Capítulo três: Beijo

1043 Words
Acordei para meu primeiro dia de trabalho as seis e trinta e cinco da manhã. Fui direto ao banheiro fazendo minhas necessidades e de pijama mesmo fui tomar café. — Bom dia Carol. — Henrique me deu um beijo na testa e uma xícara de café forte e quente. — Bom dia. — Falei mordendo um pedaço de panqueca — Panqueca no café da manhã? — Ele deu de ombros. — Isso não é Brasil, e não queria fazer pão. E a panqueca é doce, uma delícia. — Cruzou as mãos e me olhou. — Preparada com o seu primeiro dia ao lado de Victor? — Perguntou se sentando. — Sinceramente? — Ele concordou com a cabeça. — Nenhum pouco, não depois de ontem. Vamos trocar? Você fica com ele e eu com ela. Por favor. — Suplico e vejo meu irmão rir de mim. — Nunca. Obrigado, mais nunca. Agora termina de comer que já está quase na hora da senhorita ir trabalhar e eu também. — Falou rindo. — Claro..., esqueço que o senhor agora é totalmente responsável. — Zombo dele, terminamos de comer em silêncio. Alguns minutos depois subimos para os quartos nos arrumar, me vesti com uma saia preta e uma blusa curta de manga, saltos e uma make realçando os olhos e na boca um batom nude. Desci as escadas indo ao encontro de meu irmão que me esperava impaciente. Chegamos na empresa e fomos cada um para o seu setor de trabalho. Chego ao último andar e não vejo meu chefe ando calmamente até sua sala e abro as cortinas e ligo o ar condicionado, eu pego uma flanela úmida passo, pego sua agenda e a levo comigo, para acertar horários e seus afazeres. Estava tudo uma bagunça, não á problema nenhum a ex secretaria t*****r com o chefe dela, porém organização e higiene são primordiais em um ambiente de trabalho. O tempo passou, só me dei conta disso quando vejo Victor caminhando com toda a sua glória em direção a sua sala sem nem se quer me olhar. Continuei meu trabalho sem me importar até o momento em que o telefone da minha mesa tocou me tirando a concentração. Victor me mandou ir em sua sala com urgência para saber sua agenda do dia. Já que a antiga secretária tinha fodido tudo. Estava tudo uma zona. Dei um suspiro e me levantei pegando a agenda indo para a porta atrás de mim. — Senhor, eu apenas consegui arrumar a agenda de hoje. Sua antiga secretária deixou tudo uma verdadeira bagunça. — Dei um mini sorriso. Victor pigarreou me chamando atenção. — Bom, hoje pela manhã não há registros de compromissos, apenas alguns desenhos de peças novas e algumas que deram problemas quando chegaram aqui. Na hora do almoço a senhorita Louise vem busca-lo para almoçarem. Às quatro e vinte e cinco, o senhor tem uma vídeo conferência com o senhor Rodrigues. Logo após a vídeo conferência, tem apenas alguns papéis para assinar sobre uma carga nova de peças. — Falei olhando para a agenda em minha mão. — Tem como organizar minha agenda da semana toda ainda hoje? — Perguntou olhando para seu computador. — Sim senhor. Irei fazer e te envio por e-mail.  — Falei séria. — Prefiro que imprima ou anote e me entregue. — Anui anotando sua exigência. — Os papéis para assinar, está com eles? — Perguntou me olhando firme. — Como está tudo de cabeça para baixo, terei que olhar em alguns lugares antes, e se não achar irei pedir uma nova via. — Falo anotando esse novo "empecilho" na agenda. — Quero esses papéis ainda hoje em minha mesa. — Falou nervoso. — Sim senhor. — Me virei e voltei para minha mesa onde continuei a trabalhar sem parar. Procurando os papeis e fazendo sua agenda. — Carolina? Já almoçou? — Henrique chegou me assustando. — Não. Me compra qualquer coisa lá que eu como. Tem muito trabalho para fazer, muito trabalho para uma mera mortal como eu. E por falar em muito trabalho, eu provavelmente irei chegar tarde em casa hoje. — Falei me sentindo cansada. — Irei comparar algo para você comer. E a senhora, avisa para seu chefe que a senhora Louise está esperando-o. — Henrique falou e saiu. Digitei um e-mail para Victor lembrando-o do compromisso. Já no fim do expediente, Henrique me deu um beijo antes de ir para casa deixando a chave do apartamento e dinheiro para um taxi. Passei minhas mãos pelo cabelo e me encostei para traz sentindo dores no corpo todo. Principalmente nas costas. Encostei a testa no teclado e fechei os olhos esperando a impressora tirar as copias necessárias. — Ainda aqui senhorita Reis? — A voz de Victor ecoou me assustando. — Sim. Estava terminado de imprimir alguns papeis, colocando algumas coisas em dia, respondendo alguns e-mails. Não achei os papeis da primeira via e para poupar tempo, tirei uma segunda via. — Falei sorrindo cansada. — Você deu conta de tudo, meus parabéns. — Anui sorrindo orgulhosa. —  Venha até a minha sala, quero lhe dar um relatório bastante importante que pode ser feito amanhã, mas já que você está aqui é para adiantar seu trabalho e o meu. — Ele caminhou novamente para sua sala e eu o acompanhei no automático o que resultou em mim caindo e seus braços me segurando. Engoli em seco com esse contato repentino. — Você não tem noção do quanto eu quero beijar sua boca Carolina… você quer isso? —  Ele sussurrou contra minha boca me fazendo estremecer por completo. — Quero. — Sussurrei de volta olhando em seus lindos olhos. Ele encostou nossos lábios de forma provocante, me excitando e me deixando a beira de um precipício. — Ah Carolina, se você soubesse de meus pensamentos agora, iria sair correndo. — Ele falou antes de tomar meus lábios para si. Um beijo quente, sensual, onde nossas línguas dançavam uma música erótica. Não foi apenas um beijo comum, mas um beijo cheio de t***o. Com desejo. Com química. Gemíamos sempre que o ar nos faltava, seus lábios percorriam meu pescoço, e ao fim do beijo com selinhos ouvimos palmas e congelamos sentindo o pavor tomar conta de nossos corpos.  Puta merda…
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