Pensei:
Necessito fingir que estas discussões são apenas contradições...
Eu tentei fingir que ele não avia dito isso,e apenas coloco a porcaria do cinto,cruzo meus braços e em silêncio começo a cantar uma música na cabeça,uma que ouvi no apartamento do vizinho do lado,estava confusa,eu não,de maneira alguma,conseguia distinguir se ficava com raiva dele ou aceitasse a provocação.
O cinto solta,e eu suspiro olhando para cisma,e volto a colocar e quando acabei de encaixar no lugar ele aumentou a velocidade e meu coração desparou com o susto.
Eu ignorei isto também,ignorei aquele brutamonte e quando finalmente cheguei em minha casa respirei aliviada,meu corpo queima ao toque do seus olhos me encarando enquanto eu andava na direção do prédio.
-Elise?-Ele me chama e eu ignoro enquanto caminhava e rebolo desta vez de propósito.-Elise do r**o grande?!-Ele berra e as pessoas na rua me encara e ele dentro daquele Bugatti e começo andar devagar me encolhendo de vergonha.
Respiro...
Ignoro o fato de estar se sentindo com vários olhos em cisma de mim,e entro aliviada para o prédio.
Mais tarde quase ao anoitecer depois de arrumar algumas coisas fora do lugar em meu apartamento,saio para ver Adriel,e fiquei frustrada pois,não posso,simplesmente vê-lo nem que seja um minuto,e fiquei com a cabeça cheia de preocupação dos médicos estarem escondendo algo de mim,mas ele me prometeram,de que,o meu filho estava passando bem,só não poderia receber visitas.
Mas fiquei feliz em saber que Lowen estava liberada pois graças a Deus,ela passa bem e só estava com alguns arranhões,as gêmeas passavam bem e naquele momento esperava Rogério terminar de conversar com ela e eu iria entrar.
[...]
-Lise?-Rogério me chamou saindo da sala onde ela estava e me levantei do banco que ficava ao lado da porta.
Ele sai com um sorriso amarelo,segurando seu casaco de cor marrom na mão e o celular parecendo esperar uma ligação e então por fim entro.
-Ei...-Ela diz mostrando um sorriso amigável e fecho a porta sem pedir licença a Rogério e me sento ao seu lado e dou um peteleco na sua testa.-AI-Ela grita.
-Foi para doer,como aquele acidente ocorreu?-Pergunto fazendo a indiferente sobre seu problema mas ela sabe que no fundo eu amo minha amiga dimais.
-Primeiro deveria ser:"Você está bem?"-Ela diz rindo e passando a mão por onde eu havia dado o peteleco que agora estava doendo até em mim,e tive pena.
-O Adriel está em coma.-Falo mostrando que o "bem" que os médicos diziam era só para me acalmar mais por dentro estava gritando e meus olhos inundaram,eu realmente queria chorar,Lowen era acostumada com meus dramas,chorar ali horrores era um m*l necessário.
Segurei muito para não demostrar estar acabada,chateada e com medo,mas era ela,que de m*l à nisso?
-Ele vai ficar bem Lise.-Ela diz me consolando e eu abaixo minha cabeça para baixo deixando algumas lágrimas se derramarem
-E se...-Começo e paro um pouco tentando controlar a tremedeira e a cachoeira d'água.
-Não fique com esse "e se" na cabeça,vai dar tudo certo,sempre dá,lembra?basta ter fé.-Ela diz e eu havia esquecido que Lowen tinha o costume de ir na misa aos domingos o que parecia a fazer muito bem,ela era o que eu não era,positiva.
Positividade era bom,mas eu não tenho isso dês da minha puberdade,sempre fui negativa quando arrumava um relacionamento,fazia novas amizades,tentava aprender a conzinhar e até para entrar numa academia,e meu maior medo e negatividade era perder pessoas especiais na minha vida,maior que o medo da morte era perde essas pessoas que são tão necessárias para mim.
E talvez Lowen não se dê conta do quanto eu a amo,ela é minha irmã mais velha consideravelmente,ela me faz lembrar de Valentina,o que era um sentimento muito bom,tanto Adriel,o por quê eu estava começando a odiar Henrique era por isso,ele quer tirar alguém que faz parte do meu dia a dia,quer tirar alguém que me faz sorrir o tempo todo...ele estava querendo tirar o que ele não merece.
E o pior de tudo era que eu estava gostando dessas brigas.
-E se...-Repito com medo de terminar aquela frase e então eu a encaro.-E se ele não acordar Lowen?!-Berro entrando em pânico e mesmo ela sabendo que não podia fazer movimentos bruscos segurou firme minhas mãos.
-Lise...realmente você tem que se acalmar que tudo vai chegar em seus eixos.-Ela diz passiva e eu apenas concordo com a cabeça.
-Descobri uma coisa...-Sussurrei.
-O que?-Ela pergunta curiosa,quase morta mas amava uma fofoca.
Eu a contei no máximo de detalhes possíveis sobre o pai de Adriel,no começo ela também pensou não ter lógica,mas no fim também se convenceu da realidade,e após conversamos bastante sobre este assunto ela disse para eu ir para casa esfriar a cabeça que tudo que eu necessitava era colocar as coisas no lugar e sempre quando olhar no espelho ou tiver vontade de chorar pensar positivo,pois tudo iria ficar "bem".
O resto das próximas duas semanas trabalhei focada em meu ramo,e sempre tentei encontrar essa alto confiança que Lowen disse para eu ter.
Ela voltou rapidamente a suas tarefas matinais que no caso era dar aulas para o pré,e Adriel e as suas duas filhas gêmeas estudavam com ela o que era bom,sempre tinham algo bom para falar dela,ele ainda estava no hospital e ainda dormia e eu estava controlando minhas emoções para não ter um surto.
Obrigado pela leitura!