Maíra Narrando O toque dele, o gosto da boca dele, era inexplicável. As mãos, grandes e macias, me levavam do céu ao inferno em menos de dois segundos. Eu já sabia que não ia responder por mim desde o momento em que ele me olhou e veio na minha direção. Mas quando sua boca encontrou a minha, o gosto de álcool misturado com tabaco foi como uma droga alucinante me fez fechar os olhos e simplesmente ir. Meu corpo estava leve quando ele me deitou sobre a mesa. Era como se meu estômago estivesse nas costas e o coração fosse saltar pela boca. A tensão percorria cada centímetro de mim enquanto sua mão deslizava por baixo da minha blusa. Engoli seco. Não havia mais o que fazer. Deixei acontecer. Eu era como uma boneca nas mãos dele, hipnotizada pelo olhar intenso. Minha blusa já tinha sumido, e

