A madrugada m*l havia começado quando Gabriel, com o rosto endurecido e sujo de sangue seco — não dele, mas da guerra que havia acabado de testemunhar — encarou os oficiais da força-tarefa criminal. O corpo de Fábio jazia no chão, desfigurado, coberto por uma lona branca. O local estava cercado, iluminado por luzes artificiais, viaturas, câmeras da perícia e o murmúrio tenso de quem viu o m*l ser vencido… mas a um preço alto demais. Um dos delegados se aproximou: — Superintendente Gabriel Peixoto? Preciso que nos diga exatamente o que houve aqui. Gabriel passou a mão no rosto, respirou fundo, com os olhos marejados e cheios de fúria contida. Ele assentiu, tirando um pequeno caderno do bolso com anotações. — “Foi o Fábio. Ele sequestrou a Manuela, filha da Davina. A menina de apenas 15

