Helena permaneceu sentada por um tempo, ouvindo os sons abafados do morro através das paredes finas. As vozes lá fora, o ronco distante de motos, e os latidos ocasionais criavam uma sinfonia desconfortante. Tudo ali parecia tão vivo, tão próximo, mas ao mesmo tempo, tão distante de quem ela era ou de onde tinha vindo. Seu olhar recaiu sobre a mesa, onde o celular de Chacal antes estava. A última troca entre eles ecoava em sua mente: "Confia em mim." Era uma ordem, mas também parecia um pedido, algo raro vindo dele. Ela queria confiar, mas a cada novo detalhe do mundo de Chacal que vinha à tona, mais difícil isso se tornava. Impulsivamente, ela se levantou e começou a andar pela casa. A curiosidade e a ansiedade eram quase insuportáveis. Parou diante de uma prateleira improvisada, cheia d

