O morro, com seu caos e suas cores intensas, estava começando a pesar sobre Helena. Ela passava os dias tentando se adaptar, mas cada canto parecia lembrá-la do que ela havia deixado para trás, das escolhas que havia feito. A sensação de estar aprisionada naquela realidade, sem poder escapar, se tornava cada vez mais sufocante. Ela olhava para Chacal, que ainda parecia imerso em seu mundo, controlando o morro e lidando com seus próprios fantasmas. Ele estava ali, sempre presente, sempre vigilante, mas ela não podia mais ignorar o que sentia. A vontade de sair, de ver algo diferente, de respirar um ar mais fresco, era uma necessidade urgente. Ela não sabia exatamente o que queria, mas sabia que o morro, com toda a sua dureza, estava começando a esmagá-la. A rotina de violência, a pressão

