O amanhecer no Morro da Babilônia veio pesado, abafado, como se o céu inteiro estivesse pressionando os telhados. Sofia acordou antes do sol nascer, o corpo cansado, a barriga dura, esticada ao limite. A bebê se mexia pouco naquela manhã, diferente dos outros dias — e isso foi o suficiente para acender um alerta silencioso dentro dela. Ela ficou alguns minutos deitada, respirando fundo, tentando não entrar em pânico. A mão repousava sobre o ventre, esperando uma resposta, qualquer sinal. — Filha… — murmurou, quase num sussurro. Um movimento leve respondeu, mas não como antes. Imperador acordou no mesmo instante. Ele sempre acordava. Anos de guerra, vigília e perigo haviam transformado o sono dele em algo raso, atento. Virou o rosto e encontrou Sofia olhando para o teto, tensa. — O qu

