“Carlos”
Esta mulher acabará comigo, como será que ela conseguiu entrar aqui e vestida de enfermeira, farei ela por aquela roupa para eu tirar, minha vida é uma loucura.
“Nineta”
Saí do hospital, entrei em meu carro e fui para casa, amanhã trarei o Carlos para dentro de casa que se dane o que vão dizer, eu sou o Don e não devo satisfação, devo, mas darei quando e como eu quiser, tenho que ver onde Angela se escondeu, aquela traidora não vai me escapar e ainda vai para a prisão pela morte do marido, já mandei colocarem provas de que foi ela quem matou o Raffaele, agora é só acharem ela com o corpo dele, parecerá que ela está tentando se desfazer da prova do crime.
Depois que eu resolver esse problema vou me dedicar a meu lobo solitário e ao casamento da minha filha, para depois colocar Júlio de meu Consiglieri e Carlos de meu braço direito até conseguir torná-lo um homem da família para poder me casar com ele.
Levantei cedo, tomei um banho bem relaxante, desci tomar meu café da manhã, minha filha já estava na mesa e Júlio em pé como todo dia.
_ Júlio sente-se perto de sua noiva.
_ Senhora não é adequado, eu prefiro ficar em pé.
_ É uma ordem, sente se e a partir de amanhã você coloca outro segurança no seu lugar e sente-se conosco na mesa.
_ Mãe não precisa disso, Júlio não vai se importar.
_. Mas eu vou, meu genro tem que agir como tal, e não como um empregado da casa.
_ A senhora não entende que eu só estou me casando com ele para a senhora não fazer nenhuma maldade com ele.
_ Seu casamento será de verdade, ignoro qual seu motivo, mas vão dormir juntos e fazer tudo o que um casal faz, e também não será difícil eu já te vi se esfregando nele lá na piscina, ou vai me dizer que tive alucinações.
_ Nossa mãe isso é muito íntimo, como a senhora fala disso, como se fosse uma coisa natural.
_ Porque para mim é muito natural, vocês já se conhecem bem até demais, então para de bancar a virgem pura e faz esse casamento dar certo que quero netos correndo aqui em casa.
_ Tudo bem, comprarei um vestido de noiva porque não conseguirei fugir desse casamento.
_ E leva seu noivo no alfaiate para escolher um terno bem bonito, e vê se você quer decorar a casa ou se vai ser uma cerimônia simples.
_ Vem Júlio, temos muito o que resolver, senão ela traz o juiz aqui e assinaremos o contrato de casamento.
_ Vá com sua noiva deixa que eu resolva quem vai comigo ao hospital.
_, Sim, senhora
Serena ainda irritada fala para Júlio.
_ E não precisa falar com minha mãe assim, ela não será mais sua patroa.
_ Tudo bem-querida, vou me acostumar.
Saíram e eu tomei meu café no silêncio, parece que não consigo um momento de paz, será que Matheus já consegue guiar? Chamarei mais uns três meninos para me acompanhar.
Fui ao galpão e escolhi três rapazes para nos acompanhar, Matheus já está na ativa e vai guiando, eu pedi para que eles viessem em outro carro não confio em ninguém para por junto comigo.
Chegamos em frente ao hospital e eu não sei exatamente como agir, Matheus fala comigo.
_ Senhora chegamos, o que a senhora quer que eu faça?
_ Vai lá dentro e vê se ele já está liberado, se estiver traz ele por favor.
Matheus entrou no hospital e logo retornou.
_ Senhora só um m****o da família pude saber notícias do paciente.
_ Vou lá.
Cheguei na recepção e dei o nome dele a atendente perguntou qual minha ligação com ele, falei uma coisa incontestável.
_ Sou esposa dele.
_ Senhora me desculpe eu não sabia, pode subir senhor Carlos já está de alta e a sua espera.
_ Muito obrigado
Agradeço a recepcionista e vou ao elevador buscar meu marido, ele já tinha deixado meu nome como esposa dele, mas que homem confiante. Cheguei ao andar a enfermeira já veio me receber com um sorriso.
_ Senhora Nineta, Carlos já está impaciente a sua espera, ele disse que a saudade é tanta que chega a doer.
_ Carlos é assim mesmo muito afetuoso.
_ A senhora tem muita sorte de ter um homem tão apaixonado.
_ Tenho não tenho, onde ele está?
_ No quarto dele, vem que acompanho a senhora até lá.
Fiquei olhando a enfermeira toda melosa para o lado de meu suposto marido.
_ Carlos você está com dor, quer que eu chame o doutor?
_ Não precisa Ju, meu remédio acabou de chegar.
_ Nossa que amor, a senhora tem muita sorte.
_ Eu já entendi Ju pode ir agora, que cuido do meu favo de mel.
Depois que a enfermeira saiu, Carlos ficou me olhando engraçado.
_ Favo de mel?
_ Ela estava tão derretida por você que foi a única coisa que lembrei.
_ Minha rainha, não imaginei você ciumenta, mas confesso que gostei.
_ Acho melhor você não me deixar com ciúmes, posso perder a calma e atirar na cara de uma derretida sem nem pensar duas vezes.
_ Vamos, minha esposa, quero ir para casa.
_ Temos que esperar o médico trazer as orientações.
_ Vem aqui me dar um beijo, estou com saudades.
_ Carlos, você não esqueceu quem sou, esqueceu?
_ Claro que não, é minha esposa, a mulher por quem mato ou morro.
Nineta veio até onde estou e me deu um selinho.
_ E fique satisfeito, o doutor sabe quem sou, e não posso demonstrar fraqueza.
D. Hernandez entra e todo respeitoso, fala comigo.
_ Senhora, seu amigo foi muito bem atendido tendo sido feito todo procedimento de recuperação do intestino, darei alta, mas ele deve permanecer em repouso e cuidados intensivos, aqui estão as receitas dos medicamentos e o retorno que agendei para daqui a uma semana.
_ Obrigada doutor, eu cuidarei para que ele faça o repouso certinho, se eu precisar que o senhor atenda ele em casa o senhor se disponibiliza a ir?
_ Claro, senhora, eu devo a vida da minha filha para a senhora, o que a senhora precisar pode contar comigo.