Amanheceu e eu passei a noite em Claro pensando se vou aguentar ver Carlos passar pelo teste, mas se eu não aguentar, não poderei assumir Carlos como meu companheiro, sinto me abraçar.
_ Bom dia, minha rainha.
_ Bom dia, lobo solitário.
_ Você parece cansada, não conseguiu dormir?
_ Não, estou preocupada com o seu batismo, não sei se vou suportar ver você passando por tudo aquilo.
_ Suportará, sim, estarei o tempo todo olhando para você, sua força será minha força.
Nós nos beijamos, descemos para tomar o café da manhã. Estou tão tensa que não consigo conversar, Matheus tenta falar de nossa hóspede.
_ Cale a boca, Matheus, estou tomando meu café e não quero ter uma indigestão.
Carlos pega minha mão e sei que fui grossa com Matheus, fechei os olhos tentando me acalmar e falei.
_ Me desculpe Matheus, estou muito nervosa e não tenho que gritar com você, mas por favor, me espere lá fora, que quero privacidade.
_, Mas senhora, e sua segurança?
_ Carlos me protege, fique lá fora.
Matheus gosta de me ver irritada, só pode.
_ É minha obrigação ficar aqui e protegê-la.
Levantei com tudo e, com a faca de pão em punho, fui em direção ao Matheus.
_ Saia daqui antes que eu te mostre que não sou indefesa.
Matheus abaixou a cabeça e saiu. Nineta arrumou a roupa e voltou a se sentar.
_ Desculpe-me, me Carlos, mas eles me tiram do sério, não dá para ser educada o tempo todo com um bando de homens teimosos.
_ Fiquei e******o te vendo em guarda com a faquinha de pão.
_ Você acha que, porque ela é pequena, não faz um estrago? Quer se arriscar?
_ Ei, calma, não precisa me agredir, só fiz uma brincadeira.
_ Desculpe-me, me, mas quando me ponho em modo de defesa é difícil voltar.
_ Vem aqui e senta em meu colo que te acalmo rapidamente.
_ Você é muito safado.
Mas fui e me sentei no colo dele, beijei meu lobo solitário, desci minha mão e massageei o m****o dele, que já estava duro pedindo meu toque.
_ Nineta desse jeito, serei obrigado a te f***r aqui mesmo.
_ Não acredito que você tenha coragem.
_ Você duvida?
_. Sim, duvido, prove para mim que tem coragem.
_ Passou a mão em minhas pernas subindo minha saia, levantou tempo suficiente para tirar o m****o para fora, me colocou a cavalo no colo dele e me penetrou, ali na mesa de café. Minha copeira entrou para saber se queríamos mais alguma coisa, eu saí do colo dele, mas não me deixou e respondeu para a menina.
_ Não queremos nada, saia e feche a porta.
A menina abaixou a cabeça e saiu quase correndo da copa, a voz dele saiu tão grave que até eu me arrepiei.
_ Onde você pensa que ia?
_ Sair de cima de você?
_ Agora você só sai daqui quando eu estiver satisfeito.
Desceu a mão e começou massagear meu c******s, ele sabe como me tocar logo eu estava rebolando no colo dele sem me preocupar que estava em plena copa, e em plena luz do dia. Derreti e senti ele jogando sua semente dentro de mim, agora é dar um jeito de sair de cima dele sem fazer sujeira, Carlos enfiou a mão no bolso, tirou um lenço e me limpou, depois se limpou, me deu um beijo.
_ Agora, querida rainha, acabaremos nosso café da manhã e vê se não me insulta de novo.
_ Você é impossível.
_ Você quem me disse que não teria coragem, eu só te mostrei que tenho.
Despedimos, ele na boate para resolver alguns problemas e eu fui ao escritório convocar os líderes para a iniciação.
Liguei para Júlio, meu Consiglieri; para Francesco Giordano; Afonso Gallo (Siciliano).
Marquei com eles as 14:00 e voltei para a sala, porque tenho que ir resolver algumas pendências no porto, chegou um carregamento de drogas e o fiscal está embarreirando nosso acesso, peguei Matheus que depois de nosso enfrentamento no café da manhã parece que entendeu seu lugar.
