Helena desviou o olhar por um momento, sentindo o peso daquelas palavras. Chacal nunca falava sobre sentimentos, e o fato de ele estar ali, dizendo que tentaria ser diferente, a desarmava. Ela queria responder, mas a mistura de emoções a deixava em silêncio. — Não precisa responder agora, — ele disse, percebendo a indecisão dela. — Eu sei que é muita coisa pra digerir. Só quero que saiba... você é diferente pra mim. Ela finalmente ergueu os olhos, encontrando o olhar dele novamente. A intensidade de Chacal era uma mistura de ameaça e atração, mas, pela primeira vez, ela enxergou uma vulnerabilidade ali, uma fresta que deixava transparecer um lado mais humano, escondido sob a postura de poder que ele sempre exibia. — Eu preciso pensar, Chacal, — disse ela, a voz saindo suave, mas firme.

