Helena saiu do posto já tarde da noite, um pouco cansada, mas aliviada pelo final do expediente. As ruas estavam desertas e silenciosas, envoltas em uma leve neblina, e o frio da noite parecia abraçá-la conforme ela se afastava do portão. Ela sabia que Chacal não viria buscá-la; ele avisara mais cedo que estaria ocupado naquela noite, e ela não queria incomodá-lo. Com um suspiro, Helena apertou o casaco em torno de si e começou a descer a rua, o som de seus passos ecoando ao longo do caminho. Foi quando, de repente, sentiu uma pressão brutal contra suas costas. Antes que pudesse reagir, foi empurrada com força, caindo com o rosto no chão frio e áspero. A dor explodiu em sua pele, e ela se viu desorientada, tentando entender o que estava acontecendo. Mas, antes que pudesse sequer levantar

