O baile

2034 Words
Capítulo Dois Geórgia “Era o baile da escola, estava nervosa porque Paul tinha me chamado para fazer par comigo, eu realmente não sabia porque entre tantas meninas, ele tinha me chamado, logo eu que ninguém chegava perto por vontade própria, sempre me procuravam para saber onde estava o menino mais popular da escola. Chegava ser irritante a cara de p*u de cada peça que cruzava meu caminho. As meninas viviam querendo ser minhas amigas por causa de Cris e os meninos para que eu falasse bem deles para terem acesso às melhores posições do time, sei lá... Era horrível passar por tudo isso, ninguém vinha falar comigo por causa que me achava legal ou porque queria ser meu amigo, eram sempre para ter um acesso a Cris que nunca escondeu de ninguém que eu era sua melhor amiga. E o Cris nunca ligou para isso, sempre esteve ao meu lado em todos os momentos, sempre era a minha dupla de estudos, sempre cuidava de mim pelas minhas costas e era aquele amigo que abandonava qualquer coisa para estar comigo. Mas nesse baile que eu não estava com vontade de ir, Paul magicamente resolveu me convidar e bom, com uma certa pressão de Cris eu aceitei. Não preciso falar que foi o pior dia da minha vida? O cara queria se mostrar para o meu melhor amigo, era irritante ele somente falar do Cris o tempo todo, eu tinha me arrumado toda linda para ele, tinha deixado todos os meus medos para em fim sair e ter uma noite normal como a adolescente que eu era, mas não foi nada do que eu tinha esperado. Mas o caminho todo para o baile o menino queria saber em qual faculdade Cris iria cursar, se ele iria continuar no time de luta greco romana, se Cris, Cris, Cris... Inferno! Quando o carro parou na porta do refeitório da escola, eu desci e entre sozinha, não aguentava mais ouvir aquele garoto i****a. - O quê foi? - Ele me perguntou perdido. - Porque você me chamou? – Fiz uma simples pergunta, mesmo já sabendo a droga da resposta. - Porque te acho legal... – Estava na cara que ele não sabia nem meu nome. - Você sabe o meu nome? - Ele me olha surpreso e demora a me responder. – Já entendi, vai se divertir com seus amigos, eu estou bem. – Saio de perto do i****a que queria ter acesso ao Cris através de mim. - Calma, desculpe, eu sei seu nome, somente estou nervoso. – Rio sem vontade. - Tudo bem, eu somente quero tentar ter um baile legal. – Ele me olha culpado. - Vou ficar quieta na minha aproveitando a música. - Não faz isso, eu prometi para ele que não seria um i****a. – Agora estava entendo tudo. - O que ele prometeu? – Perguntou muito irritada. - Ele quem? – Sorriu com muita raiva em meu coração. Ele acha que eu sou i****a? - Christoffer Scott, o que ele prometeu? – Pergunto irada. O menino fica branco na minha frente, mas quem responde é o i****a do meu melhor amigo. - Colocando medo no seu par Geo? – Me viro com sangue nos olhos para o i****a. – Eita mulher, não precisa quer me matar com seus olhos. – Ele olha para o i****a do Paul. – Vasa, você é um i****a. - Mas Cris... – O menino tenta argumentar. - Cara, não tem mais...- Interrompi os dois babacas. - Vocês são inacreditáveis! Deixo os dois na entrada do baile e sumi no meio da multidão que estava entrando no ginásio. Fui para o lugar onde eu era feliz, me sentia completa e ninguém me julgava, não naquela cozinha, o restaurante do meu pai sempre foi o melhor lugar do mundo e eu não consegui viver muito longe dali. Quando eu entro vejo um homem esbravejando com todos os cozinheiros da sua cozinha, meu pai era a pessoa mais contraditória que poderia ter me dado a vida. Seu corpo coberto de tatoos era a forma dele se destacar, sua barba branca e seus óculos me passavam uma seriedade que ele não tinha em nossa casa. Meu pai dentro da cozinha era o cara mais sério e correto que já conhecia na vida, mas fora dela, ele era o meu papa que veio da Espanha tentar a sorte nos Estados Unidos e construiu uma linda família. - O que aconteceu? – Ele me olhava com seus óculos embasados pelo vapor das panelas. - Estava com saudades... – Digo sentindo meu coração dolorido. Foi preciso meu melhor amigo arrumar um par para ir ao baile comigo. Sou tão feia ou chata para meu melhor amigo subornar alguém para ir ao baile comigo? - O que aquele i****a do Cris fez? - Meu pai terminar um prato e dá para o garçom. - Não quero atrapalhar o serviço, quero ficar aqui vendo vocês. - Digo vendo o movimento do lugar. As panelas, sons, cheiros e cores, o fogo em sua essência, a matéria prima virando partos lindos e maravilhosos. - Mas tarde conversamos...- Ele me olha novamente e vai treinar o serviço do restaurante que vivia cheio. - Doce Gio, venha me ajudar com os doces. - Anya me chama e eu vou. - Está tão bela, porque não está no baile? - Ela me pergunta terminando uma linda sobremesa com base em um doce que eu adorava. - Porque me par estava fazendo caridade, eu não quero nunca mais ir a um baile. - Digo morrendo de vergonha por toda a cena que Paul fez para agradar Cris. - Doce Geo, seu amigo queria te ver feliz. - A interrompi. - Pedindo favores para um cara me levar ao baile? - Ela me olha sentindo pena, eu odeio quando sentem pena de mim. - Oh minha linda...- A porta dos fundos e aberta e meu melhor amigo entra por ela. - Mete o pé, Cris, minha cozinha não é a casa da mãe Joana. - Meu pai dá um berro. - Geo, por favor, me escuta, eu preciso falar com você. - Ele diz nervoso. - Volta para o baile...