_ Agradeço sua amizade, mas não fiz nada, só tirei ela do meio das más companhias.
Olhei para a enfermeira que agora parece sem cor e muito medo, o doutor deve ter falado para ela quem eu sou.
_ Ju, chame o maqueiro para me ajudar a descer com meu amigo.
_. Sim, senhora, agora mesmo senhora, já estou indo senhora.
_ Se ela falar mais uma senhora, eu vou, fazer ela engolir a senhora.
O médico deu uma risada meio sem entender minha reação, porque sempre aceitei numa boa o exagero das pessoas em me paparicar.
O maqueiro chegou com uma cara emburrada, e veio direto no Carlos.
_ Vamos que tenho mais o que fazer.
Carlos levantou, sentiu dor e sentou de novo. O maqueiro deve não estar em um dia bom, mas ficará pior, se ele continuar sendo grosso desse jeito.
_ Vamos, cara, a vida continua, você tomou um tiro, mas tenho mais quatro pacientes me esperando.
_ Como você se chama?
_ A senhora falou comigo?
_. Sim, falei, perguntei seu nome, porque nem o crachá você não está usando.
_ Me chamo Márcio Campos, sou funcionário do hospital há cinco anos, quer meu número de cadastro também.
O doutor tentou me acalmar.
_ Senhora, ele não sabe com quem está falando, eu resolvo isso.
_ Doutor agora é tarde, Márcio eu não estou nem aí se você tem cinco anos ou cinco dias de casa, você está fora deste hospital e precisará de uma cirurgia se não sair daqui agora.
_ Quem a senhora pensa que é para falar assim comigo?
_ Sou uma mulher e vou te ensinar a ter respeito com os pacientes.
Virei colocar minha bolsa na cabeceira da cama voltei até onde o rapaz i****a estava, e acho que nunca na vida ele se imaginou apanhando se uma mulher, fechei a mão dei um soco de cima para baixo no nariz dele, senti a cartilagem do nariz se partindo, quando ele levou a mão segurar o nariz juntei na mão e torci para trás, dei um chute na Junta dos joelhos e caiu de joelhos, juntei nos cabelos e puxei para trás.
_ A senhora é louca, me solta.
_ Doutor, acho que não foi o suficiente, enfiei dois dedos no nariz quebrado e puxei para trás, ele começou a gritar de dor.
_ Agora pede desculpas para meu amigo, vamos!
_ Processarei a senhora por machucar meu nariz, me solta agora.
Tinha um bisturi em cima da mesa perto da cama, eu me movi, peguei o bisturi e mostrei para ele.
_ Você tem cinco segundos para pedir desculpas para meu amigo, ou vou te deixar sem as orelhas porque acho que estão te atrapalhando a me ouvir.
_ Vou te denunciar e vou te arrancar até as calças.
Passei o bisturi, arranquei a orelha dele, soltei a mão e disse.
_ De adeus para sua orelha, e de graças a deus que não estou a fim de matar ninguém hoje.
Fui até o Carlos, ajudei ele a sentar na cadeira, peguei minha bolsa e saí do hospital.
Estava bom demais para ser verdade, o dia havia começado bem e eu não tinha me estressado ainda, agora estou querendo acabar o que comecei.
Ajudei Carlos entrar no carro e Matheus me viu suja de sangue, mas não perguntou nada, sabem reconhecer que minha paciência foi testada.
Chegamos em casa e minha governanta veio me ajudar com Carlos, mas eu não permito, continuo irritada e ela me conhece bem, quando levantei a mão ela parou onde estava meio surpresa porque faz tempo que ela não me vê tão possessiva com ninguém.
_ Senhora, qual quarto ele ficará?
_ No meu, vai subindo na frente e deixando pronto.
_ Desculpa senhora, mas eu ouvi direito, no seu quarto?
_ Você tem alguma objeção?
_ Não, senhora, só achei que poderia ter ouvido errado.
_ Agora escutou direito, então?
_. Sim, senhora, já estou indo.
Vi minha governanta subir correndo para arrumar minha cama, que deve estar arrumada, mas ela já percebeu que eu não quero ninguém perto do que é meu.
_ Vem Carlos, segura em mim vou te ajudar a subir.
_ Posso mesmo, não vai me agredir?
_ Não sei porque você está falando assim, eu estou muito calma.
_ Se hoje você está calma, eu não quero te ver nervosa.
_ É só não me tirar do sério e ficaremos bem.
_ Espero minha rainha.
“Carlos”
Segurei na cintura dela e subi para o quarto, a dor é tamanha que não sei como cheguei ao fim da escada, mas um passo de cada vez e agora estou na porta do quarto.
Nineta abriu a porta e me ajudou a chegar na cama, a tal governanta ainda estava esperando ordens.
_ Pode ir e preparar uma refeição leve, Carlos não pode comer gorduras.
_. Sim, senhora.
_ Quando estiver pronta atrás na porta, mas não precisar entrar, deixe na mesa que eu pego.
_ Como a senhora quiser.
Nineta esperou a governanta sair, foi até a porta e passou a chave, voltou até onde eu ainda estava sentado na beira da cama, ajoelhou, tirou meus sapatos, estiquei minha mão, enfiei no meio dos cabelos dela e puxei para mim.
_ Agora quero um beijo, minha rainha.
_ Você precisa descansar, ouviu o que o médico falou?
_ Preciso da minha dose diária de medicação, vem me dar.
Nineta se aproximou de mim e me beijou, segurei seus cabelos e não deixei se afastar, enfiei minha língua na boca dela e agora, sim, dei um beijo de verdade.
Nineta não se afastou, mas me pediu para parar.
_ Carlos vou te ajudar a tirar as roupas e a tomar um banho.
_ Eu queria estar bem para poder apreciar você tirando minhas roupas.
_ Teremos tempo mais para frente, agora é só cuidado.
Nineta me ajudou a tirar a roupa e se despiu também, me levou para o banheiro, entrou comigo embaixo do chuveiro e me lavou, eu fiquei só apreciando o corpo dela que eu não havia visto assim todo despido, sempre tinha algumas peças de roupa ainda.
Ajudou a me secar e arrumou uma calça de moletom para eu pôr, me deitou e foi se vestir, colocou um pijama e um robe, abriu a porta pegar nossa refeição, trouxe até a cama e o cheiro fez meu estômago doer de fome.