CAPÍTULO 17

975 Words
A noite estava silenciosa, mas a tensão no ar era palpável, como um campo magnético que atraía Clara e Lucas para um destino inevitável. Clara, ainda com o sabor do beijo ardente de Lucas nos lábios, sentia sua mente turva, dividida entre a razão e o desejo. Ela sabia que havia cruzado uma linha, e, no entanto, não conseguia mais enxergar o caminho de volta. Lucas a observava com um olhar penetrante, seus olhos escuros como um abismo, cheios de algo indomável, algo que fazia seu coração bater mais rápido que o normal. Ele sabia exatamente o que queria, e ela agora fazia parte de seus planos, parte de sua obsessão. Cada segundo em sua presença parecia fazer o desejo crescer, e estava se tornando incontrolável. O que começara como uma chama havia se transformado em um incêndio que consumia tudo ao redor. — Vamos, Clara. — A voz de Lucas soou baixa, rouca, como uma promessa de algo proibido e imenso. Ele deu um passo em direção a ela, e Clara sentiu seu corpo reagir instantaneamente, como se sua alma já soubesse o que estava prestes a acontecer. Ela não respondeu, apenas olhou para ele, suas palavras entaladas na garganta. Havia um medo tremendo dentro dela, mas também uma necessidade tão forte que ela não sabia mais diferenciar. A necessidade de se entregar, de sentir a intensidade de Lucas, de se perder em seus braços. Com um movimento suave, Lucas a puxou para mais perto, a força de seu abraço inevitável. Clara não teve tempo para pensar, seu corpo se curvando em direção ao dele enquanto ele inclinava a cabeça, seus lábios tocando os dela com uma suavidade quase c***l. Era um beijo de promessas não ditas, de desejos profundos e proibidos. Quando o beijo terminou, Clara abriu os olhos lentamente, sentindo um calor crescente se espalhar por seu corpo. Lucas ainda estava perto, seu olhar fixo nela, como se soubesse que ela estava à beira de ceder completamente. — Eu te quero, Clara. — Ele disse, a voz grave e cheia de uma autoridade que fazia o coração dela bater descontrolado. Eu quero você agora. Falou Lucas fazendo um encontro dos seus Corpos. Com um impulso quase selvagem, Lucas a guiou até a cama, seus toques rápidos, mas sensuais. Clara não teve resistência, ela se entregou aos movimentos de Lucas, sentindo sua pele ardente sob as mãos dele. Cada toque parecia consumir o resto de sua sanidade, cada movimento dele a arrastava mais fundo no abismo. — Você é minha, Clara. — Lucas murmurou enquanto se deitava ao lado dela, sua respiração ofegante. Ele a olhou como se fosse a única coisa que importava naquele momento. E isso não vai mais parar. Clara, ainda com o corpo tremendo, olhou para ele, seus olhos cheios de uma mistura de desejo e medo. Ela sabia que estava prestes a viver algo que mudaria para sempre a forma como via o mundo e a si mesma. Sem mais palavras, Lucas a tocou novamente, suas mãos explorando seu corpo com um cuidado possessivo, como se cada centímetro de pele sua fosse um território a ser conquistado. Clara fechou os olhos e se deixou levar, sem resistência, sem mais dúvidas. Ela queria tanto quanto ele. O quarto ficou silencioso, exceto pelo som de suas respirações apressadas e os gemidos baixos de prazer que se escapavam involuntariamente de Clara. Cada movimento de Lucas a fazia sentir-se mais perdida nele, mais perdida em seu desejo. — Você não sabe o quanto eu esperei por esse momento. — Lucas sussurrou, seus lábios percorrendo o pescoço dela com uma possessividade que a fez estremecer. Você nunca mais vai ser capaz de escapar de mim. A pressão de Lucas se intensificou, e Clara sentiu-se à mercê dele de uma maneira que nunca imaginara ser possível. Ele a dominava com uma força que fazia seus ossos fraquejarem, mas, ao mesmo tempo, ela não queria fugir disso. Ela queria ser dominada, queria ser consumida por ele de todas as formas possíveis. Os minutos se transformaram em horas enquanto eles se perdiam na intensidade do momento. Clara não sabia mais onde começava e onde Lucas terminava. Ela se entregou completamente a ele, seus medos e dúvidas se dissolvendo à medida que o desejo os envolvia. Lucas a fez sentir prazer como nunca antes. Ele sabia exatamente o que fazer para fazê-la explodir em uma onda de sensações avassaladoras. E, quando Clara finalmente chegou ao clímax, ela se viu quase sem fôlego, perdida em um mar de prazer e intensidade que ela nunca imaginara ser capaz de experimentar. Mas Lucas não parou. Ele a queria mais. Ele queria quebrar todas as barreiras que ela ainda tinha, queria fazer com que ela soubesse que ele estava no controle, que ela era dele, e que não havia mais volta. ********** Quando a manhã finalmente chegou, Clara acordou nos braços de Lucas, seu corpo completamente exausto, mas sua mente cheia de pensamentos confusos. Ela sabia que o que acabara de acontecer não era apenas sexo, não era apenas uma simples noite juntos. O que ela havia experimentado com ele não podia ser explicado em palavras. Era uma obsessão, uma possessão, algo muito mais profundo e perigoso. Lucas estava dormindo ao seu lado, seus braços ainda a envolvendo com força, como se ele não quisesse que ela escapasse. Ela sentiu uma estranha mistura de conforto e prisão. Ela sabia que estava completamente perdida nele, mas ao mesmo tempo, havia algo dentro de si que se perguntava até onde essa obsessão poderia levá-la. Mas uma coisa era certa: ela não tinha mais controle. Lucas a havia conquistado, e ela estava disposta a seguir onde quer que ele a levasse. O jogo entre eles havia apenas começado, e Clara já sabia que as consequências seriam muito mais profundas do que ela jamais imaginou.
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