Cap.20 Fernanda

1116 Words
Estava dormindo quando ele chegou transtornado insinuando que eu estava trabalhando para o Malvadão, eu me entreguei a ele de corpo e alma. Me guardei a minha vida toda para alguém especial e fui capaz de ficar com ele. Como eu fui burra, achei que ele poderia me amar, que eu poderia lutar por isso, mas essa não é a verdade. Ele não senti o mesmo e continuar me iludindo é a pior merda que posso fazer na minha vida. Eu preciso me lentar, o passado já passou e me lamentar não vai trazer nada de volta. Fecho os olhos e respiro fundo, em seguida vou ao banheiro tomando um banho gelado e visto um shortinho e uma camiseta. Faço um coque e me olho no espelho, estava me sentindo um pouco diferente e acho que isso tem haver com a minha noite de amor com o Rafael. — Meu Deus, eu preciso ser forte. Espero que ele consiga destruir o Malvadão para que eu possa ter a minha liberdade de uma vez. — Digo para mim mesma. Saiu do quarto e sigo para a cozinha, preparo o meu café e o cheiro forte do perfume dele toma conta do lugar, eu tento ignorar aquela presença, mas ele me abraça por trás. — Me desculpa, Rapunzel. — Diz e eu desligo o fogo e olho para ele. — Não precisa me pedi desculpa, eu errei, me entreguei a você mesmo sabendo que isso não iria para frente. Que você não tem sentimento e que nunca vai me amar. — Falo baixinho. — Também não é assim! — Tenta corrigir o erro, mas eu não queria conversa. — Como é? Vem todo mansinho assim para quer? Já sei, você acha que vou dar o mesmo mole e me entregar a você? Não! Eu entendi as coisas, quando o Malvadão morrer, você me liberta e eu sumo de uma vez. — Digo segurando as lágrimas. — Você não vai sair daqui nunca mais. — Rosna bravo. — O que eu vou ficar fazendo aqui? Vou ficar sendo o seu brinquedinho? Acha que pode me usar, me humilhar e depois vir pedir desculpas? Isso, não é o que eu quero para minha vida. — Digo séria. — O que você quer? — Questiona. — Quero amor de verdade. Quero uma família, eu perdi a minha família e quero construir outra. Quero filhos e um marido que cuide de mim, não quero ser o seu objeto, Rafael. — Digo e ele segura meu rosto. — Eu não quero que seja meu objeto. Sei que eu vou te fazer chorar, sofrer, mas infelizmente, nos dois estamos condenados ao inferno na terra e seu desejo só ira se realizar quando eu estiver morto. Você é muito bonita e chama atenção dos bandidos mais perigosos do Rio. Eu estou obcecado por você e não sei que bagulho estou sentindo e até eu descobrir nos dois vamos sofrer muito. — Diz tocando meu rosto. — Você sente prazer em me ver assim? Quer me machucar? Eu sou quebrada, você sabe disso. — Digo e ele gruda nossos lábios em um beijo. — Não julgue a minha atitude como um ato de covardia contra uma linda mulher, mas você está aqui e assim será enquanto eu tiver vida. — Diz se afastando. Respiro fundo e sigo para sala onde ele estava sentado no sofá, me sentei do seu lado e pedi. — Eu posso pelo menos conhecer o morro e as pessoas que morram aqui? — Pergunto. — Nem fudendo. Você não tem permissão para sair dessa casa. — Rosna bravo. — Eu não sou sua prisioneira, vai me manter presa aqui? — Pergunto. — Sim, o Malvadão está por aí, você quer que ele te pegue? — Questiona. — Não, eu não quero que ele me pegue. — Falo e ele me olha. — Estou falando para ficar dentro de casa, o morro não é seguro, Fernanda. Me escute, você não conhece o morro, é uma garota do asfalto que viveu a p***a de um pesadelo e está nas minhas mãos, para eu te manter segura você precisa me obedecer, entendeu? — Questiona. — Entendi, eu não posso sair daqui, sou uma prisioneira e devo viver o dia todo presa nessa casa olhando para as paredes. — Digo cruzando os braços. — Eu estou aqui, estou conversando contigo. A minha companhia não basta? — Questiona. — Eu não quero sua companhia, quero me manter distante para não sofrer. — Digo. — Fernanda, vem aqui. Deixa dessa p***a de birra que você não é criança. Deixa-me sentir seu cheiro gostoso. — Diz apertando a minha perna. — Rafael, não! Essa mancada nunca mais, eu não sou i****a. Quer ficar me usando e sabe que eu estou apaixonada por você, mas eu não sou as vadias desse morro. Não sou seu brinquedinho particular. — Digo séria. — Eu não falei que você é um brinquedo para mim, mas eu não vou assumir sentimentos sem sentir nada. — Diz me afetando. — Não senti nada, Playboy? Então deixa eu passear pelo morro. Deixa-me participar do baile, quero conhecer pessoas, ter experiências, ser independente, quem sabe arranjar um emprego. O Malvadão não vai invadir seu morro por causa de mim, ele nem deve lembrar da minha existência. — Digo sorrindo. — O Malvadão não vai lembrar? Você acha que ele vai aceitar saber que você estar comigo? — Pergunta. — Esse homem nem deve lembrar da minha existência, aqui no seu morro eu estou seguro, posso não está segura no asfalto, assim como n~~ao estou segura perto de você. — Digo e ele me olha. — Como não está segura perto de mim? — Pergunta. — Quer brincar com meus sentimentos e você sabe deles. — Digo. — Fernanda, não tem conversa. Você não vai andar pelo morro, vai continuar aqui presa nessa casa. Você entendeu? — Pergunta. — Mas... — Antes que eu fale nossa conversa é interrompida pelos fogos. — p**a que pariu, essa p***a é invasão. — Diz e eu estremeço. — Invasão? Será que é o Malvadaão? — Pergunto nervosa. — Bem provável. Se esconde, se eu não voltar o FP aparece e você o manda levar você para o Capitão, ele é meu irmão, você conta a p***a toda e pedi para ele te proteger. — Para de me colocar medo, você precisa voltar, eu só tenho você, não me abandone. — Digo abraçando-o e ele beija minha boca. — Se esconda, por favor! — Pedi e sai dali me deixando sozinha. Olho para acima e peço a Deus. — Por favor, trás ele de volta, não me tire outra pessoa, meu Deus!
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