Clara Eu não deveria estar ali. Essa é a única certeza que me acompanha enquanto caminho pela rua estreita, m*l iluminada, onde os prédios parecem se inclinar uns sobre os outros, como cúmplices silenciosos. O ar é denso, carregado de fumaça, álcool e algo mais perigoso. Sinto isso na pele, no arrepio que não me abandona desde que decidi seguir as pistas que ninguém quis me dar. Se Lucas estivesse aqui, jamais me deixaria chegar perto desse lugar. Talvez por proteção. Talvez por medo de que eu visse demais. O nome do bar não aparece em nenhuma placa visível. Apenas uma porta metálica escura, marcada pelo tempo e por histórias que não querem ser lembradas. A música grave vibra do outro lado, abafada, quase como um coração batendo fora do ritmo. Respiro fundo antes de entrar. Ass

