O carro preto do Imperador parou diante da casa grande no alto do morro. A fachada imponente, de dois andares, contrastava com o silêncio respeitoso dos vapores que circulavam pela área — todos sabiam que o chefe estava trazendo alguém importante. Não era comum ele pessoalmente buscar alguém no hospital, muito menos abrir a porta do carro para ajudar a pessoa a sair. Mas naquele domingo, ninguém ousou comentar. No banco do passageiro, Sofia observava tudo pela janela enquanto o veículo subia as vielas estreitas. O contraste entre a vista do morro e o conforto do carro era quase surreal. Ela respirava fundo, sentindo o aroma leve do vestido novo, tentando organizar os pensamentos — e o mundo novo que se abria ali, sem que ela soubesse exatamente onde estava pisando. Quando o carro finalme

