CAPÍTULO 6

766 Words
O beijo de Lucas com a mulher diante de Clara não era apenas uma provocação. Era uma ameaça silenciosa. Clara sentiu a pressão no peito, como se algo tivesse sido arrancado de dentro de si. O garçom ao seu lado parecia não perceber a tensão crescente, mas Clara não conseguia tirar os olhos de Lucas. Ele a estava desafiando. O beijo não foi rápido. Lucas a beijava com uma calma controlada, um toque possessivo, como se estivesse dizendo a Clara: “Você não é a única a ter controle.” E, naquele momento, Clara sentiu o jogo mudar. Seu corpo reagiu antes de sua mente. Sem perceber, ela apertou os dedos ao redor da taça com força. O ar parecia estar faltando, a pressão em seu peito aumentava, e ela sabia que não poderia deixar aquilo passar. Ela se levantou da mesa, com os olhos fixos em Lucas, sem desviar um milímetro. O sorriso provocante dele nunca deixou sua face, mas Clara sentiu a raiva crescer em seu interior. Mas, em vez de sair, ela se aproximou. Ela não fugiria. Sem um aviso, ela tocou seu ombro. Era um toque leve, quase inocente, mas o efeito foi instantâneo. Lucas imediatamente se virou, e seus olhos ficaram escuros como a noite, a intensidade da possessividade quase palpável. Ele não se moveu, mas seu olhar a dominou, deixando Clara ciente de cada respiração, de cada batimento cardíaco, de cada centímetro de seu corpo. — O que você está fazendo, Clara? — Sua voz era baixa, controlada, mas cheia de um desejo que Clara não podia negar. Ela engoliu em seco, sentindo a tensão vibrar no ar. O toque que ela pensou ser simples e casual agora parecia um estopim prestes a explodir. — Só queria ver sua reação. — A resposta dela foi mais ousada do que ela imaginara. E Lucas não sorriu. Ele pegou sua mão com firmeza, e a puxou para mais perto, até que seus corpos quase se tocassem. A mulher ao seu lado foi esquecida, sua presença apagada pelo magnetismo de Clara e Lucas. — Você adora me desafiar, não é, Clara? — ele sussurrou, a proximidade de seus corpos fazendo com que ela sentisse o calor de sua pele. Ela estava tão próxima que poderia sentir a batida do coração dele. E o dela? Batia rápido demais. — Talvez eu goste. — Clara respondeu, quase sem fôlego. O toque em sua mão ficou mais forte. E a temperatura da sala subiu, ao mesmo tempo em que o mundo ao redor deles parecia desaparecer. E a intensidade entre os dois crescia de uma forma inexplicável. Lucas não se afastou. Ao contrário, ele usou o toque de Clara para puxá-la ainda mais para si. E foi então que ele fez algo inesperado… um toque suave em seu pescoço. A pressão de sua mão era delicada, mas o poder por trás dela era evidente. Ele a controlava, mas com uma suavidade perturbadora. Clara não sabia mais onde terminava o controle de Lucas e onde começava o seu próprio desejo. — Você gosta de ser tocada assim, Clara? — Sua voz estava baixa, carregada de promessas não ditas. Clara lutava para manter a compostura, mas seu corpo estava gritando por mais. Cada fibra de seu ser queria ceder, queria se entregar a ele. Mas ela não ia se render tão fácil. Não ainda. — Não é o tipo de toque que você pensa. — Ela sussurrou de volta, com a voz trêmula. O Jogo Toma Outro Rumo A tensão entre eles era palpável. Clara sabia que Lucas estava esperando por um sinal, esperando para ver até onde ela iria. Mas, em vez de ceder, ela fez algo que surpreendeu até a si mesma. Com um movimento rápido, ela se afastou, deixando Lucas com os olhos fixos nela, ainda mantendo aquele controle absoluto sobre a situação. Mas algo havia mudado. Lucas sorriu, um sorriso de predador. — Você não vai sair assim. — Ele disse, com uma calma ameaçadora. Ele deu um passo em direção a ela, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Clara o interrompeu. — Não sou sua para comandar, Lucas. — Ela falou com firmeza, embora o seu corpo estivesse em chamas. Ele a olhou por um longo momento, os olhos penetrantes, como se estivesse analisando suas palavras, sua atitude. Finalmente, ele deu um sorriso suficientemente enigmático para fazê-la se perguntar o que estava por vir. — Vamos ver até onde vai essa resistência, Clara. Mas eu aviso: você não vai conseguir fugir de mim por muito tempo. E, com isso, ele se afastou.
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