o primeiro encontro

1763 Words
Quinta-feira é feriado, então pensei: que tal se sairmos na quarta sem a pressão do trabalho no dia seguinte? ai isso era tudo que eu queria ler. Esperei alguns minutos para não parecer que eu estava apenas aguardando ansiosamente. Cinco minutos depois, respondi: — Ah, eu acho ótimo! Vou deixar a Alice na minha mãe e podemos sair às 20h. O que você acha? — Perfeito! Te busco na sua casa — ele respondeu. Corri para ligar para minha mãe e contei que conheci ele no shopping, que estávamos conversando há um mês e que ele me chamou para sair. Ela ficou feliz: — Vai sim, filha. Aproveita. Você merece conhecer alguém novo que te faça feliz. Pode trazer a Alice amanhã, eu vou estar em casa. Na quarta, levo ela pra escola. — Obrigada, mãe. Depois da escola eu pego ela — respondi. Voltei para finalizar as novas encomendas de bolsas. As cinquenta anteriores já haviam sido entregues, e o cliente pediu mais cem. Eu já estava quase terminando. Parei um pouco, almocei, depois fui buscar a Alice e passamos a tarde assistindo a um filme. Jantamos e fomos dormir. Na manhã seguinte, levei Alice para a escola e voltei para terminar o trabalho. Fiz as dez bolsas que faltavam, tomei um banho e, em seguida, minha secretária me ligou: — Davina, temos uma encomenda de 30 chapéus da nova coleção e 30 bolsas. Já produzimos cinco aqui. — Ótimo. Eu acabei de fazer vinte da nova coleção que recebi no domingo. Já tem 80 prontas. Vou levar aí para empacotar e conversamos sobre as encomendas para não atrasar. Chegando lá, as meninas estavam na correria. Várias encomendas acumuladas. Mandei empacotar as bolsas que eu fiz e me sentei com Jéssica para organizar a produção: 30 chapéus, 30 bolsas, 10 saídas de praia e 20 mini blusas. Já haviam 5 chapéus prontos e as bolsas estavam em preparo. Pedi para Jéssica chamar 10 meninas: — Vocês vão fazer as mini blusas, que são 20 no total. O material está no armário Nº 12. Essas são as cores e os modelos. Elas saíram. Perguntei: — Quantas meninas estão fazendo os chapéus e as bolsas? — Dez meninas — respondeu Jéssica. — Então bota mais quatro para cada. Agora chama cinco meninas para as saídas de praia. Quando elas chegaram, orientei: — Cada uma vai fazer duas saídas de praia, tamanho único. O material está no armário Nº 14. Essas são as cores e o modelo escolhido. Jéssica comentou: — Davina, não sei como você assimila tudo isso tão rápido. Sorrindo, respondi: — É o costume. As próximas encomendas terão prazo de 20 a 30 dias para até 20 peças. Mais de 20, o prazo será de 30 a 40 dias. As meninas estão sobrecarregadas. Peça ao setor de marketing para colocar um anúncio de contratação. Fui ver as bolsas que fiz, estavam todas empacotadas. Tirei uma foto e postei: “Encomenda finalizada: 20 bolsas em 2 dias!” Robert respondeu: “Nossa, parabéns, princesa!” Horas depois, o cliente que havia feito a encomenda ligou: — Alô, Davina. Gostaria de agradecer a rapidez e eficiência do seu trabalho. Só compro na sua empresa. Gosto da organização. Chegou tudo direitinho. — Ah, eu fico muito feliz. É assim que trabalhamos aqui no Pontinho do Céu! Ele desligou e eu fiquei radiante. Além da ligação, ele ainda comentou em nosso site. Os elogios são importantes para a credibilidade da empresa. Fui buscar a Alice. Chegando à casa da minha mãe, ela havia preparado um lanchinho da tarde delicioso. Sentei-me com ela e começamos a conversar. — E aí, filha, tá ansiosa para o encontro de amanhã? — perguntou ela com um sorriso curioso. — Sim, mãe — respondi animada. — O Robert é um gato! Nossas conversas têm sido ótimas. Ele vive comentando nos meus status, já me chama de princesa... Ai, mãe, ele é um sonho! Ela riu e disse: — Esse sabe conquistar, né? Demos boas risadas. Quando percebi, já era noite. — Mãe, tenho que ir! — dei um beijo na Alice e fui para casa. Chegando em casa, tomei um banho e me deitei. Meu celular tocou — era um cliente: — Senhora Davina, boa noite! — Boa noite — respondi. — Quero encomendar 150 chaveiros com tema de menina para sábado. Teria como? — Sim, claro! — disse animada. — Que ótimo! Vou enviar as fotos para este número. Confirmei, desliguei o celular e acabei adormecendo de tão cansada. Na manhã seguinte, acordei cedo e fui verificar as encomendas dos chaveiros. Fechei tudo, mandei para a Jéssica registrar e disse: — Só registrar, tá? A entrega é no sábado. Desliguei e comecei a produção. Fiz cinco chaveiros, parei para almoçar e logo retornei. Quando percebi, já tinha feito cinquenta. Dei uma pausa, coloquei gelo nas mãos e fui assistir a um filme. Tomei outro banho e voltei à produção — completei oitenta, mas já eram 18h.... Corri para tomar banho e me arrumar. Quando estava terminando de passar batom, o interfone tocou. Olhei o celular: 20h em ponto. — Nossa, que homem pontual — sorri e respirei fundo. Atendi: — Nossa, pontual, hein? — Bastante — respondeu ele com um sorriso. — Já estou descendo! Peguei minha bolsa com o cartão, celular, carregador, batom e uma toalhinha. Vesti um midi azul-marinho com um salto de