Trim! Trim! Trim!
Meu despertador gritava bem ao lado da minha cabeça.
Eu gemi e me sentei lentamente.
A dor ainda estava ali.
Fraca, mas presente.
— Ugh. Eu odeio segundas-feiras.
Esfreguei os olhos antes que meu olhar caísse sobre a roupa de cama.
Eu congelei.
Sangue.
Pequenas manchas de sangue cobriam meu travesseiro.
Meus dedos tremeram quando toquei meu nariz. Ainda havia sangue seco ali.
Aquilo não era normal.
Três dores de cabeça.
Três sangramentos nasais.
E agora isso.
O que poderia estar acontecendo comigo?
Minha mente imediatamente foi para o pior pensamento.
Eu estou morrendo?
Soltei uma risadinha.
— Agora eu já estou começando a me assustar sozinho.
Meu celular emitiu um sinal.
Levantei rápido demais.
O quarto inclinou para o lado.
Agarrei a borda da cama e me segurei até tudo voltar ao normal.
Talvez eu simplesmente não tivesse comido o suficiente na noite anterior.
Suspirei.
— Eu deveria simplesmente me arrumar.
Fui ao banheiro, tomei banho, me vesti e arrumei minha mochila.
Hoje seria um dia longo.
Eu precisava me preocupar com a prova do Bryan.
E ainda tinha outra coisa para resolver.
O hospital.
Eu precisava procurar um médico sem contar a ninguém.
Se a mamãe descobrisse, entraria em pânico. O papai ficaria superprotetor. E o Bryan provavelmente me interrogaria.
Eu não conseguiria lidar com isso.
Ainda não.
Desci correndo.
O cheiro do café da manhã me atingiu assim que entrei na cozinha.
Meu estômago se revirou.
Levei a mão à boca.
— Ugh...
Virei o rosto para longe da comida e tive uma ânsia seca.
Mamãe veio correndo até mim.
— Louis! O que aconteceu?
— Nada.
— Nada? Você está tendo ânsia!
— É só o cheiro.
Ela franziu a testa.
— Sente-se. Vou colocar alguns lanches na sua mochila.
— Mãe, eu estou bem.
Ela me ignorou e começou a encher um pequeno recipiente.
— Se você não estiver se sentindo bem, volte para casa imediatamente.
— Vou voltar.
Bryan me lançou um olhar do outro lado da sala.
Ele não disse nada.
Então voltou a prestar atenção no que estava fazendo.
Coloquei um sorriso no rosto.
— Tchau, mãe.
— Tchau, bebê. Cuide-se.
— Onde estão os outros?
Ela revirou os olhos.
— Aqueles porcos? Ainda estão lá em cima. Não sei por que seus irmãos sempre podem chegar atrasados à escola.
Eu ri.
— Até mais tarde.
Saí de casa.
No momento em que a porta se fechou atrás de mim, meu sorriso desapareceu.
— Preciso encontrar tempo para ir ao hospital.
Coloquei os fones de ouvido e deixei minha música favorita tocar.
Por alguns minutos, fingi que tudo estava normal.
Mais uma segunda-feira.
Mais um dia de escola.
Mais um problema.
Mas, dessa vez, eu carregava comigo um segredo que nem eu mesmo entendia.
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Quando cheguei à escola, os alunos já entravam por todos os lados.
Mais um dia.
Mais um problema.
Eu m*l tinha chegado ao meu armário quando fui atacado por trás.
— Peguei você!
— Blaine!
Ele passou um braço pelo meu pescoço.
Afastei de mim aquele corpo de quase dois metros de altura.
— Eu já te disse mil vezes para não me atacar por trás!
Ele riu e bagunçou meu cabelo.
— Você fica engraçado quando está irritado.
— E você é irritante o tempo todo.
Ele abriu um sorriso.
— O que aconteceu com você hoje de manhã?
— Só cala a boca. A mamãe não está com disposição hoje para mimar o filho irritante dela.
Ele levou uma mão ao peito, fingindo estar ofendido.
— Me desculpe, mamãe. Então esse moleque aqui vai se despedir.
Revirei os olhos enquanto caminhávamos para a sala de aula.
Por um momento, esqueci do hospital.
Esqueci do sangue.
Esqueci das dores de cabeça.
Então nos sentamos.
O...