ele tem razão.
— Digamos que eu esteja começando achar que vocês têm razão, não entendo porque o motivo de toda essa conversa, tanto a Ana quanto eu já deixo bem claro que não iremos vender, muito menos alugar o prédio. Estou farta destes dois, estou com vontade de jogar a cadeira a qual estou sentada na cara de p*u dos dois.
— Faremos uma proposta por favor escutem o Júlio falar até o final se após ele falar vocês não concordarem garanto que procuro outro espaço. Hum! Isso está ficando interessante.
Decidi ficar minha atenção toda no tal do Júlio, sabe quando o santo não bate com o da pessoa, pois eu tenho a intenção que o meu não bateu com ele.
— Bem senhoritas a empresa tem alguns prédios desapropriado que não usamos mais para absolutamente nada, todos com ótima localização, a proposta é a seguinte vocês escolhem qual prédio querem se mudam para ele e a gente abre a filial onde vocês funcional agora, para ficar tudo certinho batemos um contrato de aluguel por um ano e depois que passar a gente via o que faríamos, se uma nova proposta de compra ou renovava o contrato de aluguel novamente. A ideia é parecida com a que eu tive, mais não tenho segurança de sairmos do prédio, se depois esses dois invertem algo e não quiserem mais desocupar?
— Esperem, depois quem nos garante que se a gente não aceitar vender, nem renovar o contrato vocês vão querer sair do prédio? Qual a garantia disso? Da para ver que mesmo novo o Erick é um leão no mudo dos negócios, com certeza ele está preparando a melhor hora de da, o golpe de misericórdia.
O tempo todo, Ana não se pronuncia, até parece que ela nem está aqui mais.
— O contrato em cartório lhe darão todas as garantias de que nem eu e muito menos o Erick vamos desobedecer o que vai está nele, aliás se a gente mesmo quebrar as regras, teremos que pagar uma multa considerável a vocês. Toda está conversa está muito linda para o meu gosto, vamos ver agora quando eu fizer a contra proposta.
— Está bem agora vou dizer a vocês a nossa contra proposta. Os mesmo fazem sinal para continuar.
— Por que em vez de nós sairmos do prédio, vocês não alugam só a parte de cima é enorme e no momento só usamos o salão, nada mais do prédio. Eles parecem não acreditar no que eu acabei de propôr.
— Deixar eu ver se entendi Milena, você quer que eu vez da gente alugar o prédio todo, alugar só a parte de cima é isso? E, porque não pode fazer o contrário vocês se mudarem para cima e a gente ficar na parte de baixo? Nossa como esse, cara tem prazer em ser insuportável, por que isso não é normal.
— Porque para montar tudo de novo lá em cima, requer dinheiro, tem algumas coisas delicadas que corremos o risco de perder, tudo isso é muito caro Erick, da, no mesmo se a sua loja for aberta embaixo ou em cima, tenho certeza que seus clientes não se importaram em subir alguns degraus. Digo o mais irônica possível, já estou cheia desses dois, se eu não já explodi é em consideração a Ana.
— Se a minha empresa bancar todo o transporte do material para a parte de cima, montagem tudo vocês aceitariam? Novamente uma proposta boa de mais para o meu gosto.
Ana balança a cabeça para aceitar afinal de contas ele não irá desistir, também tenho que lembrar assim que casar ela vai se ausentar então tenho que me precaver.
— Com certeza essa proposta daí não tem como não aceitar. O tal Júlio se pronuncia novamente, pense num ser que eu não estou conseguindo enxergar na minha frente é ele, este homem não pode ficar calado um minuto, ou deixar de ser tão baba ovo o tempo inteiro?
— Acho que cabe a nós duas dizer se aceitamos a proposta e as suas condições ou não. Falo o fuzilando com o olhar. Pela primeira vez a Ana se pronuncia.
