Carlos se metendo onde não é chamado

1154 Words
Falei mais um pouco com a Miriam e fui para casa pensando em como resolver, estava tão concentrada em meus pensamentos que me assustei quando Carlos falou comigo. _ Nineta você está bem? Precisa de ajuda para resolver algum problema? _ Por enquanto você não pode me ajudar, mas quem sabe mais para frente. Agora preciso arrumar alguém de confiança para tocar a boate. _ Se você precisar estou aqui para você. _ Ok. “Carlos” Tentei me aproximar mas Nineta é arisca, se fecha e quando se trata dos negócios então aí ela é quase um cofre sem chave, difícil de abrir Chegamos e Júlio veio de encontro. _ Senhora, nosso hóspede está na suíte. _ Júlio leva Carlos com você e dá o tratamento vip para o homem, mais tarde eu vou lá falar com ele. _ Sim senhora, vamos Carlos. “Carlos” O que será tratamento vip? Acho melhor não perguntar. Cheguei acompanhando o Júlio e o homem está amarrado em uma cadeira, pelo jeito já apanhou bastante, quando percebe que chegamos começa a chorar. _ Pelo amor de Deus, eu já disse tudo o que eu sabia. _ Quem foi que mandou matar o capo? _ Eu já te disse, não existe outra resposta, por favor fala pra ela que eu não quero morrer. _ Daqui a pouco ela vai vir falar com você e é melhor falar a verdade. Júlio desferiu dois socos no rosto do homem vi um dente dele voar no chão, tem sangue por todo lado, eu resolvi tentar falar com o homem. _ Homem me fala porque você não fala o que eles querem saber? _ Eu não posso, eu vou morrer de um jeito ou de outro. _ Como assim, me dá uma explicação para que eu tenha como te salvar. _ Se eu falar o que ela quer saber vão me matar e também minha família, se eu morrer em silêncio tem uma chance de minha família viver. _ Estão ameaçando sua família? Não deu tempo de eu perguntar mais nada Nineta chegou, foi até o homem e perguntou. _ Você tem alguma coisa para me dizer? _ Senhora eu já disse tudo o que eu sabia, por favor não me mate. _ Eu sei que você sabe mais do que está falando, me diz a verdade e eu deixo você viver. _ Senhora eu não tenho mais nada a dizer. “Carlos” Vi Nineta esticar a mão esperando a arma de Júlio, eu vou tentar salvar a vida do homem, não posso deixar ele morrer desse jeito, quando Júlio colocou a arma na mão dela, eu segurei o braço impedindo que ela atirasse na cabeça do homem. _ Senhora me escuta, não mate o homem. Ela ficou um momento me olhando, virou o corpo me deu um chute no meio das pernas que acho que nunca mais vou poder ter filhos, torceu meu braço para trás e chutou na junta do meu joelho me fazendo ajoelhar no chão, a arma que estava apontada para a cabeça do homem agora está apontada para mim, eu resolvi falar para tentar salvar a minha vida. _ Senhora, estão ameaçando a família dele por isso ele não fala. Ela olhou para mim e engatilhou a arma, eu fechei os olhos esperando a morte, só ouvi os tiros e abri os olhos e ela tinha atirado para cima. _ Nunca mais questione uma decisão minha, agora o homem é responsabilidade sua, se realmente a família dele está sendo ameaçada e ele vai me contar o que quero saber, vou garantir a segurança da família dele, mas para isso preciso de uma prova que ele está falando a verdade. Você tem até amanhã para me dar essa prova senão eu vou enterrar os dois juntos para que morram abraçados. Júlio faça cumprir minha ordem. _Sim senhora. Júlio virou para mim e disse _ Espero que você saiba o que fez, porque senão vou ter que te enterrar vivo. _ Vou resolver isso Júlio. _ Tomara. Júlio saiu e me deixou sozinho com o homem, eu fui até ele e tirei as cordas. _ Como você se chama? _ Antônio, o senhor não devia ter se metido, agora vamos morrer os dois. _ Me conta e que você sabe e vamos ver se consigo provar para ela que você fala a verdade. _ Eu sei que ela é poderosa mas o homem que matou o marido dela também é, nós vamos morrer de um jeito ou de outro, e agora condenei minha família também. _Quem é o mandante? Quem foi? _ O Consiglieri dela, o senhor entendeu porque não vai adiantar falar ela não vai acreditar que o cunhado dela mandou matar o irmão. _ E porque ele fez isso? _ Porque ele achou que ia dominar a senhora e ia mandar em tudo. _ Pelo poder, ele matou o próprio irmão, como vou fazer ela acreditar em mim? “Nineta” Saí dali e fui vigiar meu lobo solitário pelas câmeras, vamos ver o que você vai fazer agora, a prova da lealdade você quebrou, não me respeitou, no final sua parte policial falou mais alto, vamos ver se consegue pelo menos descobrir o que eles me escondem, eu ouvi a confissão só tem uma coisa errada meu cunhado não é irmão do meu marido, será que existe a possibilidade do nosso hóspede estar tentando enganar a todos, se for isso meu lobo morreu, não vou poder voltar atrás de uma palavra dada. Vou lá vamos ver o que dá. Cheguei no galpão o homem já se encolheu todo. _ Calma homem eu só vim conversar, você falou que foi meu cunhado quem mandou matar meu marido. Carlos levantou com tudo e me encarou nervoso. _ Você estava nos escutando? Não confia em mim. _ Você achou mesmo que eu ia sair daqui e deixar você sozinho com meu hóspede sem nenhum monitoramento? E não, eu não confio em você. _ Seu cunhado matou o próprio irmão para chegar ao poder, foi isso. _ Quem falou para o senhor que meu cunhado e meu marido são irmãos? Vi o homem abaixar a cabeça. _ Fala logo que a minha paciência é bem curta. _ Eu sei que não são senhora, mas seu capanga falou tão confiante que achei que poderia estar errado. _ O que mais você sabe, e onde está sua família agora? _ Eu só sei que o senhor Raffaele achou que ia conseguir controlar a senhora por intermédio de sua cunhada, ela achou que a vossa amizade ia manter a senhora controlada e ele ia conseguir controlar a máfia. _ Então ele não tinha intenção de me tirar do poder, sempre foi essa a intenção era dominar a mulher fraca e o menino ia me manter no poder para mandar através de mim, pena que não sou tão fraca quanto ele imaginou.
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