O quarto do postinho estava em silêncio pela primeira vez desde que tudo começara. Não aquele silêncio vazio, mas um silêncio cheio de sentido. Carregado de respiração, de vida recém-chegada, de um cansaço que misturava dor e alívio. A luz branca refletia nas paredes simples, e o cheiro de hospital ainda era forte, mas ali dentro existia algo que nunca tinha passado por aquele lugar antes. Paz. Sofia estava recostada na cama, os cabelos grudados na testa pelo suor de momentos antes. O corpo estava cansaso — cansado como nunca antes —, mas ela m*l percebia. Nos braços, pequena demais para o mundo, estava a neném. A filha deles. A menina dormia tranquila, o rostinho enrugado, as mãos fechadas em punhos minúsculos, como se ainda estivesse se preparando para enfrentar a vida. Cada respi