Demoramos mais que o necessário, o homem achou que porque uso saias ia conseguir me dobrar e arrancar mais dinheiro do que já leva para liberar minhas cargas, mas um nariz quebrado e duas costelas e ele resolveu liberar meu contêiner, cheguei em casa Júlio já estava na sala com minha doce filha que depois que soube o que fazemos não é mais tão doce assim, me viu chegando e já foi me atacando.
_ Já mandou mais um para eu ter que remendar?
_ Fica tranquila, querida filha, este vai para a plástica, é ótimo ver você também, meu anjo.
Virei e fui ao meu quarto me preparar para a cerimônia, pedi para Júlio trazer Serena porque Carlos precisará de um médico, e sei que mesmo ela nervosa não vai se recusar a ajudar um ser humano.
Coloquei um terno vermelho, prendi os cabelos em um r**o de cavalo, coloquei um cinto que tem uma a******a onde fica minha adaga predileta e já ia saindo Carlos entrou.
Ficou me observando, veio até mim, me pegou pela cintura e me deu um beijo.
_ Aquela movimentação toda lá embaixo é para mim?
_ Sim, já chegaram todos?
_ Acho que sim, vamos descer?
_ Vou primeiro e você depois, não quero que nos vejam juntos antes da cerimônia.
_ Devo te chamar de senhora?
_ Só não fala nada, só o que eu te mandar falar, OK?
_ Ok!
Desci, recebi os líderes e fui com eles para o galpão, assim que Carlos chegou Francisco foi bem perto e encarou ele nos olhos.
_ Não sei o que Nineta viu em você, mas hoje provaremos que você não aguenta, ou será que aguenta?
_ Veremos.
Siciliano, que não sabe ficar com a língua na boca, falou para Francisco.
_ Será que você não vê mesmo o que Nineta viu no rapaz aí? Ele é jovem, cheio de energia e você é um velho sem desconfiômetro, que se duvidar não levanta nem com Viagra.
_ Só não vou te matar em respeito à nossa Don, que nos chamou aqui para outra coisa, mas você ainda não me escapa.
Resolvi parar as tensões antes que tivesse que limpar mais sangue do que pretendo.
_ Hoje, vocês estão aqui porque meu pupilo passou nos testes impostos a ele e hoje será batizado como m****o de nossa família. Carlos tem certeza de que quer fazer parte da família?
_ Sim, tenho senhora!
_ Então começaremos, tragam a imagem de Santa Ana.
Os meninos trouxeram uma imagem de 50 centímetros e colocaram em cima da cadeira. Nineta começou a cerimônia.
_ Carlos, hoje você está na presença de três (homens de honra) líderes de nossa família e na frente deles, como Don desta casa, vou te passar as leis.
**A Cosa Nostra tem o dever de defender o fraco de abuso de poder, e defender a família de qualquer tipo de agressão.**
Pegou a adaga da cintura, fez um corte na própria mão e me pediu a minha. Fez um corte e juntou nossas mãos para que o sangue se misture.
**Agora, seu sangue está se misturando com o líder máximo desta casa, te tornando um m****o, meu sangue também corre em suas e de agora em diante é um dever me proteger como sua líder.
O sangue escorreu em cima da imagem. Nineta pegou e me entregou.
Francisco vem com um maçarico e coloca fogo na santa. Acho que ela já é preparada para queimar, fiquei olhando as chamas consumirem a imagem até chegar nas minhas mãos.
Nineta me diz:
Repete comigo;
**Que minha carne queime como está santa se eu falhar em manter meu juramento.**
A dor era tanta que quase soltei, mas tenho que esperar ela ou um dos líderes me mandar soltar. Achei os olhos de Nineta e fiquei ligado nela, não sei quanto demorou, mas quando me mandaram soltar, eu não conseguia tirar as mãos da imagem. Foi Nineta quem me ajudou.
Fui levado até a sala e não me lembro exatamente o que aconteceu, a dor nas mãos era tanta que fiquei paralisado.
Só senti um alívio momentâneo, enfiei minhas mãos em água gelada. Ouvi Serena gritando com a mãe dela.
_ A senhora é louca, o rapaz pode perder as mãos, isso é muito bárbaro.
_ São as nossas leis, ele sabia o que ia passar, cuide bem dele, por favor.
_ Farei isso por ele e não pela senhora, monstro é pouco para o que a senhora é.
Ouvi as palavras de minha filha e me senti exatamente como ela me descreveu, um monstro.