- Cris passa a mão no rosto. - Vou contar até três e os dois vão ser expulsos da minha cozinha... 1... - Meu pai berra. Eu sabia que meu pai odiava que entrasse na sua cozinha sem a sua permissão. Saio puxando Cris para fora, não queria falar com ele, estava muito magoada por ele ter feito aquilo comigo. - O que você quer? - Cris estava lindo de terno. - Desculpa...- Ele me abraça apertado. - Por me achar feia e arrumar um cara para ir no baile comigo? Não se preocupe, eu não queira ter ido naquela droga mesmo. - Digo quase chorando. - Eu somente queria a minha amiga comigo, você nunca aceita ir ao baile, fica em casa ou dentro da cozinha do seu pai. Esse era o nosso último baile, eu queria a minha amiga comigo. Porque você não me chamou? - Minha mente me relembra que Cris estava acompanhado de uma linda menina. - Você estava acompanhando por uma linda menina, não tinha que está aqui me perturbando. - Ele me olha magoado. - Eu não estou nem aí para a Laís, eu queria te proporcionar um baile legal, tirar fotos juntos, beber a nossa primeira bebida adulterada. - Sorriu de lado. - Queria tirar a minha amiga para dançar, eu só não contava que Paul era um i****a. - Se defende. - Somente fiz isso para você ter uma experiência legal em um baile. - Cris, volta para o baile e vai ficar com a sua garota...- Ele n**a e me leva para dentro do restaurante. - Se você não vai, eu também não vou, não quero ficar longe de você. - Ele pede uma mesa para a minha mãe que era a responsável pelo salão. - Eu sempre vou estar aqui, ao seu lado, não quero estar em nenhum outro lugar na face da terra. Naquela noite foi a primeira vez que bebi uma bebida quente, eu tive um ressaca braba no outro dia. Minha mãe que nos deu, segundo a sua teoria era melhor experimentar na frente dela do que fazer besteira em suas costas. Cris sempre bebeu loucamente, então ele já estava calejado, aquela noite que tinha tudo para terminar da pior maneira possível, foi uma ótima noite. E ele sempre esteve ao meu lado nos bons e maus momentos, Cris sempre largou tudo para estar ao meu lado." (...) Acordo com os braços de Cris em volta da minha cintura e está extremamente quente pela aproximação dos nossos corpos embaixo do meu cobertor. Os raios do sol entram pela minha janela e me xingo por não ter fechado a cortina antes de dormir, agora tinha o sol me dando bom dia de forma irritante. Olho para meu amigo e ele está tão sereno e tranquilo ao meu lado, Cris era a minha dor de cabeça e meu refúgio, não sei explicar como a nossa relação de amigos é, somente que somos muito dependentes um do outro. Ele sempre me enrola para ficar aqui comigo passar a noite na minha cama. Dormir na minha cama e me agarrar e meio que algo normal entre a gente. As vezes acho que tenha um bicho papão na casa dele que é ao lado da minha é a única explicação que eu tenho por causa dessas atitudes de Cris. Ele nunca dorme lá, somente fode*, isso ele faz bastante naquele antro da perdição, a casa do meu amigo é mais um matadouro que uma casa. Aquele tipo refúgio masculino, onde você vê claramente que não existe um toque feminino em nada. Cris sempre foi assim, mulherengo assumido e convicto, o terror das calcinhas na escola, faculdade e agora na vida adulta. Ele já teve problemas sérios por sempre agir antes de pensar, aliás, as cabeças de baixo pensarem mais que a cabeça de cima. Eu cresci ouvindo que ele era o melhor na cama, de dez mulheres entre dez mulheres falam que ele é magnífico. Todas diziam que ele era o melhor, na verdade eu não tinha certeza se era mais pela propaganda ou de fato o homem era top 1 do sexo, mas eu nunca vou saber, disso eu tenho certeza. É aquele ditado, a propaganda é a alma do negócio e Cris é bom em vender seus atributos. Saio dos seus braços e me levanto com muita preguiça, hoje era a minha folga e eu iria aproveitar ao máximo, queria muito ficar sentada no meu sofá e ver todas as series que estou atrasada para ver. Vou ao banheiro, faço minha higiene matinal, me pego pensando que em pouco tempo estaria voando para Paris, meu pai tinha conseguido realizar meu sonho, ele tinha conseguido um curso, que na realidade era um estágio em uma das confeitarias mais badalas de Paris, eu iria aprender pessoalmente com ninguém mais ou ninguém menos que Cedric Grolet, um dos maiores confeiteiros da atualidade. Eu estava super animada, não sabia como seria a minha estadia longe, mas eu realmente sentia que precisava disso, eu precisava de ares novos, começar a pensar em mim e nos meus sonhos. Eu tinha que sair um pouco da barra da saia da minha mãe e da doma de chefe do meu pai. Meu irmão seria o quem iria cuidar dos negócios do meu pai, e eu teria que me conformar em trabalhar com ele ou fazer meu próprio restaurante. Na verdade, eu queria começar a minha própria confeitaria. Eu sempre fui muito dependente dos meus pais, do meu irmão e do meu melhor amigo Cris. Tenho questão complicadas dentro da minha cabeça e me falta auto confiança às vezes. Eu nasci em um lar amoroso e eu era a filha do papai, mas no lado de fora da minha casa, eu era a Georgia, a amiga feia do Cris. Eu precisava de um lugar neutro e recomeçar a minha vida, mas e o Cris, o que eu faria com a amizade dele?
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