Um mês havia se passado desde que Davina abriu os olhos naquele hospital. Foram semanas longas, dolorosas, cheias de fisioterapia, exames e pesadelos. Mas também foram semanas de amor incondicional, de beijos nos cabelos, de mãos entrelaçadas, de orações silenciosas, de promessas sussurradas entre lágrimas e esperança. Robert estava com ela. Sempre. Cada noite, cada madrugada. Não importava a dor ou o medo, ele estava lá. E agora… agora Davina voltava para casa. As pernas ainda estavam fracas, o corpo coberto por hematomas roxos e amarelados que desciam pelos braços, pelas costelas, pelas coxas. As marcas da violência ainda falavam mais alto que as palavras. Os pontos na barriga ainda doíam quando ela se movia, lembrando que sua carne foi cortada e ferida. Mas a alma... a alma finalmen

