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Desejo não Negociável

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Blurb

Emily Carter sempre acreditou que trabalho duro e determinação eram a chave para o sucesso. Mas nada a preparou para ele.

No instante em que atravessa as portas da Blackstone Enterprises, ela percebe que está pisando em um território perigoso. Como nova assistente do implacável CEO Ethan Blackstone, Emily rapidamente descobre que falhar não é uma opção. O homem à sua frente é um predador corporativo – calculista, exigente e com um olhar afiado que parece ver além da superfície.

Desde o primeiro encontro, a tensão entre eles é cortante. Ethan não é apenas seu chefe; ele é um desafio, uma tentação proibida. Seu olhar intenso a desarma, sua voz grave a comanda, e a maneira como seu nome soa em seus lábios faz algo nela se acender de forma incontrolável. Ele a testa, provoca, desafia seus limites.

Emily tenta resistir. Mas como ignorar um homem que exala poder e desejo em cada gesto? Como se manter indiferente quando a simples proximidade dele faz sua respiração vacilar? A linha entre ódio e fascinação se dissolve a cada encontro, até que se torna impossível ignorar o desejo que arde entre eles.

Mas Ethan Blackstone não é um homem comum. Ele esconde segredos que podem destruir tudo. Emily está disposta a arriscar seu coração por ele? Ou será apenas mais um peão em um jogo que nunca poderá vencer?

O desejo pode não ser negociável... mas tem um preço.

Emily POV

As barreiras que eu tentava manter — frágeis e quebradiças — começaram a ruir a uma velocidade vertiginosa. Ethan não fez qualquer esforço para se afastar. Pelo contrário, os seus movimentos tornaram-se mais lentos, mais provocadores, como se estivesse a testar os limites, a desafiar a minha resistência.

A voz dele, baixa e grave, interrompeu o tumulto na minha cabeça:

— Quero-te, Emily.

As palavras pairaram no ar, carregadas de uma intensidade quase palpável. O coração martelava-me no peito, e a garganta estava seca, mas ainda assim consegui sussurrar:

— Estás a... ultrapassar limites, Ethan.

Ele inclinou-se ligeiramente, aproximando-se mais. A sua respiração roçou a minha pele, quente e suave, provocando-me arrepios que percorreram todo o meu corpo.

— Talvez sejam limites que querem ser ultrapassados.

