CAPÍTULO 7

856 Words
Clara estava começando a entender o jogo. Ou talvez, fosse mais preciso dizer, o jogo estava começando a dominá-la. Após a última interação com Lucas, algo dentro dela havia mudado. Ela sentia a tensão crescer, mas também a frustração de não poder se entregar completamente ao que ele oferecia. Ele era tão dominante, tão seguro de si, que cada momento ao seu lado parecia uma batalha interna. Nos dias seguintes, Lucas não deu trégua para Clara. As mensagens, os olhares, os encontros furtivos , tudo se transformava em uma espécie de provocação constante. E Clara estava começando a perder a linha entre o certo e o errado. Uma noite, ela estava no escritório, os dedos cruzando-se ao redor do copo de vinho enquanto pensava em tudo o que havia acontecido entre ela e Lucas. O telefone vibrou na mesa, e o nome dele apareceu na tela. Clara hesitou por um segundo, antes de atender. — O que você quer, Lucas? — sua voz saiu mais ríspida do que ela pretendia. Por outro lado, Lucas sorriu. Ele sabia o que fazia com ela. — Não se faz de difícil. Você sabe o que quero com você. A resposta dele foi simples, mas cheia de intenções. Clara sentiu uma onda de frustração subir por sua espinha. Ela estava começando a se perder nesse jogo. — Eu não vou te dar o que quer tão fácil, Lucas. — Ela disse, mais para si mesma do que para ele. — Você vai, Clara. — A voz dele era fria, como se ele soubesse exatamente o que ela precisava. Por mais que tentasse a Clara tentasse resistir, as palavras de Lucas ficaram ecoando em mente de Clara. Ele a conhecia de uma forma que ninguém mais sabia fazer. Toda sua provocação , parecia ir direto nos nervos de Clara, como se fosse um toque quente, incômodo, que não a deixava em paz por nada. No dia seguinte, o que parecia ser uma simples reunião de trabalho, se transformou em um novo teste. Lucas apareceu mais cedo, assim como sempre fazia, e sentou-se à mesa com uma expressão bem séria. — Vamos começar, Clara. Ela olhou para ele com uma mistura de impaciência e desejo reprimido. Não podia deixar ele ganhar. Não agora. Por mais que seu corpo desejasse a proximidade de Lucas, Clara se forçou a manter distância. Ele não podia dominar tudo. Ela ainda tinha controle sobre si mesma. Mas Lucas, como sempre, tinha outros planos para ela. Ele se levantou e caminhou até ela com passos lentos, sem pressa, observando cada movimento que ela fazia. Era como se o mundo ao redor deles desaparecesse. Quando ele chegou perto o suficiente para tocar a ponta de seus dedos, Clara sentiu a pressão aumentar. — Você está jogando um jogo perigoso, Clara. — A voz dele estava baixa, envolvente, como se estivesse apenas falando para ela. Como se os outros ao redor não importassem. Ela olhou para ele com os olhos desafiadores, tentando não ceder à tentação de se aproximar ainda mais. — Você é quem está jogando com fogo, Lucas. — Ela retrucou, forçando seu tom a se manter firme, apesar da crescente tensão em seu corpo. Mas Lucas se aproximou ainda mais, quase tocando sua pele. Ele parecia se divertir com a frustração dela, o olhar penetrante desafiando-a a ceder. — Você acha que tem controle? — Ele sussurrou, com os lábios tão próximos dos dela que Clara podia sentir a respiração dele. A proximidade de Lucas quase a fazia perder a cabeça. O desejo, a frustração, tudo parecia se misturar de uma forma impossível de controlar. Sem aviso, ele tocou a mão dela. Não foi um movimento brusco, mas algo que a fez parar de respirar. Aquele toque, suave mas implacável, a desarmava. Clara engoliu em seco, os olhos fixos no dele, buscando algum sinal de que ele estava brincando. Mas, como sempre, Lucas não estava brincando. — Eu quero você, Clara. — A frase saiu de seus lábios com uma certeza desconcertante. Ele a sabia, e ele a queria. E ela não podia negar isso para si mesma. A tensão entre eles havia chegado a um ponto crítico. Cada palavra, cada toque, parecia testar os limites dela. Clara sentiu o impulso de se afastar, mas algo a impediu. A linha entre o que era certo e o que era proibido estava se borrando de forma irreversível. Ela olhou para ele, com os olhos desafiadores, e o corpo todo clamando por um toque, por uma reação, qualquer coisa. Mas Lucas não a tocou mais. Ele se afastou, mas a expressão em seu rosto indicava que ele sabia que havia vencido. — Você vai ceder, Clara. Eu só estou esperando. Clara ficou ali, paralisada, com o coração batendo mais rápido do que gostaria de admitir. A frustração e o desejo se misturavam de uma forma que ela não sabia como lidar. Ela estava perdendo o controle. E sabia disso. Mas Lucas parecia estar sempre à frente, sempre controlando a situação entre os dois. E aquilo Aquilo a consumia de uma forma que ela nunca imaginou ser possível de acontecer.
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