Imperador acordou antes do despertador. O céu ainda estava num azul sujo, daquele que antecede o nascer do sol no morro. A casa estava silenciosa, só o barulho distante de algum g**o perdido e o vento batendo leve nas folhas do quintal. Ele levantou devagar, vestiu a bermuda, a camiseta preta e saiu do quarto sem fazer barulho. Quando passou pelo corredor, algo fez ele parar. A porta do quarto de Sofia estava entreaberta. Imperador ficou ali por alguns segundos, imóvel, como se estivesse invadindo um território sagrado. Empurrou a porta com cuidado, só o suficiente pra enxergar. Sofia dormia de lado, serena. O rosto relaxado, sem a tensão que carregava acordada. A camiseta larga — uma das dele — tinha subido um pouco, deixando à mostra a curva da barriga. A pele morena iluminada pela

