Ele vai ficar em meu quarto

1075 Words
_ Agradeço sua amizade, mas não fiz nada, só tirei ela do meio das más companhias. Olhei para a enfermeira que agora parece sem cor e muito medo, o doutor deve ter falado para ela quem eu sou. _ Ju, chame o maqueiro para me ajudar a descer com meu amigo. _. Sim, senhora, agora mesmo senhora, já estou indo senhora. _ Se ela falar mais uma senhora, eu vou, fazer ela engolir a senhora. O médico deu uma risada meio sem entender minha reação, porque sempre aceitei numa boa o exagero das pessoas em me paparicar. O maqueiro chegou com uma cara emburrada, e veio direto no Carlos. _ Vamos que tenho mais o que fazer. Carlos levantou, sentiu dor e sentou de novo. O maqueiro deve não estar em um dia bom, mas ficará pior, se ele continuar sendo grosso desse jeito. _ Vamos, cara, a vida continua, você tomou um tiro, mas tenho mais quatro pacientes me esperando. _ Como você se chama? _ A senhora falou comigo? _. Sim, falei, perguntei seu nome, porque nem o crachá você não está usando. _ Me chamo Márcio Campos, sou funcionário do hospital há cinco anos, quer meu número de cadastro também. O doutor tentou me acalmar. _ Senhora, ele não sabe com quem está falando, eu resolvo isso. _ Doutor agora é tarde, Márcio eu não estou nem aí se você tem cinco anos ou cinco dias de casa, você está fora deste hospital e precisará de uma cirurgia se não sair daqui agora. _ Quem a senhora pensa que é para falar assim comigo? _ Sou uma mulher e vou te ensinar a ter respeito com os pacientes. Virei colocar minha bolsa na cabeceira da cama voltei até onde o rapaz i****a estava, e acho que nunca na vida ele se imaginou apanhando se uma mulher, fechei a mão dei um soco de cima para baixo no nariz dele, senti a cartilagem do nariz se partindo, quando ele levou a mão segurar o nariz juntei na mão e torci para trás, dei um chute na Junta dos joelhos e caiu de joelhos, juntei nos cabelos e puxei para trás. _ A senhora é louca, me solta. _ Doutor, acho que não foi o suficiente, enfiei dois dedos no nariz quebrado e puxei para trás, ele começou a gritar de dor. _ Agora pede desculpas para meu amigo, vamos! _ Processarei a senhora por machucar meu nariz, me solta agora. Tinha um bisturi em cima da mesa perto da cama, eu me movi, peguei o bisturi e mostrei para ele. _ Você tem cinco segundos para pedir desculpas para meu amigo, ou vou te deixar sem as orelhas porque acho que estão te atrapalhando a me ouvir. _ Vou te denunciar e vou te arrancar até as calças. Passei o bisturi, arranquei a orelha dele, soltei a mão e disse. _ De adeus para sua orelha, e de graças a deus que não estou a fim de matar ninguém hoje. Fui até o Carlos, ajudei ele a sentar na cadeira, peguei minha bolsa e saí do hospital. Estava bom demais para ser verdade, o dia havia começado bem e eu não tinha me estressado ainda, agora estou querendo acabar o que comecei. Ajudei Carlos entrar no carro e Matheus me viu suja de sangue, mas não perguntou nada, sabem reconhecer que minha paciência foi testada. Chegamos em casa e minha governanta veio me ajudar com Carlos, mas eu não permito, continuo irritada e ela me conhece bem, quando levantei a mão ela parou onde estava meio surpresa porque faz tempo que ela não me vê tão possessiva com ninguém. _ Senhora, qual quarto ele ficará? _ No meu, vai subindo na frente e deixando pronto. _ Desculpa senhora, mas eu ouvi direito, no seu quarto? _ Você tem alguma objeção? _ Não, senhora, só achei que poderia ter ouvido errado. _ Agora escutou direito, então? _. Sim, senhora, já estou indo. Vi minha governanta subir correndo para arrumar minha cama, que deve estar arrumada, mas ela já percebeu que eu não quero ninguém perto do que é meu. _ Vem Carlos, segura em mim vou te ajudar a subir. _ Posso mesmo, não vai me agredir? _ Não sei porque você está falando assim, eu estou muito calma. _ Se hoje você está calma, eu não quero te ver nervosa. _ É só não me tirar do sério e ficaremos bem. _ Espero minha rainha. “Carlos” Segurei na cintura dela e subi para o quarto, a dor é tamanha que não sei como cheguei ao fim da escada, mas um passo de cada vez e agora estou na porta do quarto. Nineta abriu a porta e me ajudou a chegar na cama, a tal governanta ainda estava esperando ordens. _ Pode ir e preparar uma refeição leve, Carlos não pode comer gorduras. _. Sim, senhora. _ Quando estiver pronta atrás na porta, mas não precisar entrar, deixe na mesa que eu pego. _ Como a senhora quiser. Nineta esperou a governanta sair, foi até a porta e passou a chave, voltou até onde eu ainda estava sentado na beira da cama, ajoelhou, tirou meus sapatos, estiquei minha mão, enfiei no meio dos cabelos dela e puxei para mim. _ Agora quero um beijo, minha rainha. _ Você precisa descansar, ouviu o que o médico falou? _ Preciso da minha dose diária de medicação, vem me dar. Nineta se aproximou de mim e me beijou, segurei seus cabelos e não deixei se afastar, enfiei minha língua na boca dela e agora, sim, dei um beijo de verdade. Nineta não se afastou, mas me pediu para parar. _ Carlos vou te ajudar a tirar as roupas e a tomar um banho. _ Eu queria estar bem para poder apreciar você tirando minhas roupas. _ Teremos tempo mais para frente, agora é só cuidado. Nineta me ajudou a tirar a roupa e se despiu também, me levou para o banheiro, entrou comigo embaixo do chuveiro e me lavou, eu fiquei só apreciando o corpo dela que eu não havia visto assim todo despido, sempre tinha algumas peças de roupa ainda. Ajudou a me secar e arrumou uma calça de moletom para eu pôr, me deitou e foi se vestir, colocou um pijama e um robe, abriu a porta pegar nossa refeição, trouxe até a cama e o cheiro fez meu estômago doer de fome.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD