“Carlos”
Fui levado para o hospital e não sei o que foi dito, sei que fui atendido e levado ao centro cirúrgico, fui operado e ninguém me perguntou o que me aconteceu, o tiro perfurou meu intestino, mas o médico me garantiu que com o tratamento certo logo vou me recuperar, não vi mais ninguém, nem sei se vou voltar na casa da Nineta ou se me descartaram, mas por agora só tenho que ficar e esperar.
“Nineta”
Cheguei de volta no galpão, os homens que levaram Carlos para o hospital me disseram que ele estava em cirurgia, depois falo com nosso contato no hospital para ter notícias, agora tenho que descobrir como que os homens sabiam que eu estava com pouca proteção exatamente naquele momento, temos um rato, em nosso galpão, chamei Júlio e fui com ele para o escritório.
_ Júlio temos que descobrir quem está passando informações para fora da casa.
_ Vou por todos de castigo até aparecer o culpado.
_ Júlio, se fecharmos o cerco de uma vez, não pegaremos.
_ O que a senhora recomenda, o que faremos.
_ Divide o grupo em partes, faz bloco de 10, você dará a mesma notícia para todos, mas de maneira diferente, a que vazar será o grupo em que está nosso rato.
_ Que tipo de notícia vazaremos?
_ Seu casamento, passe para eles três datas diferentes.
_ Conto com quem casarei?
_ Sim, e diz que é consensual, que vocês se apaixonaram.
_ E o que faremos quanto a morte do Raffaele?
_ Vocês deixaram o corpo dele aonde eu mandei?
_. Sim, senhora, mas não entendi.
_ Logo você entenderá, e Júlio consegue uma roupa de enfermeira do hospital onde Carlos está internado.
_ É para já senhora.
“Carlos”
Já estou cansado, cada vez que o quarto é aberto, é uma enfermeira verificando a pressão, medicação. Como estou sozinho e eles ainda não liberaram para eu ir ao banheiro, preciso chamar as enfermeiras. Já nem me importo muito, é quase automático que elas peçam meu braço e eu nem olhei para elas. Fico assistindo ao que está passando na TV para ver se elas vão embora logo. Já tentei pegar um celular emprestado, mas a enfermeira disse que não tenho autorização.
Estiquei o braço e nem olhei para ela, mas ela não pegou meu braço, levou a mão por baixo do lençol e pegou em meu pênis, olhei para ela para ficar bravo, agora ainda vai me entrar no quarto uma tarada.
Quando olhei até soltei a mão que acabou de chegar ao lugar que estava indo.
_ Nineta, você está aqui mesmo ou estou com febre e delirando.
_ Você acha que está com febre? Em lobo solitário.
_ Se estiver não quero remédio, isso está ótimo.
Nineta levantou da cadeira e veio bem perto, me beijou com suavidade.
_ Precisava te ver, como você está?
_ Agora muito melhor, você está aqui sozinha?
_ Ninguém sabe que estou aqui, fique tranquilo.
_ Como que posso ficar tranquilo quase conseguiram te matar.
_ Você me salvou, e quase morreu para isso.
_ E o Raffaele?
_ Está muito bem guardado, na hora certa ele aparecerá.
_ E o que será de nós? Passei em seu teste?
_ Falta um, mas deixa para falar nisso quando você se recuperar, o doutor disse que você terá alta amanhã a tarde, eu vou te buscar.
_ E vai me levar para o galpão, pode deixar que fico em minha casa.
_ Cala a boca Carlos, amanhã virei te buscar e não discute comigo, você é quase um m****o da máfia e me deve obediência.
_. Sim, senhora, obedecerei, senhora, como a senhora quiser.
_ Você está sendo infantil, pare de agir assim.
_ É melhor você ir embora antes que alguém te veja com um soldado.
_ Vou depois que te der um beijo, meu soldado predileto.
_ E se alguém entrar e ver você me beijando.
_ Digo estar te fazendo uma respiração boca a boca.
“Nineta”
Beijei o ombro, o peito, desci minha mão brincar com o m****o dele e cheguei nos lábios, Carlos passou a mão nos meus cabelos e me beijou com desejo, enfiou a língua em minha boca e eu apertei a mão, Carlos gemeu e sei que não é de dor e sim porque está tão e******o quanto eu. Parei o beijo e tirei minha mão.
_ Até amanhã! Meu lobo solitário.
Peguei a bandeja com os aparelhos e sai do quarto.