Chacal estava sentado na varanda de sua casa, o olhar distante enquanto observava o morro. Sua mente, que sempre funcionava como um campo minado de estratégias e preocupações, parecia tomada por um único pensamento: Helena. A médica do posto tinha uma serenidade que ele não encontrava em nenhum outro lugar daquele ambiente duro e imprevisível. Seu amigo de longa data e braço direito, RD, notou a distração e se aproximou, sentando-se ao lado dele. RD conhecia Chacal como ninguém; sabia quando algo o incomodava ou, como agora, o intrigava. Acendeu um cigarro e deu uma tragada antes de interromper o silêncio. — Onde está com a cabeça, mano? — perguntou, com um leve sorriso. Chacal demorou um momento antes de responder, como se estivesse avaliando se deveria ou não compartilhar seus pensame

