Sofia estava deitada na cama tranquila, tentando se acostumar com o silêncio e com a ideia de estar em um lugar seguro, quando escutou duas batidas suaves na porta. — Sofia — a voz grave do Imperador soou baixa, porém firme — vem comer. Ela respirou fundo, ajeitou o vestido rosa que ele mandara comprar e abriu a porta devagar. Imperador esperava no corredor, de braços cruzados, sem camisa, exibindo o peito marcado por tatuagens antigas e cicatrizes de guerra. Assim que a viu, descruzou os braços, como se automaticamente quisesse parecer menos intimidador. — Tá se sentindo melhor? — perguntou. Ela assentiu. — Tô… bem melhor. Obrigada. Ele inclinou a cabeça, satisfeito, e fez um gesto com a mão para que ela o seguisse. A sala já estava com a mesa posta. Imperador havia pedido comida e

