capitulo 5

539 Words
Ponto de vista de Louis Bip. Bip. Bip. Meu despertador gritava ao meu lado. Estendi a mão, tentando encontrar aquela maldita coisa. Em vez disso, caí da cama. Tum! — Ugh! Uma dor aguda atravessou minha lateral. Por um momento, fiquei deitado, encarando o teto. — Nunca mais vou a uma festa. Lentamente, tentei me levantar. Foi uma péssima ideia. Uma onda de náusea e tontura tomou conta de mim, e imediatamente voltei a cair sobre o colchão. A festa de ontem tinha sido divertida. As consequências? Nem tanto. Depois de alguns minutos, forcei-me a levantar. Minha lateral machucada doía enquanto eu me apoiava na parede. Arrastei-me até o banheiro. Minha cabeça parecia estranhamente pesada. — Eu odeio meu corpo. Olhei para o espelho. Por um momento, m*l reconheci a mim mesmo. Meu rosto estava pálido. Cansado. Quase como se eu estivesse desaparecendo aos poucos. Balancei a cabeça. Ainda tenho oitenta e oito dias. Então por que parecia que eu ia morrer hoje? — Nunca mais vou encostar em álcool. Joguei água no rosto. Não adiantou. Minha mão machucada ardia, e as olheiras escuras me faziam parecer um fantasma. — Eu estou horrível. Desci as escadas. Antes mesmo de chegar à cozinha, senti o cheiro de café. — Café. Café. Café. Cambaleei até a cafeteira como um homem dando seus últimos suspiros. Mamãe se virou. — Louis! Estremeci. A voz dela atravessou diretamente meu crânio. — Você está parecendo um fantasma! Coloquei um sorriso tranquilizador no rosto. — Eu estou bem, mãe. — Eu já disse para vocês, meninos, irem com calma. E agora olha para você. Está de ressaca e ainda está andando por aí como um fantasma faminto. O olhar dela caiu sobre minha mão. — E isso é um ferimento? Ela segurou minha mão. — Não é nada, mãe. Só um pequeno corte. Blaine já fez um curativo. Mesmo assim, ela segurou meu braço e me puxou até a mesa. — Nada. Ela murmurou a palavra enquanto limpava meu ferimento. — Você sempre diz que não é nada. Mesmo quando está sangrando e mancando, você diz que não é nada. O algodão tocou o ferimento. Fiz uma careta. Mamãe imediatamente levantou o olhar. — Você não disse que não estava doendo? Ela examinou meu rosto. — Então por que você está assim? Desviei o olhar. Ela suspirou. — Louis... Sua voz ficou mais suave. — Você está pálido. Está com olheiras. E quase não está comendo. Ela segurou meu rosto delicadamente entre as mãos. — Você não quer contar alguma coisa para a mamãe? Meu coração apertou. Eu odiava ver aquela expressão no rosto dela. Eu queria contar. Mãe, eu estou morrendo. Em vez disso, sorri. — Você me conhece. É só o estresse e tudo mais. Levantei-me. — Mas eu estou realmente bem. Mamãe não pareceu convencida. Ela colocou um copo na minha mão. — Beba isso. Olhei para dentro. — Isso é amargo. — Eu deveria ter colocado mais açúcar, já que aparentemente você não sabe que álcool demais causa ressaca. Fiz uma careta. Mamãe balançou a cabeça. Então chamou meu nome. — Louis. Olhei para ela. Seus lindos olhos azuis ficaram suaves. — Eu te amo. Meu peito apertou. Abri um sorriso o
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD