Ainda era final da manhã quando a médica voltou ao quarto, sorrindo com uma prancheta na mão. Sofia estava sentada na cama, com a postura mais ereta do que no dia anterior, embora o corpo ainda estivesse sensível. Imperador estava ao lado, em pé, braços cruzados, atento a cada movimento dela. — Oi Sofia. — A médica aproximou-se com simpatia. — Pronta pra ir pra casa? Sofia respirou fundo, os olhos se iluminando. — Mais do que pronta. Imperador, que estava imóvel até então, endireitou o corpo imediatamente, como se aquilo ativasse algum instinto protetor. — Ela vai poder ir embora mesmo? — ele perguntou, a voz firme, porém carregada de uma preocupação que não combinava com sua postura de chefe do morro. A médica sorriu ao perceber o interesse dele. — Vai sim, desde que siga algumas

