Caíque foi para casa devagar naquela noite, as motos ronronando baixo pelo moto como se sentisse o peso do que vinha pela frente. Não era o cansaço do dia, nem o calor grudado na pele. Era a certeza de que a m***a tinha começado a feder de verdade. A casa estava silenciosa quando ele entrou. Jogou a chave sobre o balcão, largou a arma no lugar de sempre e passou a mão pelo rosto antes mesmo de sentar. O peito ainda estava apertado desde que saiu da casa do Imperador. As flores. Aquela p***a de buquê tinha sido mais perigosa do que tiro. Ele lembrava da cena com nitidez demais: Imperador andando de um lado pro outro, a arma na mão, os olhos escuros, a mandíbula travada. Não era ciúme comum, não era só raiva. Era instinto de guerra. Território violado. Aviso claro de que alguém do asfalt

