Helena m*l respirava enquanto aguardava. O som das motos cessou, mas as vozes continuavam, graves e desafiadoras. Jose mantinha-se na janela, atento, mas sem demonstrar o nervosismo que ela sabia que ele sentia. — Eles não vão subir aqui, não agora — disse Jose, mais para si do que para Helena. — Mas estão marcando território. É o jeito deles de dizer que podem. Helena queria perguntar quem eram "eles", mas sua boca estava seca demais para formar palavras. Tudo parecia tão surreal. Há alguns meses, sua maior preocupação era o plantão noturno no posto. Agora, ela estava no meio de uma disputa territorial. Jose se afastou da janela e pegou uma arma que estava escondida atrás da geladeira. Helena deu um passo para trás, os olhos fixos no objeto. — Não olha assim, Helena. Isso aqui é só pr