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Capítulo 1: O Primeiro Dia
Emily A chuva fina deixava o vidro do táxi coberto de pequenas gotas que escorriam lentamente, borrando a visão do prédio à minha frente. “Blackstone Enterprises”, um nome que eu já tinha ouvido inúmeras vezes, destacava-se no topo do edifício. Era um prédio alto, mas nada exagerado, talvez com vinte andares. As janelas espelhadas refletiam as luzes da rua, enquanto as portas giratórias de vidro convidavam para um mundo completamente diferente daquele a que eu estava habituada. Abracei a minha mala com mais força, tentando esconder o nervosismo. O meu primeiro dia como assistente do homem mais temido do mundo corporativo. E já comecei m*l: atrasada. Por que é que o despertador não tocou? Pensei pela milésima vez, enquanto saía do táxi. Já nem tinha tempo para corrigir o coque apressado que tinha feito no cabelo ou para verificar a maquilhagem simples que apliquei no rosto. Talvez ninguém reparasse nos olhos ligeiramente borrados do rimmel. Ou talvez reparassem. Assim que entrei no edifício, a sensação de ser uma intrusa tornou-se ainda mais forte. O piso de mármore polido refletia os holofotes embutidos no teto, enquanto o ar cheirava levemente a algo caro – talvez madeira e um toque de lavanda. A receção era composta por uma longa secretária preta e uma mulher que parecia saída de uma revista de moda. O cabelo loiro estava preso num r**o-de-cavalo perfeito, e os óculos que usava não eram para corrigir a visão – eram acessórios, claramente. – Posso ajudar? – perguntou, erguendo os olhos do ecrã à sua frente. – Emily Carter. Sou a nova secretária do Sr. Blackstone – respondi, tentando manter a voz firme. Os olhos dela baixaram novamente para o computador, e ouvi o som das teclas a ser pressionadas. Depois de um instante, olhou para mim com uma sobrancelha ligeiramente arqueada. – Elevador ao fundo. Sexto andar. O escritório dele é em frente assim que sair. Ela hesitou, como se estivesse prestes a dizer algo, e depois soltou um pequeno suspiro. – Boa sorte. Havia algo no tom dela, meio divertido, meio pesaroso, que fez o nervosismo crescer no meu peito. O elevador estava vazio, e o silêncio enquanto subia apenas tornava os meus pensamentos mais barulhentos. Será que ele vai reparar no atraso? Claro que vai. Será que vai despedir-me no primeiro dia? Apertei a alça da mala. Não tinha espaço na minha vida para falhar. Não após perder tanto. Quando as portas do elevador se abriram, fiquei momentaneamente imóvel. O sexto andar tinha uma atmosfera completamente diferente do rés-do-chão. A luz natural inundava o espaço através de grandes janelas que percorriam o corredor. Móveis modernos estavam organizados de forma funcional: cadeiras ergonómicas pretas e mesas de vidro. Havia um silêncio quase absoluto, quebrado apenas pelo som ocasional de teclas sendo pressionadas por um ou outro funcionário, cada um no seu escritório. Em frente, ao fundo do corredor, como a rececionista indicou, vi uma secretária solitária. Estava impecavelmente arrumada, com um computador ligado e uma planta decorativa ao lado. Mas o que realmente me chamou a atenção foi a porta de madeira escura que estava ligeiramente entreaberta atrás dessa secretária. O letreiro dourado dizia “Ethan Blackwood”. Ele está ali dentro. Respirei fundo antes de avançar. Assim que me aproximei, vi-o. Ethan Blackwood estava de pé, com as costas para a porta, observando algo através da janela. Não precisei de perguntar a ninguém para saber quem ele era. O fato preto ajustado ao corpo largo e a postura confiante entregavam-no imediatamente. Quando se virou, percebi por que era tão temido e tão... fascinante. Os olhos pretos dele prenderam-se aos meus no momento em que entrei, e senti-me como se estivesse sob o olhar de um predador. Ele não disse nada de imediato, apenas deixou o silêncio pairar, como se quisesse testar o quanto eu aguentava sem desviar o olhar. – Está atrasada. Senti o meu coração apertar-se, mas mantive a postura. – Lamento, Sr. Blackstone. Houve... Ele ergueu uma mão, interrompendo-me. – Não quero ouvir desculpas, Miss Carter. Quero resultados. Entendido? Assenti, lutando contra o calor que subia pelo pescoço. – Entendido. Ele deu um passo em direção à secretária e pegou no telemóvel. Enquanto digitava algo, falou sem me olhar: – Não quero ouvir justificações. Vou precisar de um relatório sobre o mercado europeu até às seis. Abri a boca para responder, mas ele continuou. – Já enviei as informações para o seu e-mail da empresa. Alguma dúvida? Quase perguntei como ele esperava que eu tivesse tempo para ler o e-mail, compilar informações e apresentar um relatório impecável no mesmo dia. Mas a resposta estava clara nos olhos dele. Ethan Blackwood não tolerava inseguranças. – Nenhuma, Sr. Blackstone. – Ótimo. – Finalmente, olhou para mim, inclinando ligeiramente a cabeça como se estivesse a medir a minha capacidade de sobreviver àquele dia. – Pode sair. Eu virei-me e caminhei de volta para a porta com passos firmes, mas assim que saí e fechei a porta atrás de mim, soltei o ar que não sabia que prendia. Os outros funcionários estavam ocupados nos seus escritórios, não vi ninguém sequer passar pelos corredores e isso significava que não tinha ninguém para perguntar como raio deveria organizar aquele relatório. Estava sozinha e tinha que me provar do que era capaz. Bem-vinda ao inferno, Emily.

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