Renata já estava de pé antes mesmo do despertador tocar. O quarto ainda escuro, o silêncio da casa grande de Caíque contrastando com o barraco simples onde ela tinha dormido a vida inteira. Por alguns segundos, ficou sentada na beira da cama, respirando fundo, tentando organizar os pensamentos. Vestiu a roupa de trabalho com cuidado, prendeu o cabelo e saiu do quarto em silêncio. Não queria acordar Caíque de novo por causa dela. Pegou a bolsa, conferiu se tinha o pouco dinheiro que levava sempre e saiu. A rotina na loja do asfalto começava cedo. Assim que chegou, a gerente já estava abrindo a porta de ferro, e Renata ajudou a organizar as araras, separar peças novas, dobrar camisetas. Era um trabalho simples, repetitivo, mas que ela fazia bem. Atendia com paciência, sorria quando precis

