O silêncio que se seguiu ao deslizar das gotas de chocolate pelo abdômen de Cael não era vazio; era carregado de uma eletricidade estática que fazia o ar zumbir. Zafira sentiu o mundo encolher até que só restassem os dois, a penumbra da sala e o som da chuva fustigando as janelas. Quando ela estendeu a mão para limpar o líquido, seus dedos tocaram a pele dele e ela percebeu que não havia mais como retroceder. O calor dele era magnético, uma força que puxava cada átomo do seu ser para mais perto. — Desculpa, eu... — a voz dela falhou, perdendo-se no espaço entre seus lábios. Cael não se afastou. Ele a observava com uma intensidade que beirava o sagrado. Para um homem que construiu sua vida sobre o medo e a destruição, ver Zafira ali, vulnerável e ao mesmo tempo tão poderosa em sua si

