Ponto de vista de Louis
Bip. Bip. Bip.
Meu despertador gritava ao meu lado.
Estendi a mão, tentando encontrar aquela maldita coisa.
Em vez disso, caí da cama.
Tum!
— Ugh!
Uma dor aguda atravessou minha lateral.
Por um momento, fiquei deitado, encarando o teto.
— Nunca mais vou a uma festa.
Lentamente, tentei me levantar.
Foi uma péssima ideia.
Uma onda de náusea e tontura tomou conta de mim, e imediatamente voltei a cair sobre o colchão.
A festa de ontem tinha sido divertida.
As consequências?
Nem tanto.
Depois de alguns minutos, forcei-me a levantar.
Minha lateral machucada doía enquanto eu me apoiava na parede.
Arrastei-me até o banheiro. Minha cabeça parecia estranhamente pesada.
— Eu odeio meu corpo.
Olhei para o espelho.
Por um momento, m*l reconheci a mim mesmo.
Meu rosto estava pálido.
Cansado.
Quase como se eu estivesse desaparecendo aos poucos.
Balancei a cabeça.
Ainda tenho oitenta e oito dias.
Então por que parecia que eu ia morrer hoje?
— Nunca mais vou encostar em álcool.
Joguei água no rosto.
Não adiantou.
Minha mão machucada ardia, e as olheiras escuras me faziam parecer um fantasma.
— Eu estou horrível.
Desci as escadas.
Antes mesmo de chegar à cozinha, senti o cheiro de café.
— Café. Café. Café.
Cambaleei até a cafeteira como um homem dando seus últimos suspiros.
Mamãe se virou.
— Louis!
Estremeci.
A voz dela atravessou diretamente meu crânio.
— Você está parecendo um fantasma!
Coloquei um sorriso tranquilizador no rosto.
— Eu estou bem, mãe.
— Eu já disse para vocês, meninos, irem com calma. E agora olha para você. Está de ressaca e ainda está andando por aí como um fantasma faminto.
O olhar dela caiu sobre minha mão.
— E isso é um ferimento?
Ela segurou minha mão.
— Não é nada, mãe. Só um pequeno corte. Blaine já fez um curativo.
Mesmo assim, ela segurou meu braço e me puxou até a mesa.
— Nada.
Ela murmurou a palavra enquanto limpava meu ferimento.
— Você sempre diz que não é nada. Mesmo quando está sangrando e mancando, você diz que não é nada.
O algodão tocou o ferimento.
Fiz uma careta.
Mamãe imediatamente levantou o olhar.
— Você não disse que não estava doendo?
Ela examinou meu rosto.
— Então por que você está assim?
Desviei o olhar.
Ela suspirou.
— Louis...
Sua voz ficou mais suave.
— Você está pálido. Está com olheiras. E quase não está comendo.
Ela segurou meu rosto delicadamente entre as mãos.
— Você não quer contar alguma coisa para a mamãe?
Meu coração apertou.
Eu odiava ver aquela expressão no rosto dela.
Eu queria contar.
Mãe, eu estou morrendo.
Em vez disso, sorri.
— Você me conhece. É só o estresse e tudo mais.
Levantei-me.
— Mas eu estou realmente bem.
Mamãe não pareceu convencida.
Ela colocou um copo na minha mão.
— Beba isso.
Olhei para dentro.
— Isso é amargo.
— Eu deveria ter colocado mais açúcar, já que aparentemente você não sabe que álcool demais causa ressaca.
Fiz uma careta.
Mamãe balançou a cabeça.
Então chamou meu nome.
— Louis.
Olhei para ela.
Seus lindos olhos azuis ficaram suaves.
— Eu te amo.
Meu peito apertou.
Abri um sorriso o