pedido de casamento e o sucesso dela na viagem

1523 Words
quarto estava banhado por uma luz morna e suave. Cortinas de linho branco se moviam levemente com a brisa da noite que entrava pela janela entreaberta. Sobre a cama, pétalas de rosas vermelhas formavam um coração e ao redor, velas aromáticas preenchiam o ambiente com o perfume sutil de jasmim e âmbar. Era um refúgio, um santuário de amor feito especialmente para ela. Robert caminhou com Davina em seus braços até a cama e a deitou com cuidado, como se fosse um cristal que ele jamais permitiria que se quebrasse de novo. Ele a olhou com ternura profunda, os olhos azuis ainda marejados. — Você tem certeza...? — ele sussurrou, os dedos traçando lentamente o contorno do rosto dela. — Com você, sempre. — Davina respondeu com um sorriso sereno e cheio de desejo contido. Ele a beijou com reverência, primeiro nos lábios, depois na testa, nas pálpebras, no pescoço... como se estivesse redescobrindo cada pedaço dela. Suas mãos deslizavam com carinho e desejo pelo corpo de Davina, respeitando cada reação, cada suspiro. Era diferente de tudo. Não havia pressa, só um amor maduro, profundo, que curava feridas enquanto incendiava sentidos. Davina sentiu o coração acelerar, mas não de medo — era pura emoção. Sentia-se segura nos braços de Robert. Desejada. Honrada. Ele tirou lentamente o vestido dela, beijando cada parte que expunha, como se estivesse reverenciando uma deusa. Ela o ajudou a se livrar da camisa, deslizando as mãos por seus ombros largos, sentindo a firmeza dos músculos e a segurança que aquele corpo representava para ela. Quando finalmente se uniram, foi como se o mundo tivesse desaparecido. Os movimentos eram suaves no início, como ondas delicadas quebrando na areia, mas aos poucos tornaram-se mais intensos, mais cheios de desejo contido por meses. Davina arqueava o corpo, entregue, envolvida nos gemidos baixos e roucos de Robert, que a fazia se sentir adorada em cada gesto, cada toque. Eles se amaram por horas, entre sorrisos, lágrimas, gemidos e palavras sussurradas que curavam. E quando o corpo de Davina repousava ainda ofegante sobre o peito dele, Robert se ergueu, puxando debaixo do travesseiro uma caixinha de veludo azul. Ele se ajoelhou outra vez, nu, ainda com o corpo aquecido e o olhar mais apaixonado que ela já tinha visto. — Eu devia ter feito isso há muito tempo... mas eu queria que fosse em um momento em que você se sentisse inteira, livre, amada — disse ele, abrindo a caixinha para revelar um anel deslumbrante, delicado e sofisticado. — Davina, meu amor, minha fortaleza... você aceita ser minha esposa? Minha parceira? Minha para sempre? Davina levou a mão à boca, os olhos se enchendo de lágrimas. Ela se sentou na cama, nua, com o corpo ainda quente e o coração explodindo de felicidade. Tocou o rosto dele, beijou sua testa, e sussurrou com a voz embargada: — Eu aceito, Robert... é claro que eu aceito... Eles se abraçaram forte, os corpos ainda colados, e ali, sob a luz das velas, entre juras de amor e sorrisos, Davina renasceu. A menina ferida deu lugar à mulher amada, desejada e respeitada. A manhã chegou tranquila, com a luz dourada do sol invadindo suavemente o quarto. Davina despertou lentamente, sentindo o calor do corpo de Robert ao seu lado, o perfume dele misturado ao dela ainda impregnado nos lençóis e na pele. Foi uma noite intensa, libertadora — a primeira desde o trauma. Mas, acima de tudo, uma noite de amor. Robert já estava acordado, observando-a em silêncio. Quando ela abriu os olhos, ele sorriu e acariciou seus cabelos com ternura. — Bom dia, meu amor. Ela sorriu de volta, aconchegando-se no peito dele. — Bom dia. Eu não queria sair dessa cama nunca mais. Ele riu baixinho, beijando sua testa. — Mas tem um café da manhã nos esperando. Depois de um banho quente e algumas trocas de beijos preguiçosos, eles se vestiram e desceram de mãos dadas. O aroma de café fresco, pão assado e frutas doces preenchia o ambiente. A mesa estava posta com carinho no jardim da casa, sob a sombra de uma árvore. Sentaram-se à mesa. Era simples, mas havia afeto em cada detalhe: suco de laranja natural, pães caseiros, frutas frescas e um bolo com cobertura de chocolate. Sem perder tempo, liguei para Luíza. “Você viaja comigo por oito dias. Saímos às quatro da manhã.” Ela, empolgada, aceitou na hora. Após o banho, me deitei ao lado de Robert. Assistimos uma série e acabamos dormindo, entrelaçados. Pela