— Nos dê o intervalo de uma semana, depois que passar ou eu, ou a Milena entrar em contato para dizer o que decidimos, acho que por hora não tem necessidade de continuar com está reunião, pelo, o que estou vendo não chegaremos a lugar nenhum com ela. Ela tem razão da maneira que o clima está esquentando, não iremos chegar a alugar algum mesmo, estou com vontade de pegar este vaso que está em cima da mesa e mandar direto na cabeça deste Júlio, que parece mais um papagaio em vez de advogado.
— Está bem uma semana apenas, nenhum um dia a mais, é sempre um prazer conversar com vocês. Não agradeço pela conversa, na verdade, não vejo como entraremos em um acordo que às duas partes se agradem, já que desisti eles não vão isto já é um fato.
— Não se preocupem somos pontuais, se ela está dizendo que uma semana é o suficiente para dizermos o que decidimos assim será. Preciso sair de dentro desta sala não estou aguentando mais essa conversa.
— Ufa! Finalmente estamos fora deste prédio Milena, vir a hora você avançar em cima dos dois. Vontade não faltou viu.
— Foi por pouco amiga, não gostei nada daquele tal Júlio César o advogado papagaio, homem intrometido, eu passei uma semana estudando toda a estrutura da galeria, vendo quais vantagens eu poderia apresentar ao Erick, para aquele sonso desmanchar todo o esforço que eu fiz revendo as matérias que aprendi na minha antiga faculdade, por que mesmo não exercendo mais fui obrigada a terminar ela. Sorte deles que eu não vir sozinha a este encontro, se não eu mostraria com quantos paus se constrói uma canoa rapidinho.
— Por isso mesmo fiz de tudo para sairmos de lá, te conheço, sei quando você já está prestes a explodir, agora vamos comprar nossos chocolates por que a tarde é toda nossa. Só acredito nisto vendo o namorado dela é outro que é inconveniente até dizer chega, não duvido nada que ele dê uma de doido e chegue no paramento como quem não quer nada.
Passamos no mercado para comprar tudo que iremos precisar.
Advinhem com quem demos de cara assim que botamos os pés no apartamento, sim, o embuste futuro marido da Ana. Olho para ela sem entender perguntando na lata o que ele estava fazendo aqui.
— Você pode me explicar o que está fazendo aqui? Tenho certeza que a Ana te avisou que hoje seria a tarde das meninas, ou seja, eu e ela queremos passar um tempo juntas sem você atrapalhando, um programa de amigas o qual você não está incluindo na nossa programação. Olho para ela pedindo desculpas silenciosamente, acho que exagerei com ele, acabei descontando toda a frustração da reunião nele, porém ele não gosta de mim, sempre deixou claro isso, tá! sempre atrapalhando a minha amizade com ela.
— Por está razão amor que sempre falo para você rever suas amizades, está garota é uma m*l-educada, nem parece que é de uma família de um nível social alto, parece mais uma selvagem. Nesta hora não me segurei quando vi a marca dos meus cinco dedos já estavam na sua cara, mais ele me provocou o tempo todo ainda me chamou de selvagem, então fiz jus ao nome que ele acabou de me dá.
— Chega os dois, você vai ir para a sua casa agora, já tínhamos conversado sobre isso, a Milena tem razão quando diz que você sempre finge não entender o que eu digo quando o assunto envolve a minha amizade com ela, por está razão acho melhor você ir para casa, e eu vou fazer o que já tinha programado com a minha amiga. Uau! Eu pensei que ela ficaria extremamente brava por bater nele, mais ela fingiu que nem aconteceu, será que Ana finalmente está percebendo o tipo de homem que ele é, um fingindo dissimulado.
— Desculpa, juro que não queria discutir com seu noivo, mais ele faz questão de me tirar do sério, eu juro que não entendo pro que ele sempre faz isso. Ela não diz mais nada, apenas vai fazer o nosso balde de pipoca para continuarmos de onde paramos, enquanto isso organizo os nossos chocolates.
Minha vida estava parecendo que iria mudar novamente, não sei se para melhor ou se para pior só sei que as mudanças muitas vezes são necessárias para que o resto das coisas venham a acontecer.