vidro, soltei meus longos cachos e avisei à Luiza que ela podia ir para casa. Quando abri o portão e o vi... Nossa, que homem gato! Ele usava uma blusa social azul de manga curta, calça social, cabelo penteado de lado e olhos azuis de tirar o fôlego. — Minha nossa, você está maravilhosa — disse ele, rodando-me pelas mãos. — Se existe mulher mais linda que essa, eu desconheço. Sorri, meio sem graça: — Você também está impecável. Ele abriu a porta do carro para mim e fomos conversando até o restaurante. — E aí, como foi seu dia? — perguntou. — Foi tranquilo. Não fui à empresa hoje, mas também não descansei. Um cliente ligou pedindo 150 chaveiros para sábado, então já comecei a produzir. Já fiz oitenta. — Que isso, princesa! Você é muito rápida! — Faço grande parte, mas na empresa tenho trinta meninas só na composição. Ainda assim, preciso contratar mais vinte, porque estão sobrecarregadas. — Você precisa mesmo delegar mais. Não dá pra fazer tudo sozinha. — É, eu sei. Tem dias que m*l consigo mexer as mãos. Já cheguei a fazer 3 vestidos num só dia. Com o verão, o fluxo aumenta. Faço artesanato desde os dez anos. Aprendi com minha avó. Ela fazia o básico, mas eu evoluí. Quem diria que aquela menina teria uma empresa prestigiada aos vinte e três anos? Ele sorriu: — Me sinto igual. Tive uma vida talvez mais fácil, mas construí meu império e hoje tenho uma empresa conhecida mundialmente. Com trinta e dois anos, posso dizer que somos privilegiados — porque corremos atrás do que queríamos. — Sim — respondi, sorrindo. Chegamos ao restaurante... e que lugar incrível! Era puro charme e sofisticação. Lustres de cristal pendiam do teto, refletindo uma luz suave e dourada. No segundo andar, havia uma mesa reservada só para nós, com vista para a orquestra que tocava uma melodia suave, envolvente... Tudo parecia cena de um filme romântico. Robert me olhou com ternura, estendeu a mão e perguntou baixinho: — Me concede essa dança? Aceitei com um sorriso. Ele me guiou até o salão e, no compasso da música, nos deixamos levar. Dançar com ele era como flutuar. Seus olhos não desgrudavam dos meus, e no meio daquela troca silenciosa de emoções, ele disse: — Davina... você não faz ideia do quanto esperei por essa noite. Por esse momento. Dançar com você, olhar nos seus olhos, ver esse sorriso lindo... Você é uma mulher incrível, e estou adorando te conhecer. Meu coração acelerou. Então, finalmente, ele se aproximou e nossos lábios se encontraram. Foi um beijo doce, profundo e ao mesmo tempo arrebatador. Um daqueles beijos que fazem a gente esquecer do mundo. Quando nos afastamos, nossos sorrisos diziam tudo. Continuamos a dançar, rindo, trocando olhares apaixonados, como se estivéssemos dentro de um sonho do qual não queríamos acordar. As horas passaram rápido demais. Quando chegamos ao portão da minha casa, ele me deu mais um beijo cheio de carinho, e disse: — Minha princesa... vou precisar fazer uma viagem a trabalho. Mas assim que eu voltar, venho te ver. Prometo. — Vou esperar você — respondi, com o coração apertado de saudade antecipada. Ele me beijou mais uma vez, com suavidade, e partiu. Entrei em casa, fui direto para o quarto, me sentei na cama... e fiquei ali, sorrindo sozinha. Que homem! Durante todo o jantar, ele foi um verdadeiro cavalheiro. Não tentou nada, não fez nenhum movimento apressado. Me respeitou, me admirou, me encantou. E foi nesse cuidado, nesse jeito doce de se entregar aos poucos, que ele me conquistou ainda mais. Tudo realmente parecia um sonho. Um sonho que eu não queria que acabasse nunca. Na manhã seguinte, acordei com uma mensagem de voz do Robert. Apertei o play e ouvi sua voz suave dizendo: — Bom dia, minha princesa. Já estou no avião. Quando eu chegar, te aviso. Dormiu bem? Só queria passar aqui para desejar um ótimo dia de trabalho. No fim, ele ainda enviou um emoji de coração. Sorri, encantada, e respondi: — Bom dia, meu bem. Obrigada! Me avisa sim, tá? Um ótimo dia pra você também. Sua voz vai deixar meu dia ainda melhor. Depois do banho, fui direto pra empresa. Terminei os chaveiros e os empacotei para entrega. Minha secretária entrou na sala, notando meu semblante iluminado. — Nossa, patroa... você está muito sorridente hoje! Sorrindo, confessei: — Tive um encontro que foi maravilhoso. Ela riu e comentou: — Hum... nem dormiu, né? Ri junto e expliquei: — Ainda não dormimos juntos... — Nossa, esse merece meu respeito — disse ela. — Conquistar só com beijos e conversas? Uau! — Né? — respondi, rindo. Logo voltamos ao trabalho.mais tarde tomei outro banho depois de um longo dia de trabalho, coloquei um filme e continuei produzindo algumas encomendas. Por volta das 20h, recebi uma chamada de vídeo de Robert. Atendi. Estava com o cabelo preso, usando uma camisola vermelha discreta, mas charmosa. — Você está linda como sempre — disse ele. Conversamos por um bom tempo. Ele me contava sobre a viagem, me fazia rir, e seu carinho transparecia em cada palavra. Quando desligamos, meu coração estava leve.
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