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A Mulher Que Ele Procuro Por Toda a Vida

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Blurb

Ela salvou a vida de um desconhecido... sem imaginar que, anos depois, ele voltaria para salvá-la.

Emily jamais imaginou que um gesto de coragem mudaria seu destino. Após salvar um homem durante um assalto, ela desaparece sem revelar seu nome. O que ela não sabe é que Henrique passa anos procurando pela mulher que nunca conseguiu esquecer.

O destino, porém, é c***l.

Antes de reencontrá-lo, Emily cai nas mãos de Vitor, filho adotivo de Henrique. Drogada, manipulada e presa em um relacionamento marcado por humilhações, violência e abuso, ela acredita que nunca mais conhecerá o verdadeiro amor.

Quando Henrique descobre que a mulher que procurou por anos é justamente a esposa de seu próprio filho, seu mundo desmorona. Ao descobrir tudo o que Emily sofreu, ele expulsa Vitor de casa e promete que nunca mais permitirá que alguém a machuque.

Entre o carinho de um homem que a trata como uma princesa e a cura de feridas que pareciam impossíveis de cicatrizar, nasce um amor intenso, proibido e transformador.

Juntos, eles constroem uma família, celebram a chegada da pequena Aurora e descobrem que o amor pode renascer mesmo depois da pior dor.

Mas quando tudo parece finalmente em paz, um homem do passado reaparece.

Caio volta disposto a destruir a felicidade que Emily encontrou, colocando em risco não apenas o casamento deles, mas também a vida da filha do casal.

Agora, Henrique fará de tudo para proteger a mulher que esperou durante anos e a menina que se tornou o centro do seu mundo.

Porque algumas histórias de amor sobrevivem ao tempo.

Outras... precisam sobreviver aos próprios fantasmas.

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A cidade estava movimentada naquele fim de tarde. Henrique caminhava sozinho depois de uma reunião longa, a gravata afrouxada, o celular ainda na mão. Ele odiava não estar acompanhado, mas naquele dia dispensou os seguranças por alguns minutos — queria respirar como um homem comum, não como um nome poderoso. Foi um erro. O som veio primeiro. Passos rápidos. Depois gritos. Antes que ele pudesse reagir, dois homens surgiram do nada. Um empurrou seu ombro com força, o outro puxou sua pasta. Henrique tentou reagir, mas era tarde. O chão encontrou seu corpo com violência. Ele caiu. O impacto fez o ar sumir dos pulmões. E foi aí que ele ouviu outra coisa no meio da confusão. — Saiam de cima dele! Uma voz feminina. Firme. Alta. Sem hesitação. Ele m*l conseguia levantar a cabeça, mas viu. Uma mulher ruiva. Ela não recuou. Pelo contrário. Entrou no meio da confusão sem medo, tentando protegê-lo como se o conhecesse há anos. Um dos assaltantes a empurrou com força. Ela caiu de joelhos, mas não desistiu. Voltou a se levantar imediatamente e ficou entre ele e os homens. — Ele já tá largando tudo! Levem o que quiserem, mas parem! Foi o suficiente para chamar atenção de pessoas próximas. Gritos, movimento, e os assaltantes fugiram antes que a situação piorasse. Silêncio. Henrique estava no chão, respirando com dificuldade, o peito ardendo, o sangue quente escorrendo de um corte no rosto. E ela estava ali. Se aproximando imediatamente. — Não se mexe, tá? Fica comigo. Ela não perguntava quem ele era. Não pedia nada. Apenas agia. Tirou um lenço da própria bolsa e pressionou o ferimento dele com cuidado firme, como se já tivesse feito aquilo antes. — Você tá me ouvindo? — ela insistiu, olhando nos olhos dele. Ele tentou responder, mas a dor atrapalhou. — Ambulância já tá a caminho — ela disse, já pegando o celular. — Respira devagar. Quando os socorristas chegaram, ela não saiu do lado dele. Foi com ele na ambulância. Segurou o braço dele durante todo o trajeto, como se fosse o único ponto de estabilidade no meio do caos. No hospital, só soltou quando os médicos assumiram. E mesmo assim, ficou ali. Até os seguranças dele chegarem. Quando tudo parecia sob controle, um dos seguranças perguntou: — A senhora é da família? Ela olhou para Henrique por um segundo. Sorriu leve. — Não. Só estava passando na hora certa. E foi embora. Simples assim. Sem esperar agradecimento. Sem olhar para trás. --- Horas depois, quando Henrique abriu os olhos no quarto do hospital, a primeira coisa que fez foi procurar. Virou o rosto com dificuldade. — Ela… — a voz saiu fraca. — Cadê ela? Um dos seguranças se aproximou. — O senhor está falando da mulher ruiva? Henrique fechou os olhos por um segundo, como se só isso já fosse suficiente para reconhecê-la. — Sim. Houve uma pausa. — Ela foi embora, senhor. Disse que desejava melhoras e saiu. Silêncio. Henrique ficou imóvel. E então, com uma firmeza inesperada na voz ainda fraca: — Quero que encontrem ela. O segurança hesitou. — Senhor… não temos o nome dela. Henrique abriu os olhos de novo, agora mais atento. E ali estava o problema. Ele não tinha nome. Não tinha documento. Não tinha nada. Só lembrança. — Procurem — ele disse, mais baixo, mas agora com uma certeza estranha. — Em hospitais, registros, câmeras… eu não sei. Mas eu quero essa mulher encontrada. --- Dias depois, já em recuperação, ele não parava. Mandou investigar tudo. Revisou imagens da rua. Falou com comerciantes. Procurou em hospitais próximos, clínicas, até registros de chamadas de emergência. Mas o que ele tinha era pouco demais. Apenas uma imagem presa na mente: Cabelos ruivos. Um olhar humano demais para aquele mundo frio. E uma voz dizendo “fica comigo” como se ele fosse importante. E isso, para um homem como Henrique… era perigoso. Porque ele não estava apenas tentando agradecer. Ele estava tentando encontrar algo que não conseguia explicar.

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