manhã, levei Alice e minha mãe de volta para casa. Alice foi para a escola, enquanto eu resolvia os últimos detalhes no escritório. Depois, levei minha mãe para um dia de princesa. Compramos roupas, sandálias, ela fez o cabelo — seus olhos brilhavam de alegria. Passamos para buscar Alice, e depois as deixei em casa com um abraço apertado. Voltei, preparei minha mala, tomei um banho e descansei. Sabia que no avião dormiria pouco. Antes de cochilar, pensei alto: “Nem acredito que minhas peças vão desfilar em Londres e Paris. Que honra!” Naquela noite, Robert chegou me beijando o pescoço. “Acha mesmo que eu perderia o momento mais importante da vida da minha mulher?”, disse ele. Seus carinhos, seus beijos... passamos horas abraçados. Pediu um lanche — hambúrguer com fritas —, e logo ele limpava minha boca com beijos. O desejo tomou conta. Seus toques, sua entrega… ele me amava com o corpo e com a alma. Depois, na banheira, suas mãos massageavam meus ombros, seu olhar me despia, e ali nos conectamos novamente. Era paixão. Era amor algumas horas depois embarcamos e ... Chegamos em Londres e o desfile com Sarah foi um verdadeiro espetáculo. Eu fui a estrela. Estava deslumbrante na passarela, cercada por flashes, olhares e elogios. Robert, meu noivo, não tirava os olhos de mim. Sarah, emocionada, me apresentou a empresários renomados e, orgulhosa, me chamou de sua amiga brilhante. Fiquei ainda mais feliz ao apresentá-la a Robert. A conexão entre eles foi imediata. Dias depois, em Paris, encontramos Lúcia no aeroporto. Ela me abraçou apertado e eu a apresentei a Robert. Seguimos para uma reunião importante. Como o negócio estava crescendo, Robert — experiente e articulado — me auxiliou em cada negociação. Era impressionante como ele conduzia tudo com firmeza e gentileza. Fechamos grandes contratos. A maioria dos pedidos foi paga adiantado. A segurança ao nosso redor era reforçada — e Robert não me deixava sozinha um segundo sequer. Na noite do desfile com Lúcia, tudo era perfeito. Meu vestido, meu cabelo, meu andar. A passarela me pertencia. Após a apresentação, fomos para o tapete vermelho e posamos para fotos. Mas de repente… um homem bêbado avançou. Senti a lâmina cortar meu braço. Gritos. Sangue. O desespero tomou conta. Robert correu, me segurou gritando por ajuda. Os seguranças dominaram o agressor. Em minutos, eu estava sendo atendida no hospital proximo... O médico disse que eu poderia viajar apenas por que estavamos no nosso avião particular. “Mas cuidado bem do ferimento”, No hotel, Robert me olhou emocionado e disse... “Amor, você não sabe o medo que senti ao ver você caída, sangrando…Eu sei meu amor e “Agora eu preciso ser mais cuidadosa.” Então ele me ajudou a tomar banho, depois pedimos uma porção de crepes e suco. e dormimos agarradinhos. Na manhã seguinte, Lúcia me encontrou e, radiante, me mostrou uma revista: “O grande desfile de Lúcia Zurique e o novo sucesso do momento: Davina Ruticou”. Na capa, nossa foto. Gritei de felicidade. Robert, ao ver, correu para comprar todas que encontrou. De volta ao hotel, vi minha foto nas páginas de moda, meu nome citado como revelação do ano, matérias sobre meu sucesso em Londres com Sarah, em Paris com Lúcia — e até sobre o atentado, ressaltando que não foi grave. Mencionavam meu evento no Rio. Estava em êxtase. mais tarde fomos pro nosso aviao e eu adormecia acordei ja em casa na minha cama ao lado da minha mãe e de Alice. “Mamãe, que saudade!”, disse Alice me abraçando. Minha mãe, emocionada, disse: “Minha estrela, que orgulho!”. Elas estavam com a revista nas mãos. Jessica, minha secretária, chegou e contou: “Amiga, temos mais de 300 peças para enviar! E a nova coleção já está pronta: 2000 peças por modelo!” Os pedidos vinham de Las Vegas, Europa, Buenos Aires, Cancún, Itália… “E ainda temos encomendas a caminho!”eu rir ja prevendo a loucura que seria ... Cade o Robert. “Foi à farmácia comprar material para seu curativo”, filha disse minha mãe. minutos depois ele apareceu. “Acordou, dorminhoca?”, e me beijou sorrindo“Graças a essa mulher, fechei mais de 400 encomendas!” Ele conectou o celular na TV e passou todos os vídeos: o desfile em Londres, meu look, o tapete vermelho, as fotos, o desfile da Lúcia — cortando a parte do acidente — e os looks incríveis que usei. Todos aplaudiram. Alice me abraçou: “Quero ser igual a você!”eu sorrir...
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD